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Resenha: Subsignal - La Muerta (2018)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 479

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Identidade definida
5
24/07/2018

É óbvio que o Subsignal já não é mais uma novidade na cena progressiva. Apresentando o seu mais novo lançamento, “La Muerta” é o quinto registro de estúdio do grupo alemão liderado pelo guitarrista Markus Steffen e pelo vocalista Arno Menses. A dupla já era conhecida da maioria pelo grande trabalho que fizeram juntos no Sieges Even com o clássico “The Art Of Navigating By The Stars”. Após alguns conflitos no lançamento de “Paramount” - ainda com a antiga banda – seguiram adiante e formaram este novo conjunto.

No início, o Subsignal chamou a atenção de imediato com o seu primeiro lançamento, o ótimo “Beautiful & Monstrous”, ainda no estilo Sieges Even, porém com mais elementos e melodias. Um grande álbum. Em seguida, o nível foi mantido em “Touchstones”, porém foi possível notar o início de um novo direcionamento, ainda um pouco confuso em “Paraiso” e “The Beacons Of Somewhere Sometime”, até que, em “La Muerta”, o encaixe aconteceu. O Subsignal mudou, positivamente, tornando-se único dentro do grande leque que abrange o rock progressivo. Seu novo álbum mostra claramente que a banda está produzindo uma sonoridade mais acessível, embora o alicerce seja o mesmo, com grandes linhas de baixo, guitarra, bateria e teclado, que surfam em passagens progressivas enquanto Arno Menses entrega todas as suas influências de AOR em melodias vocais belíssimas. Seu desempenho em “La Muerta” é digno de aplausos.

Algumas pessoas podem estranhar a nota que dei ao álbum. Como pode “La Muerta” ser melhor que “Beautiful & Monstrous”? - podem indagar, mas, é necessário compreender tudo o que está ao redor deste novo trabalho. A evolução do grupo como um todo, a proposta apresentada após encontrar sua identidade e a qualidade do material entregue. Aí sim, é possível que você leitor concorde comigo.  Além da evolução nas composições de Markus e Arno, a produção é simplesmente magnífica.

“La Muerta” possui faixas diversificadas. Algumas delas nos remetem ao Subsignal dos primeiros trabalhos, como a faixa-título e a excelente “Every Able Hand”, com uma introdução fantástica, além de “The Approaches”, também muito boa. Das baladas, a instrumental “Teardrops Will Dry in Source of Origin” traz somente Markus e o violão em um momento doce, que nos faz lembrar de Steve Hackett. Destaque também para o seu solo em “When All the Trains Are Sleeping”, faixa que possui melodia bastante agradável. Por último, a balada de encerramento é tocante. Arno emociona na belíssima e quase à capela “Some Kind of Drowning”, faixa em que faz um dueto com Marjana Semkina, da notável banda iamthemorning.
Mas, e o AOR? Está em tudo, graças ao trabalho de Arno com as melodias. Mas, ao pé da letra, peço a você que ouça incansavelmente as faixas “Even Though the Stars Don't Shine”, “The Bells of Lyonesse” e “As Birds on Pinions Free”. Para encerrar, “The Passage” é uma combinação de todos estes elementos em uma das melhores faixas que a banda já fez.

“La Muerta” entrega ao fã do Subsignal muito do que ele espera, além de novos elementos. Agora, um fato é certo, novos fãs surgirão, pois o grupo atingiu um novo nível e é merecedor do sucesso que virá.

Adquira a sua cópia de "La Muerta" clicando aqui.

Identidade definida
5
24/07/2018

É óbvio que o Subsignal já não é mais uma novidade na cena progressiva. Apresentando o seu mais novo lançamento, “La Muerta” é o quinto registro de estúdio do grupo alemão liderado pelo guitarrista Markus Steffen e pelo vocalista Arno Menses. A dupla já era conhecida da maioria pelo grande trabalho que fizeram juntos no Sieges Even com o clássico “The Art Of Navigating By The Stars”. Após alguns conflitos no lançamento de “Paramount” - ainda com a antiga banda – seguiram adiante e formaram este novo conjunto.

No início, o Subsignal chamou a atenção de imediato com o seu primeiro lançamento, o ótimo “Beautiful & Monstrous”, ainda no estilo Sieges Even, porém com mais elementos e melodias. Um grande álbum. Em seguida, o nível foi mantido em “Touchstones”, porém foi possível notar o início de um novo direcionamento, ainda um pouco confuso em “Paraiso” e “The Beacons Of Somewhere Sometime”, até que, em “La Muerta”, o encaixe aconteceu. O Subsignal mudou, positivamente, tornando-se único dentro do grande leque que abrange o rock progressivo. Seu novo álbum mostra claramente que a banda está produzindo uma sonoridade mais acessível, embora o alicerce seja o mesmo, com grandes linhas de baixo, guitarra, bateria e teclado, que surfam em passagens progressivas enquanto Arno Menses entrega todas as suas influências de AOR em melodias vocais belíssimas. Seu desempenho em “La Muerta” é digno de aplausos.

Algumas pessoas podem estranhar a nota que dei ao álbum. Como pode “La Muerta” ser melhor que “Beautiful & Monstrous”? - podem indagar, mas, é necessário compreender tudo o que está ao redor deste novo trabalho. A evolução do grupo como um todo, a proposta apresentada após encontrar sua identidade e a qualidade do material entregue. Aí sim, é possível que você leitor concorde comigo.  Além da evolução nas composições de Markus e Arno, a produção é simplesmente magnífica.

“La Muerta” possui faixas diversificadas. Algumas delas nos remetem ao Subsignal dos primeiros trabalhos, como a faixa-título e a excelente “Every Able Hand”, com uma introdução fantástica, além de “The Approaches”, também muito boa. Das baladas, a instrumental “Teardrops Will Dry in Source of Origin” traz somente Markus e o violão em um momento doce, que nos faz lembrar de Steve Hackett. Destaque também para o seu solo em “When All the Trains Are Sleeping”, faixa que possui melodia bastante agradável. Por último, a balada de encerramento é tocante. Arno emociona na belíssima e quase à capela “Some Kind of Drowning”, faixa em que faz um dueto com Marjana Semkina, da notável banda iamthemorning.
Mas, e o AOR? Está em tudo, graças ao trabalho de Arno com as melodias. Mas, ao pé da letra, peço a você que ouça incansavelmente as faixas “Even Though the Stars Don't Shine”, “The Bells of Lyonesse” e “As Birds on Pinions Free”. Para encerrar, “The Passage” é uma combinação de todos estes elementos em uma das melhores faixas que a banda já fez.

“La Muerta” entrega ao fã do Subsignal muito do que ele espera, além de novos elementos. Agora, um fato é certo, novos fãs surgirão, pois o grupo atingiu um novo nível e é merecedor do sucesso que virá.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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