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Resenha: David Lee Roth - Eat 'Em And Smile (1986)

Por: Marcel Z. Dio

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Album Cover
Batendo de frente com o Van Halen
4.5
05/07/2018

O conflito de egos entre David Lee Roth e Eddie Van Halen deu fim a uma grande parceria, em contra partida os fãs ganharam com o melódico 5150 e o espetacular blues hard de Eat 'Em and Smile. 
O vocalista reuniu um super grupo constituído por Steve Vai, Billy Sheehan e Gregg Bissonette, formação que ficou somente em dois trabalhos. Brigas e divergências musicais racharam o grupo.
O nome do álbum parecia uma provocação a antiga banda - Eat ‘Em And Smile” – ou seja, “devore-os e sorria” 
E realmente, se comparado ao excelente 5150, o novo disco do controverso vocalista, ganha com sobra.
A alfinetada foi devolvida pelo Van Halen em “OU812” – que traduzido significa : “Oh, você comeu um também”

Faixas em destaques :

No inicio de Yankee Rose, Steve Vai dialoga com David através da guitarra, imitando vozes, risadas e assovios, a clássica música vai tomando corpo nos refrães e também nos graves marcados de Billy Sheeran. Dizem que o baixista chegou a usar os quatro dedos da mão direita no "ataque" das cordas.
Yankee Rose é uma homenagem a estátua da liberdade que a época completava 100 anos.

O lado virtuoso de Steve Vai, mostrava a cara na animada Shy Boy, reparem nos duelos entre guitarra e baixo. Billy Sheeran é um dos poucos, ou talvez o único a conseguir "espelhar" as frases acompanhando as rápidas escalas do guitarrista.

Im Easy cativa pela descontração, a composição de Billy Field e Tom Price, flerta com o blues raiz e o rockabilly, a grande diferença é que na versão do "Diamond Dave", não temos o piano.

Em Ladies' Nite in Bufallo, a cadencia do blues pesado dá as cartas com a "reta" seção rítmica, deixando espaço para os licks e solos de Steve Vai ganhar destaque.
Alem da linha constante nos graves, Billy usa uma tarracha conhecida como hipshot, no qual pode-se afinar rapidamente o "mizão" em ré (no intuito de ganhar mais peso) O trecho aos 2:15 minutos, antecede o espetacular solo de Steve Vai, um dos melhores de sua carreira.

Going Crazy é uma típica canção do Van Halen, e conta curiosamente com o contestado teclado, pois é, como era o nome do vocalista que criticou ferozmente a adição dos mesmos no disco 1984?. O mundo dá voltas ...

Voltamos aos anos 60 com Tobacco Road (cover de Nashville Teens) a nova versão dá uma banho na primeira.

Outro destaque é Big Trouble, um protótipo do que o cantor faria se continuasse com Van Halen. E o que falar dos solos magníficos de Steve Vai ? o novo prodígio das seis cordas, fazia miséria com bases perfeitas e solos curtos.

Infelizmente David não conseguiu repetir o feito de Eat 'Em and Smile (apesar do excelente Skyscraper de 1988). Sua carreira afundou aos poucos e a volta com o Van Halen foi uma saída acertada em termos financeiros.

Batendo de frente com o Van Halen
4.5
05/07/2018

O conflito de egos entre David Lee Roth e Eddie Van Halen deu fim a uma grande parceria, em contra partida os fãs ganharam com o melódico 5150 e o espetacular blues hard de Eat 'Em and Smile. 
O vocalista reuniu um super grupo constituído por Steve Vai, Billy Sheehan e Gregg Bissonette, formação que ficou somente em dois trabalhos. Brigas e divergências musicais racharam o grupo.
O nome do álbum parecia uma provocação a antiga banda - Eat ‘Em And Smile” – ou seja, “devore-os e sorria” 
E realmente, se comparado ao excelente 5150, o novo disco do controverso vocalista, ganha com sobra.
A alfinetada foi devolvida pelo Van Halen em “OU812” – que traduzido significa : “Oh, você comeu um também”

Faixas em destaques :

No inicio de Yankee Rose, Steve Vai dialoga com David através da guitarra, imitando vozes, risadas e assovios, a clássica música vai tomando corpo nos refrães e também nos graves marcados de Billy Sheeran. Dizem que o baixista chegou a usar os quatro dedos da mão direita no "ataque" das cordas.
Yankee Rose é uma homenagem a estátua da liberdade que a época completava 100 anos.

O lado virtuoso de Steve Vai, mostrava a cara na animada Shy Boy, reparem nos duelos entre guitarra e baixo. Billy Sheeran é um dos poucos, ou talvez o único a conseguir "espelhar" as frases acompanhando as rápidas escalas do guitarrista.

Im Easy cativa pela descontração, a composição de Billy Field e Tom Price, flerta com o blues raiz e o rockabilly, a grande diferença é que na versão do "Diamond Dave", não temos o piano.

Em Ladies' Nite in Bufallo, a cadencia do blues pesado dá as cartas com a "reta" seção rítmica, deixando espaço para os licks e solos de Steve Vai ganhar destaque.
Alem da linha constante nos graves, Billy usa uma tarracha conhecida como hipshot, no qual pode-se afinar rapidamente o "mizão" em ré (no intuito de ganhar mais peso) O trecho aos 2:15 minutos, antecede o espetacular solo de Steve Vai, um dos melhores de sua carreira.

Going Crazy é uma típica canção do Van Halen, e conta curiosamente com o contestado teclado, pois é, como era o nome do vocalista que criticou ferozmente a adição dos mesmos no disco 1984?. O mundo dá voltas ...

Voltamos aos anos 60 com Tobacco Road (cover de Nashville Teens) a nova versão dá uma banho na primeira.

Outro destaque é Big Trouble, um protótipo do que o cantor faria se continuasse com Van Halen. E o que falar dos solos magníficos de Steve Vai ? o novo prodígio das seis cordas, fazia miséria com bases perfeitas e solos curtos.

Infelizmente David não conseguiu repetir o feito de Eat 'Em and Smile (apesar do excelente Skyscraper de 1988). Sua carreira afundou aos poucos e a volta com o Van Halen foi uma saída acertada em termos financeiros.

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