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Resenha: Stratovarius - Eternal (2015)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Fazendo exatamente o que os fãs esperam
4
12/07/2018

O Stratovarius segue trilhando o seu caminho dentro da nova fase iniciada com a saída de Timo Tolkki em 2008. Lembro-me de uma entrevista em que Tolkki fez, puramente por protesto, a besteira de ceder os direitos para que os caras pudessem continuar. Afirmou ainda que a banda não duraria cinco anos. Que coisa, não? Convenhamos que, é notável que a banda não entrega discos marcantes como outrora. Mas, sempre é legal conferir o que lançam de novo e sempre há muito o que curtir.

“Eternal” não traz novidades. Sendo que “Nemesis” ainda é o melhor deles desde o início da fase sem Tolkki, principalmente pelo fato da banda ter trazido novos elementos, soando mais ousada. Algo do que foi feito em “Nemesis” pode ser encontrado aqui também, porém o restante soa como o Stratovarius de sempre.

Timo Kotipelto está mais comedido. Obviamente devido ao avanço da idade. Ele já questionava os agudos nas composições de Tolkki desde os “Elements” e isso não é um ponto negativo, afinal, a maioria dos vocalistas foca mais na emoção do que no alcance nos dias de hoje. Também vale destacar que o seu timbre está e sempre foi ótimo.
Jens e Mathias trouxeram de volta alguns momentos do passado, em que o tecladista duelava com Tolkki em algumas faixas fazendo solos bem interessantes. O guitarrista segue se destacando com ótimas composições. 
Rolf Pilve vai bem nas baquetas, apesar de que Jörg Michael sempre fará falta.
Lauri Porra, baixista que está na banda desde 2005, também se garante com ótima performance.

Sobre as faixas de “Eternal”, gosto de destacar aquelas que trazem algo diferente e que despertam mais a atenção. Assim, vale conferir “Lost Without a Trace”; “In My Line of Work”, que possui linhas bem pesadas de guitarra; “Man in the Mirror” e “Few Are Those” por causa do ótimo refrão, que mostra Kotipelto buscando notas mais altas.
Do lado negativo, a balada “Fire in Your Eyes” possui ótimo solo de guitarra, mas é muito mais do mesmo e passa totalmente despercebida. Além dela, infelizmente a faixa mais longa e épica é decepcionante. “The Lost Saga” possui mais de onze minutos e não consegue chamar a atenção. Que saudades das faixas “Infinity” e “Visions (Southern Cross)”. O disco poderia ser fechado tranquilamente sem ela.
As demais faixas entregam tudo o que um fã do Stratovarius espera. Rapidez, bons riffs e ótimos refrãos.

Para resumir, se você é fã da banda, poderá curtir “Eternal” tranquilamente, mas sem se impressionar muito. Agora, se você é novato na carreira do Stratovarius, é melhor buscar diversão nos álbuns dos anos noventa.

Fazendo exatamente o que os fãs esperam
4
12/07/2018

O Stratovarius segue trilhando o seu caminho dentro da nova fase iniciada com a saída de Timo Tolkki em 2008. Lembro-me de uma entrevista em que Tolkki fez, puramente por protesto, a besteira de ceder os direitos para que os caras pudessem continuar. Afirmou ainda que a banda não duraria cinco anos. Que coisa, não? Convenhamos que, é notável que a banda não entrega discos marcantes como outrora. Mas, sempre é legal conferir o que lançam de novo e sempre há muito o que curtir.

“Eternal” não traz novidades. Sendo que “Nemesis” ainda é o melhor deles desde o início da fase sem Tolkki, principalmente pelo fato da banda ter trazido novos elementos, soando mais ousada. Algo do que foi feito em “Nemesis” pode ser encontrado aqui também, porém o restante soa como o Stratovarius de sempre.

Timo Kotipelto está mais comedido. Obviamente devido ao avanço da idade. Ele já questionava os agudos nas composições de Tolkki desde os “Elements” e isso não é um ponto negativo, afinal, a maioria dos vocalistas foca mais na emoção do que no alcance nos dias de hoje. Também vale destacar que o seu timbre está e sempre foi ótimo.
Jens e Mathias trouxeram de volta alguns momentos do passado, em que o tecladista duelava com Tolkki em algumas faixas fazendo solos bem interessantes. O guitarrista segue se destacando com ótimas composições. 
Rolf Pilve vai bem nas baquetas, apesar de que Jörg Michael sempre fará falta.
Lauri Porra, baixista que está na banda desde 2005, também se garante com ótima performance.

Sobre as faixas de “Eternal”, gosto de destacar aquelas que trazem algo diferente e que despertam mais a atenção. Assim, vale conferir “Lost Without a Trace”; “In My Line of Work”, que possui linhas bem pesadas de guitarra; “Man in the Mirror” e “Few Are Those” por causa do ótimo refrão, que mostra Kotipelto buscando notas mais altas.
Do lado negativo, a balada “Fire in Your Eyes” possui ótimo solo de guitarra, mas é muito mais do mesmo e passa totalmente despercebida. Além dela, infelizmente a faixa mais longa e épica é decepcionante. “The Lost Saga” possui mais de onze minutos e não consegue chamar a atenção. Que saudades das faixas “Infinity” e “Visions (Southern Cross)”. O disco poderia ser fechado tranquilamente sem ela.
As demais faixas entregam tudo o que um fã do Stratovarius espera. Rapidez, bons riffs e ótimos refrãos.

Para resumir, se você é fã da banda, poderá curtir “Eternal” tranquilamente, mas sem se impressionar muito. Agora, se você é novato na carreira do Stratovarius, é melhor buscar diversão nos álbuns dos anos noventa.

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