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Resenha: Arena - Double Vision (2018)

Por: André Luiz Paiz

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Mais um candidato a melhor prog de 2018
5
18/07/2018

Como é bom ter em mãos um novo lançamento do Arena. Estes mestres do progressivo britânico iniciaram a carreira em 1992 como uma grande promessa dentro do estilo Neo-Prog. A sonoridade apresentada em seu debut - “Songs From The Lions Cage” - nos remete diretamente aos primeiros trabalhos do Marillion. Curiosamente, um dos membros fundadores e que ainda está presente é o baterista Mick Pointer, que registrou a pérola “Script For A Jester’s Tear” com a banda.
O tempo passou e o Arena foi se aventurando a cada trabalho lançado, até encontrar lá pro álbum “The Visitor” - que faço questão de recomendar – a sua identidade. As raízes permanecem, porém a banda consegue hoje trazer um som mais denso, pesado e até certo ponto melancólico dentro do estilo, com temas que nos fazem navegar e refletir. Desde o início até o presente momento, conseguiram lançar grandes álbuns, como o já citado “The Visitor”, “Immortal?”, o clássico “Contagion” e “The Unquiet Sky”. Todos são recomendados para qualquer fã de progressivo.

Eis que chegamos ao assunto principal da resenha. “Double Vision” é o novo álbum da banda, com formação estável desde a entrada de Paul Manzi, em “The Seventh Degree Of Separation”. O vocalista por sinal é um dos destaques. Está mais solto e encaixado ao som do grupo. Além disso, seu timbre é belíssimo e sua performance é memorável. Além de Paul, preciso citar também que o mestre Clive Nolan é novamente merecedor de aplausos, preenchendo as canções com timbres de teclado magníficos, criando atmosferas únicas. Bravo Clive! Mick segue em ótima forma, assim como o baixista Kylan Amos. Por último, John Mitchell segue nas guitarras com a excelência de sempre. É perfeito em todos os seus projetos. Além disso, merece elogios também na produção e mixagem. Que som!

“Double Vision” possui somente sete faixas. Sim, infelizmente… Mas, pelo lado positivo, nada se perde. Tudo aqui é ótimo. “Zhivago Wolf” abre os trabalhos como uma faixa típica de abertura dos álbuns do Arena. Pesada e com ótimo refrão, para impressionar o ouvinte e mantê-lo durante a audição.
“The Mirror Lies” é uma das melhores, sem dúvida. Além da letra forte e interessante, que trata sobre hipocrisia, sua estrutura é fantástica. Começa pesada, desacelera ao som do violão de John, até que Paul entrega uma de suas melhores performances em um ótimo refrão.
“Scars” parece ter saído do álbum “The Visitor”. Começa lenta e com ótimas melodias vocais, até que John Mitchell entra com sua guitarra em um solo fantástico.
Bandas prog conseguem produzir hits? Se sim, “Paradise Of Thieves” é candidata. Começa pesada, até entrar em uma bela melodia ao som da guitarra de John. Minha brincadeira com o “hit” é por causa do refrão pegajoso. Impossível não cantar junto.
Gosta de prog com teclados? Confira o que fez Clive na introdução de “Red Eyes”. Que clima espetacular. Temos aqui mais uma faixa com melodia excepcional. Essa chega a arrepiar.
“Poisoned” é uma balada que provavelmente será o primeiro vídeo lançado como divulgação do álbum. Por ser acústica, o destaque total aqui é Paul Manzi. Uma balada bela e densa, com a cara do Arena.
“Double Vision” possui certa conexão com o tema principal abordado no álbum “The Visitor”. A principal referência está no épico “The Legend Of Elijah Shade”, de 22 minutos. Uma viagem fantástica, que nos faz concluir que o Arena precisa explorar mais estas faixas mais longas e complexas. É difícil explicar tudo o que você encontrará aqui, mas pode ter certeza que todos os músicos se destacam em seus instrumentos e que esta é uma faixa obrigatória, recheada de temas excelentes..

O Arena é indispensável para a cena prog e espero que siga adiante com lançamentos como “Double Vision”, que já está nos meus top álbuns de 2018.

