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Resenha: King Diamond - "The Eye" (1990)

Por: André Luiz Paiz

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Encerrando a primeira fase da carreira solo com classe
4
05/07/2018

Após quatro ótimos lançamentos de estúdio em sua discografia, King Diamond retorna com duas histórias reais ocorridas na época da Santa Inquisição e que se conectam através de um colar fictício nomeado “The Eye” ou “The Eye Of The Witch”.
A primeira parte da história fala sobre Jeanne Dibasson, acusada de bruxaria pela Inquisição e julgada por Nicholas de La Reymie, chefe da Chambre Ardente, um tribunal extremamente severo e que geralmente condenava à morte na fogueira. Após Jeanne morrer queimada, duas meninas encontram o colar e começam a disputar quem ficará com ele. Assim que uma delas olha para “o olho” no centro do medalhão, morre sufocada.
O narrador da história conta também que, além de matar quem o olha diretamente, o colar permite viajar no tempo. Assim, após o primeiro acontecimento, a história nos leva para um convento, onde Madeleine Bavent é uma jovem freira seduzida pelo Padre Pierre David. Em um dos confrontos, Madeleine faz uso do colar e Pierre também perde a vida. Assim que chega o novo capelão, Padre Mathurin Picard, as coisas começam a piorar ainda mais, já que este faz rituais satânicos pelo convento envolvendo sacrifícios em recém-nascidos e aplicação de drogas nas feiras participantes. Tudo é descoberto no final e os responsáveis acabam presos. O álbum termina com o narrador retornando de sua viagem no tempo e reconhecendo o poder do medalhão, afirmando ser o único que pode utilizá-lo.

Boa história, não é? King é mestre! Agora falando um pouco sobre a parte musical, estamos diante de mais um ótimo trabalho. Muitos dizem que “The Eye” é o pior trabalho desta primeira fase de King Diamond. Pode até ser, mas não quer dizer que seja ruim, já que está sendo comparado com “Fatal Portrait”, “Abigail”, “Them” e “Conspiracy”. O que posso dizer é que, se você ainda não ouviu “The Eye”, não se arrependerá.

O disco possui todos os elementos utilizados por King desde “Abigail”. Várias alternâncias de vocais, que impõem a sua marca característica e dão vida aos personagens. Temas pesados como: “Burn”, “The Meetings”, “Behind These Walls” e a espetacular “The Curse” engrandecem a obra. Já “Eye Of The Witch” e 1642 “Imprisonment” são alguns temas que puxam mais pro hard rock e também encaixam perfeitamente. “The Trial (Chambre Ardente)” e “Into The Convent” ficam um pouco abaixo das demais, mas não comprometem. “Two Little Girls” pode soar estranha, mas é bem característica dos álbuns de King contar com estes momentos mais macabros. “Insanity”, composta por Andy LaRoque, é legal, mas não acrescenta nem compromete.

Falando em Andy LaRoque, seu trabalho aqui é o de costume, muito acima da média, com ótimos riffs e solos de guitarra. Senti falta de Mikkey Dee e do seu toque único na batera, mas, vida que segue.

Após “The Eye”, King Diamond viria a passar por várias desavenças contratuais com a sua gravadora Roadrunner. Somando isso com as saídas de Pete Blakk e Hal Patino, foi meio que obrigado a dar uma pausa temporária em sua carreira solo. Graças a isso, King e Michael Denner viriam a reativar o Mercyful Fate.

Encerrando a primeira fase da carreira solo com classe
4
05/07/2018

Após quatro ótimos lançamentos de estúdio em sua discografia, King Diamond retorna com duas histórias reais ocorridas na época da Santa Inquisição e que se conectam através de um colar fictício nomeado “The Eye” ou “The Eye Of The Witch”.
A primeira parte da história fala sobre Jeanne Dibasson, acusada de bruxaria pela Inquisição e julgada por Nicholas de La Reymie, chefe da Chambre Ardente, um tribunal extremamente severo e que geralmente condenava à morte na fogueira. Após Jeanne morrer queimada, duas meninas encontram o colar e começam a disputar quem ficará com ele. Assim que uma delas olha para “o olho” no centro do medalhão, morre sufocada.
O narrador da história conta também que, além de matar quem o olha diretamente, o colar permite viajar no tempo. Assim, após o primeiro acontecimento, a história nos leva para um convento, onde Madeleine Bavent é uma jovem freira seduzida pelo Padre Pierre David. Em um dos confrontos, Madeleine faz uso do colar e Pierre também perde a vida. Assim que chega o novo capelão, Padre Mathurin Picard, as coisas começam a piorar ainda mais, já que este faz rituais satânicos pelo convento envolvendo sacrifícios em recém-nascidos e aplicação de drogas nas feiras participantes. Tudo é descoberto no final e os responsáveis acabam presos. O álbum termina com o narrador retornando de sua viagem no tempo e reconhecendo o poder do medalhão, afirmando ser o único que pode utilizá-lo.

Boa história, não é? King é mestre! Agora falando um pouco sobre a parte musical, estamos diante de mais um ótimo trabalho. Muitos dizem que “The Eye” é o pior trabalho desta primeira fase de King Diamond. Pode até ser, mas não quer dizer que seja ruim, já que está sendo comparado com “Fatal Portrait”, “Abigail”, “Them” e “Conspiracy”. O que posso dizer é que, se você ainda não ouviu “The Eye”, não se arrependerá.

O disco possui todos os elementos utilizados por King desde “Abigail”. Várias alternâncias de vocais, que impõem a sua marca característica e dão vida aos personagens. Temas pesados como: “Burn”, “The Meetings”, “Behind These Walls” e a espetacular “The Curse” engrandecem a obra. Já “Eye Of The Witch” e 1642 “Imprisonment” são alguns temas que puxam mais pro hard rock e também encaixam perfeitamente. “The Trial (Chambre Ardente)” e “Into The Convent” ficam um pouco abaixo das demais, mas não comprometem. “Two Little Girls” pode soar estranha, mas é bem característica dos álbuns de King contar com estes momentos mais macabros. “Insanity”, composta por Andy LaRoque, é legal, mas não acrescenta nem compromete.

Falando em Andy LaRoque, seu trabalho aqui é o de costume, muito acima da média, com ótimos riffs e solos de guitarra. Senti falta de Mikkey Dee e do seu toque único na batera, mas, vida que segue.

Após “The Eye”, King Diamond viria a passar por várias desavenças contratuais com a sua gravadora Roadrunner. Somando isso com as saídas de Pete Blakk e Hal Patino, foi meio que obrigado a dar uma pausa temporária em sua carreira solo. Graças a isso, King e Michael Denner viriam a reativar o Mercyful Fate.

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