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Resenha: Tony Banks - Still (1992)

Por: André Luiz Paiz

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Tony Banks ainda procurando sua identidade fora do Genesis
3
25/09/2017

Li recentemente uma entrevista de Tony Banks, ex-tecladista do Genesis, em que relata sua insatisfação pelo insucesso de sua carreira solo. De fato, dentre os três remanescentes da última formação de sua antiga banda, seu trabalho foi o que despertou menos interesse. Confessando que o sucesso estrondoso de Phil Collins em carreira solo o incomodava, e o fato de Mike Rutherford ter emplacado alguns hits com o "Mike And The Mechanics", Banks se esforçou nitidamente neste trabalho, contando inclusive com a participação de vários vocalistas, na tentativa de conseguir a tão desejada aceitação. Infelizmente, poderia ter sido melhor.

O álbum começa com "Red Day on Blue Street", escrita e cantada pelo cantor/compositor americano Nicholas David "Nik" Kershaw. É uma boa faixa de abertura, mas que apresenta o projeto de maneira bem monótona.
Em seguida, "Angel Face" traz: Fish, o grande e eterno ex-vocalista do Marillion. A faixa é um pop suave e a letra relata certa angústia sobre o final de um relacionamento conturbado. Fish vai bem, mas a canção é bem abaixo do que o vocalista tem a oferecer.
"The Gift", cantada por Andy Taylor (ex-Duran Duran) possui bons momentos, com melodia agradável e letra com mensagem positiva. Andy também assume os vocais na bela balada "Still It Takes Me By Surprise", que originalmente daria título também ao álbum, que posterior foi reduzido para simplesmente "Still". Uma linda faixa, com letra reflexiva e grandes arranjos de piano/teclado.
"Hero For An Hour", única faixa cantada por Tony Banks, é esquisita. Definitivamente a pior faixa do álbum. Incluindo a letra, que fala sobre a oportunidade de ser considerado herói e fugir.
Nik Kershaw retorna em "I Wanna Change The Score". Uma boa faixa pop, com uma letra que questiona a existência e manifesta o desejo de viver outras vidas.
"Water Out of Wine" é a primeira com a vocalista Jayney Klimek, que faz um bom papel. Trata-se de uma balada com letra reflexiva, com a constatação de que todos os dias são iguais e com os mesmos problemas.
Enfim, algo que nos remete ao rock ou pelo menos ao pop progressivo. "Another Murder of a Day" é a melhor faixa do álbum. Fish retoma os vocais com maestria em uma grande performance, além de contribuir com a letra, que trata a batalha diária de uma garota de programa, com uma qualidade perfeitamente perceptível de escrita diante das demais faixas. Com base no que foi apresentado até aqui, uma faixa dessas é um alívio. Uma música parecida com o que foi oferecido pelo Genesis em "Calling All Stations".
"Back To Back" trás novamente Jayney Klimek. É mais uma faixa pop sem muito destaque e com timbres estranhos de teclado. Apenas dentro da média.
"The Final Curtain" encerra o álbum com novamente Nik Kershaw nos vocais, que também é o autor da canção. Infelizmente, ao chegarmos nela, falta um pouco de paciência para terminá-la. A letra relata o momento de fechar as cortinas e seguir em frente, provavelmente diante de um relacionamento malsucedido.

Quem acompanha a carreira de Tony Banks e todo seu trabalho com o Genesis, fica até um pouco incrédulo de vê-lo apresentar tão pouco. Até mesmo em nível de técnica e composição. Pelo menos, Banks já fez muito pela música e tem seu devido reconhecimento.

Tony Banks ainda procurando sua identidade fora do Genesis
3
25/09/2017

Li recentemente uma entrevista de Tony Banks, ex-tecladista do Genesis, em que relata sua insatisfação pelo insucesso de sua carreira solo. De fato, dentre os três remanescentes da última formação de sua antiga banda, seu trabalho foi o que despertou menos interesse. Confessando que o sucesso estrondoso de Phil Collins em carreira solo o incomodava, e o fato de Mike Rutherford ter emplacado alguns hits com o "Mike And The Mechanics", Banks se esforçou nitidamente neste trabalho, contando inclusive com a participação de vários vocalistas, na tentativa de conseguir a tão desejada aceitação. Infelizmente, poderia ter sido melhor.

O álbum começa com "Red Day on Blue Street", escrita e cantada pelo cantor/compositor americano Nicholas David "Nik" Kershaw. É uma boa faixa de abertura, mas que apresenta o projeto de maneira bem monótona.
Em seguida, "Angel Face" traz: Fish, o grande e eterno ex-vocalista do Marillion. A faixa é um pop suave e a letra relata certa angústia sobre o final de um relacionamento conturbado. Fish vai bem, mas a canção é bem abaixo do que o vocalista tem a oferecer.
"The Gift", cantada por Andy Taylor (ex-Duran Duran) possui bons momentos, com melodia agradável e letra com mensagem positiva. Andy também assume os vocais na bela balada "Still It Takes Me By Surprise", que originalmente daria título também ao álbum, que posterior foi reduzido para simplesmente "Still". Uma linda faixa, com letra reflexiva e grandes arranjos de piano/teclado.
"Hero For An Hour", única faixa cantada por Tony Banks, é esquisita. Definitivamente a pior faixa do álbum. Incluindo a letra, que fala sobre a oportunidade de ser considerado herói e fugir.
Nik Kershaw retorna em "I Wanna Change The Score". Uma boa faixa pop, com uma letra que questiona a existência e manifesta o desejo de viver outras vidas.
"Water Out of Wine" é a primeira com a vocalista Jayney Klimek, que faz um bom papel. Trata-se de uma balada com letra reflexiva, com a constatação de que todos os dias são iguais e com os mesmos problemas.
Enfim, algo que nos remete ao rock ou pelo menos ao pop progressivo. "Another Murder of a Day" é a melhor faixa do álbum. Fish retoma os vocais com maestria em uma grande performance, além de contribuir com a letra, que trata a batalha diária de uma garota de programa, com uma qualidade perfeitamente perceptível de escrita diante das demais faixas. Com base no que foi apresentado até aqui, uma faixa dessas é um alívio. Uma música parecida com o que foi oferecido pelo Genesis em "Calling All Stations".
"Back To Back" trás novamente Jayney Klimek. É mais uma faixa pop sem muito destaque e com timbres estranhos de teclado. Apenas dentro da média.
"The Final Curtain" encerra o álbum com novamente Nik Kershaw nos vocais, que também é o autor da canção. Infelizmente, ao chegarmos nela, falta um pouco de paciência para terminá-la. A letra relata o momento de fechar as cortinas e seguir em frente, provavelmente diante de um relacionamento malsucedido.

Quem acompanha a carreira de Tony Banks e todo seu trabalho com o Genesis, fica até um pouco incrédulo de vê-lo apresentar tão pouco. Até mesmo em nível de técnica e composição. Pelo menos, Banks já fez muito pela música e tem seu devido reconhecimento.

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