Mais um candidato a melhor prog de 2018
5
18/07/2018

Como é bom ter em mãos um novo lançamento do Arena. Estes mestres do progressivo britânico iniciaram a carreira em 1992 como uma grande promessa dentro do estilo Neo-Prog. A sonoridade apresentada em seu debut - “Songs From The Lions Cage” - nos remete diretamente aos primeiros trabalhos do Marillion. Curiosamente, um dos membros fundadores e que ainda está presente é o baterista Mick Pointer, que registrou a pérola “Script For A Jester’s Tear” com a banda.
O tempo passou e o Arena foi se aventurando a cada trabalho lançado, até encontrar lá pro álbum “The Visitor” - que faço questão de recomendar – a sua identidade. As raízes permanecem, porém a banda consegue hoje trazer um som mais denso, pesado e até certo ponto melancólico dentro do estilo, com temas que nos fazem navegar e refletir. Desde o início até o presente momento, conseguiram lançar grandes álbuns, como o já citado “The Visitor”, “Immortal?”, o clássico “Contagion” e “The Unquiet Sky”. Todos são recomendados para qualquer fã de progressivo.

Eis que chegamos ao assunto principal da resenha. “Double Vision” é o novo álbum da banda, com formação estável desde a entrada de Paul Manzi, em “The Seventh Degree Of Separation”. O vocalista por sinal é um dos destaques. Está mais solto e encaixado ao som do grupo. Além disso, seu timbre é belíssimo e sua performance é memorável. Além de Paul, preciso citar também que o mestre Clive Nolan é novamente merecedor de aplausos, preenchendo as canções com timbres de teclado magníficos, criando atmosferas únicas. Bravo Clive! Mick segue em ótima forma, assim como o baixista Kylan Amos. Por último, John Mitchell segue nas guitarras com a excelência de sempre. É perfeito em todos os seus projetos. Além disso, merece elogios também na produção e mixagem. Que som!

“Double Vision” possui somente sete faixas. Sim, infelizmente… Mas, pelo lado positivo, nada se perde. Tudo aqui é ótimo. “Zhivago Wolf” abre os trabalhos como uma faixa típica de abertura dos álbuns do Arena. Pesada e com ótimo refrão, para impressionar o ouvinte e mantê-lo durante a audição.
“The Mirror Lies” é uma das melhores, sem dúvida. Além da letra forte e interessante, que trata sobre hipocrisia, sua estrutura é fantástica. Começa pesada, desacelera ao som do violão de John, até que Paul entrega uma de suas melhores performances em um ótimo refrão.
“Scars” parece ter saído do álbum “The Visitor”. Começa lenta e com ótimas melodias vocais, até que John Mitchell entra com sua guitarra em um solo fantástico.
Bandas prog conseguem produzir hits? Se sim, “Paradise Of Thieves” é candidata. Começa pesada, até entrar em uma bela melodia ao som da guitarra de John. Minha brincadeira com o “hit” é por causa do refrão pegajoso. Impossível não cantar junto.
Gosta de prog com teclados? Confira o que fez Clive na introdução de “Red Eyes”. Que clima espetacular. Temos aqui mais uma faixa com melodia excepcional. Essa chega a arrepiar.
“Poisoned” é uma balada que provavelmente será o primeiro vídeo lançado como divulgação do álbum. Por ser acústica, o destaque total aqui é Paul Manzi. Uma balada bela e densa, com a cara do Arena.
“Double Vision” possui certa conexão com o tema principal abordado no álbum “The Visitor”. A principal referência está no épico “The Legend Of Elijah Shade”, de 22 minutos. Uma viagem fantástica, que nos faz concluir que o Arena precisa explorar mais estas faixas mais longas e complexas. É difícil explicar tudo o que você encontrará aqui, mas pode ter certeza que todos os músicos se destacam em seus instrumentos e que esta é uma faixa obrigatória, recheada de temas excelentes..

O Arena é indispensável para a cena prog e espero que siga adiante com lançamentos como “Double Vision”, que já está nos meus top álbuns de 2018.

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