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Resenha: Riot - Fire Down Under (1981)

Por: Marcel Z. Dio

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A obra-prima do Riot
5
28/07/2018

Após Rock City (1977) e Narita (1977) o Riot muda o contexto sonoro, apimentando o som com uma fusão impecável do hard inicial com o heavy metal, num trabalho que ficou para a posteridade, e sem duvida é o ponto alto de sua carreira.

Alem da mudança sonora, Iommi e Bitelli deixam a banda e são substituídos por Kip Leming (baixo) e Sandy Slavin (bateria) somando força aos guitarristas Rick Ventura/ Mark Reale e ao vocalista Guy Speranza.

Fire Down Under é formado por dez canções perfeitas, cheias de riffs mortais e solos devastadores. Colocar Rick Ventura e Mark Realy no hall das grandes duplas de guitarra do Heavy Metal, não seria exagero nenhum. Em Fire Down Under os dois só não fizeram chover, a interação era perfeita !!

Faixas como Swords And Tequila e Fire Down Under são pura explosão de riffs e solos, com uma energia fora do comum.
Feel The Same já é mais cadenciada e Dont Bring Me Down - uma aula de rock pesado, onde a voz de Guy Esperança achava poucos concorrentes a época.

Os dedilhados iniciais da épica Altar of The King remete ao estilo neo clássico do Rainbow, e a influência "Blackmoriana" fica por ai. O que temos adiante é um heavy / hard visceral que fazia frente a qualquer música do Iron Maiden. Ademais a progressão inicial de Sword and Tequila tem uma certa similaridade com 2 Minutes To Midnight, concebido quatro anos depois.

No Lies é um dos melhores sons dos anos oitenta, perfeição é a única palavra para descreve-la !! Seu refrão martela a cabeça do ouvinte por semanas, pra tirar, só com seções pesadas de hipnose.

Ainda temos as ótimas Run For Your Life e Flashbacks - essa gravada ao vivo, uma trilha quase instrumental com algumas narrações e berros do vocalista junto a uma plateia ensandecida. Valeu como dedicatória a Neal Kay, o DJ britânico que apoiou o heavy metal no Reino Unido durante a nova onda de heavy metal britânico.

Quem tem o CD ainda leva Myst Morning Rain e You're All Needed Tonight, faixas tão boas quanto as "originais" algo raro em se tratando de bônus track.

O Riot merecia um lugar melhor junto aos grandes nomes do estilo. A saída de Speranza e as constantes trocas dos músicos atrapalharam os planos da banda, que mesmo assim, revelou ótimos discos nos anos oitenta e continuam até hoje na ativa, sob o nome de Riot V, já que nenhum membro original faz parte dessa nova etapa.
Guy esperança morreu em 2003 e Mark Reale em 2012.

Fire Down Under é item obrigatório na estante de qualquer roqueiro ou amante da boa música.

A obra-prima do Riot
5
28/07/2018

Após Rock City (1977) e Narita (1977) o Riot muda o contexto sonoro, apimentando o som com uma fusão impecável do hard inicial com o heavy metal, num trabalho que ficou para a posteridade, e sem duvida é o ponto alto de sua carreira.

Alem da mudança sonora, Iommi e Bitelli deixam a banda e são substituídos por Kip Leming (baixo) e Sandy Slavin (bateria) somando força aos guitarristas Rick Ventura/ Mark Reale e ao vocalista Guy Speranza.

Fire Down Under é formado por dez canções perfeitas, cheias de riffs mortais e solos devastadores. Colocar Rick Ventura e Mark Realy no hall das grandes duplas de guitarra do Heavy Metal, não seria exagero nenhum. Em Fire Down Under os dois só não fizeram chover, a interação era perfeita !!

Faixas como Swords And Tequila e Fire Down Under são pura explosão de riffs e solos, com uma energia fora do comum.
Feel The Same já é mais cadenciada e Dont Bring Me Down - uma aula de rock pesado, onde a voz de Guy Esperança achava poucos concorrentes a época.

Os dedilhados iniciais da épica Altar of The King remete ao estilo neo clássico do Rainbow, e a influência "Blackmoriana" fica por ai. O que temos adiante é um heavy / hard visceral que fazia frente a qualquer música do Iron Maiden. Ademais a progressão inicial de Sword and Tequila tem uma certa similaridade com 2 Minutes To Midnight, concebido quatro anos depois.

No Lies é um dos melhores sons dos anos oitenta, perfeição é a única palavra para descreve-la !! Seu refrão martela a cabeça do ouvinte por semanas, pra tirar, só com seções pesadas de hipnose.

Ainda temos as ótimas Run For Your Life e Flashbacks - essa gravada ao vivo, uma trilha quase instrumental com algumas narrações e berros do vocalista junto a uma plateia ensandecida. Valeu como dedicatória a Neal Kay, o DJ britânico que apoiou o heavy metal no Reino Unido durante a nova onda de heavy metal britânico.

Quem tem o CD ainda leva Myst Morning Rain e You're All Needed Tonight, faixas tão boas quanto as "originais" algo raro em se tratando de bônus track.

O Riot merecia um lugar melhor junto aos grandes nomes do estilo. A saída de Speranza e as constantes trocas dos músicos atrapalharam os planos da banda, que mesmo assim, revelou ótimos discos nos anos oitenta e continuam até hoje na ativa, sob o nome de Riot V, já que nenhum membro original faz parte dessa nova etapa.
Guy esperança morreu em 2003 e Mark Reale em 2012.

Fire Down Under é item obrigatório na estante de qualquer roqueiro ou amante da boa música.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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