Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Dire Straits - Brothers In Arms (1985)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 207

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +
User Photo
Album Cover
O trabalho que consagrou o Dire Straits
5
06/07/2018

Não existem bandas unanimes, seja por divergências de estilo, gosto musical e outros fatores, ainda assim encontramos duas que passaram muito perto, uma é o caipira Creedence Clearwater Revival e a outra o Dire Straits.
Três álbuns na bagagem e o sucesso Sultans of Swing, deram status necessário ao grupo, que ainda tinha o mundo para conquistar ...
E a meta foi cumprida com Brothers In Arms, um trabalho cheio de hits, mas sem a diluição exagerada para alcançar o mercado, coisas boas nascem naturalmente, sem forçar a barra.
Dono de uma voz rouca a lá Bob Dylan, o ícone Mark Knopfler encontrou o equilíbrio perfeito entre o blues e pop.

A romântica So Far Away prima pela simplicidade do soft rock country, tornando-se bem assimilável para o ouvinte, é justamente nesse ponto que o Dire Straits ultrapassa a esfera roqueira e cativa até quem não dá a miníma para gênero.

No auge da MTV americana surge Money For Nothing, cujo a letra descreve de forma satírica a vida "fácil" dos músicos.
Surgiu quando o baixista John Illsley estava com Mark Knopfler em uma loja de eletrodomésticos. Enquanto olhavam os aparelhos televisores, um vendedor reclamava enquanto o baixista assistia a um canal musical televisivo. O vendedor dizia: "Eu deveria ter aprendido a tocar algum instrumento musical. E não ficar carregando TVs, fornos de microondas, refrigeradores. Vejam esses aí: "ganham a vida fácil, sem trabalhar...".
O grandioso e simples riff, pode ser encarado como a Smoke on the Water dos anos 80.

Walk of Life fez parte da minha infância, minha irmã possuía o Lp Money For Nothing (coletânea) e sempre repetia a tal, eu era obrigado a ouvir por "tabela" pelo menos duas vez ao dia e acabei viciando.
Aparentemente é uma música boba, rockabilly moderno baseado em um tecladinho fuleiro, no entanto a desgraçada colava como chiclete na orelha.

Todos tem seu dia de Kenny G, até o Dire Straits !! ainda que Your Latest Trick  tivesse muita alma, não servindo apenas de fundo para comerciais ou programas culinários.
Com os trompetes e saxofones protagonizando, a melosa canção amoleceria o coração de um Viking pela sutileza e emoção.

Why Worry segue o romantismo pregado na faixa anterior, num  formato acústico e intimista, com suaves passagens de piano e teclado.

A estrutura influenciada pela música latina / indígena concebida por tambores e flauta pan, deixam Ride Across The River com arranjos interessantes.
Across the River contém letra pesada sobre um soldado mercenário cegado pela doutrinação do sistema, levado pelo objetivo final a qualquer custo.

O country The Man's Too Strong contrasta a parte acústica com riffs pausados de guitarra, enquanto a esquecida One World, reúne muito groove nos slaps de John Illsley, a trilha considerada por muitos como "lado B" é a minha preferida do álbum.

A melancólica e conclusiva faixa título, menciona a história de um soldado ferido em batalha, divagando em seus minutos finais sobre a lealdade de seus companheiros de batalha, condenando a luta vã da guerra.
O solo final sobre o som de órgão, arrepia a até a alma.

O trabalho que consagrou o Dire Straits
5
06/07/2018

Não existem bandas unanimes, seja por divergências de estilo, gosto musical e outros fatores, ainda assim encontramos duas que passaram muito perto, uma é o caipira Creedence Clearwater Revival e a outra o Dire Straits.
Três álbuns na bagagem e o sucesso Sultans of Swing, deram status necessário ao grupo, que ainda tinha o mundo para conquistar ...
E a meta foi cumprida com Brothers In Arms, um trabalho cheio de hits, mas sem a diluição exagerada para alcançar o mercado, coisas boas nascem naturalmente, sem forçar a barra.
Dono de uma voz rouca a lá Bob Dylan, o ícone Mark Knopfler encontrou o equilíbrio perfeito entre o blues e pop.

A romântica So Far Away prima pela simplicidade do soft rock country, tornando-se bem assimilável para o ouvinte, é justamente nesse ponto que o Dire Straits ultrapassa a esfera roqueira e cativa até quem não dá a miníma para gênero.

No auge da MTV americana surge Money For Nothing, cujo a letra descreve de forma satírica a vida "fácil" dos músicos.
Surgiu quando o baixista John Illsley estava com Mark Knopfler em uma loja de eletrodomésticos. Enquanto olhavam os aparelhos televisores, um vendedor reclamava enquanto o baixista assistia a um canal musical televisivo. O vendedor dizia: "Eu deveria ter aprendido a tocar algum instrumento musical. E não ficar carregando TVs, fornos de microondas, refrigeradores. Vejam esses aí: "ganham a vida fácil, sem trabalhar...".
O grandioso e simples riff, pode ser encarado como a Smoke on the Water dos anos 80.

Walk of Life fez parte da minha infância, minha irmã possuía o Lp Money For Nothing (coletânea) e sempre repetia a tal, eu era obrigado a ouvir por "tabela" pelo menos duas vez ao dia e acabei viciando.
Aparentemente é uma música boba, rockabilly moderno baseado em um tecladinho fuleiro, no entanto a desgraçada colava como chiclete na orelha.

Todos tem seu dia de Kenny G, até o Dire Straits !! ainda que Your Latest Trick  tivesse muita alma, não servindo apenas de fundo para comerciais ou programas culinários.
Com os trompetes e saxofones protagonizando, a melosa canção amoleceria o coração de um Viking pela sutileza e emoção.

Why Worry segue o romantismo pregado na faixa anterior, num  formato acústico e intimista, com suaves passagens de piano e teclado.

A estrutura influenciada pela música latina / indígena concebida por tambores e flauta pan, deixam Ride Across The River com arranjos interessantes.
Across the River contém letra pesada sobre um soldado mercenário cegado pela doutrinação do sistema, levado pelo objetivo final a qualquer custo.

O country The Man's Too Strong contrasta a parte acústica com riffs pausados de guitarra, enquanto a esquecida One World, reúne muito groove nos slaps de John Illsley, a trilha considerada por muitos como "lado B" é a minha preferida do álbum.

A melancólica e conclusiva faixa título, menciona a história de um soldado ferido em batalha, divagando em seus minutos finais sobre a lealdade de seus companheiros de batalha, condenando a luta vã da guerra.
O solo final sobre o som de órgão, arrepia a até a alma.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Dire Straits

Album Cover

Dire Straits - Alchemy: Dire Straits Live (1984)

A banda em uma noite memorável
5
Por: Tiago Meneses
27/04/2018
Album Cover

Dire Straits - Dire Straits (1978)

Mesmo na contramão do som em alta na época, criaram um clássico genuíno
5
Por: Tiago Meneses
01/05/2018

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Jethro Tull - Songs From The Wood (1977)

Jethro Tull e o seu disco de clima mais pastoral
4.5
Por: Tiago Meneses
28/04/2018
Album Cover

Morphine - Cure For Pain (1993)

Curando a dor com Morphini
4.5
Por: Marcel Z. Dio
10/07/2018
Album Cover

Def Leppard - Pyromania (1983)

Def Leppard em sua melhor forma
4
Por: Leonardo Saoud
05/01/2019