Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: King Diamond - The Spider's Lullabye (1995)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 163

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
A retomada da carreira solo
3.5
26/07/2018

Devido aos contratempos com a sua antiga gravadora Roadrunner, King Diamond ficou sem lançar um registro solo por 5 anos. Foi o período em que reativou o Mercyful Fate e o guitarrista Andy LaRocque acabou se unindo ao grupo Death para gravação do álbum “Individual Thought Patterns”. Aos poucos, as coisas foram se resolvendo e King começou a montar uma nova banda, agora formada por músicos americanos, para retomar a sua carreira solo. Neste período saiu: “The Spider's Lullabye”, um álbum bem diferente dos até então lançados por King Diamond. 

O primeiro fato curioso deste trabalho, é que King Diamond novamente traz um álbum que não é integralmente conceitual. Ou seja, não possui uma história que é abordada por todas as faixas. Apenas 4 delas compõem a história do personagem Harry, que sofre de aracnofobia e procura auxílio com um cidadão chamado Dr. Eastmann. É claro que as coisas não ocorrem como deveriam e o desfecho vale a conferência. Musicalmente falando, apesar da faixa-título não funcionar bem e soar como uma introdução de quase 4 minutos, as demais possuem muitas das características dos trabalhos anteriores de King. Você encontrará peso, vocais variados e ótimas melodias. O destaque fica para “Eastmann's Cure” e “To The Morgue”, embora “Room 17” também não fique muito atrás.
As demais faixas trazem um pouco das sonoridades do Mercyful Fate e do primeiro álbum de King, “Fatal Portrait”, que também possui algumas canções que não se conectam. Nestas faixas, é possível notar que o retorno de King traz agressividade, já que as faixas estão definitivamente na lista das mais pesadas compostas pelo rei. “From The Other Side” mostra isso e é destaque. Outra que segue a mesma linha é “Six Feet Under”, ótima. “The Poltergeist” é mais macabra e melódica, com ótimo resultado.
Olhando para o álbum com uma perspectiva mais negativa, é possível notar claramente que a produção não é das melhores e o som está bem embolado. Além disso, algumas faixas não possuem o impacto das demais. "Moonlight" e “Killer” são bons exemplos. “Dreams” também não é sempre que desce fácil, apesar de que o seu refrão é interessante.

Dificilmente algum fã de King Diamond irá considerar “The Spider's Lullabye” como o seu melhor álbum. Não é mesmo, mas também está longe de ser descartável.

A retomada da carreira solo
3.5
26/07/2018

Devido aos contratempos com a sua antiga gravadora Roadrunner, King Diamond ficou sem lançar um registro solo por 5 anos. Foi o período em que reativou o Mercyful Fate e o guitarrista Andy LaRocque acabou se unindo ao grupo Death para gravação do álbum “Individual Thought Patterns”. Aos poucos, as coisas foram se resolvendo e King começou a montar uma nova banda, agora formada por músicos americanos, para retomar a sua carreira solo. Neste período saiu: “The Spider's Lullabye”, um álbum bem diferente dos até então lançados por King Diamond. 

O primeiro fato curioso deste trabalho, é que King Diamond novamente traz um álbum que não é integralmente conceitual. Ou seja, não possui uma história que é abordada por todas as faixas. Apenas 4 delas compõem a história do personagem Harry, que sofre de aracnofobia e procura auxílio com um cidadão chamado Dr. Eastmann. É claro que as coisas não ocorrem como deveriam e o desfecho vale a conferência. Musicalmente falando, apesar da faixa-título não funcionar bem e soar como uma introdução de quase 4 minutos, as demais possuem muitas das características dos trabalhos anteriores de King. Você encontrará peso, vocais variados e ótimas melodias. O destaque fica para “Eastmann's Cure” e “To The Morgue”, embora “Room 17” também não fique muito atrás.
As demais faixas trazem um pouco das sonoridades do Mercyful Fate e do primeiro álbum de King, “Fatal Portrait”, que também possui algumas canções que não se conectam. Nestas faixas, é possível notar que o retorno de King traz agressividade, já que as faixas estão definitivamente na lista das mais pesadas compostas pelo rei. “From The Other Side” mostra isso e é destaque. Outra que segue a mesma linha é “Six Feet Under”, ótima. “The Poltergeist” é mais macabra e melódica, com ótimo resultado.
Olhando para o álbum com uma perspectiva mais negativa, é possível notar claramente que a produção não é das melhores e o som está bem embolado. Além disso, algumas faixas não possuem o impacto das demais. "Moonlight" e “Killer” são bons exemplos. “Dreams” também não é sempre que desce fácil, apesar de que o seu refrão é interessante.

Dificilmente algum fã de King Diamond irá considerar “The Spider's Lullabye” como o seu melhor álbum. Não é mesmo, mas também está longe de ser descartável.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de King Diamond

Album Cover

King Diamond - Songs for the Dead Live (2019)

Memorável!
5
Por: André Luiz Paiz
12/12/2018
Album Cover

King Diamond - Abigail (1987)

Um clássico do mestre do horror
5
Por: André Luiz Paiz
15/12/2017
Album Cover

King Diamond - "Them" (1988)

King Diamond em uma de suas melhores histórias
4.5
Por: André Luiz Paiz
22/12/2017

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

High Spirits - Motivator (2016)

Uma viagem aos anos 80 em grande estilo
4
Por: Mário Pescada
06/05/2018
Album Cover

Axel Rudi Pell - The Masquerade Ball (2000)

O primeiro clássico
5
Por: André Luiz Paiz
04/04/2019
Album Cover

King Kobra - Ready To Strike (1985)

O primeiro ataque do King Kobra
4.5
Por: Johnny Paul
22/10/2017