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Resenha: Spock's Beard - Noise Floor (2018)

Por: André Luiz Paiz

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Mais um registro acima da média
4.5
03/07/2018

Muitas bandas de rock progressivo da atualidade tentam fazer o mais difícil para agradar e arrebanhar novos fãs. Elas precisam mostrar que possuem músicos virtuosos, que tocam milhões de notas por segundo e que conseguem compôr músicas que duram horas em vez de minutos. Sorte nossa que o Spock’s Beard não é assim. Seus músicos são ótimos, obviamente, mas todo o excesso comum nas bandas do estilo é utilizado quase sempre nas horas e momentos corretos. É dessa forma que caminham bem dentro do estilo que fazem e sempre produzem ótimos registros.

“Noise Floor” chega em 2018 para posicionar o Spock’s Beard mais uma vez na lista de candidatos a melhor álbum do ano. Se vencer, é merecido, mas temos também grandes concorrentes adiante, como por exemplo o projeto “The Sea Within” e o álbum “Double Vision” da banda Arena. Antes de falar um pouco sobre as canções, gostaria de destacar alguns detalhes interessantes:

Nick D'Virgilio está de volta como baterista. A princípio, sua participação foi como músico de estúdio, já que a banda se viu perdida com a saída do baterista Jimmy Keegan. Nick participou de alguns shows e gravou o álbum, mas não sabemos como será daqui pra frente. Eu adoraria que ficasse, pois é um dos maiores bateristas do estilo.
O Spock’s Beard é um novo grupo desde que Neal Morse saiu, após a gravação de “Snow”. Sim, seu sei que já faz bastante tempo, porém o grupo demorou um pouco para se reencontrar na arte de fazer música, além de que o encaixe perfeito se deu com a chegada do excelente vocalista Ted Leonard.
Por último, é necessário destacar o talento de John Boegehold. Esse senhor fez parte do grupo lá nos primórdios (anos 80), porém não curte muito aquela parte em que a banda sai em turnê para divulgar o novo trabalho. Assim, desde que o principal compositor (leia-se Neal Morse) se afastou da banda, John retomou o contato para contribuir voluntariamente nas composições e faz este trabalho desde “Feel Euphoria”. Novamente, fez um grande trabalho.

A versão de “Noise Floor” que recebi da Inside Out é dupla, em que o EP “Cutting Room Floor” é o disco 2. Então, vamos começar pelo começo.
“To Breathe Another Day” começa de maneira energética, em uma faixa pesada e também divertida, pois seu vídeo de divulgação é hilário. Confira no You Tube.
“What Becomes of Me” é brilhante. Grande interpretação de Ted em uma faixa mais lenta e bem típica dos Spock’s.
Ted assina com Alan Morse as composições de “Somebody's Home” e “Have We All Gone Crazy Yet”. A primeira é uma balada com ótimo refrão pegajoso e grandes estruturas. Já a segunda nos faz lembrar da época em que Neal estava com o grupo. Destaque para o excelente tecladista Ryo Okumoto e Nick nas baquetas. Uma faixa empolgante, que alterna entre momentos rápidos e outros mais lentos.
“So This Is Life” traz um pouco do lado melancólico e psicodélico de algumas baladas dos anos 70. Funcionou muito bem.
“One So Wise” possui ótimo refrão, cheio de vocalizações. Os destaques aqui são, novamente, os timbres de teclado de Ryo. Uma das melhores faixas do álbum.
“Box of Spiders” é uma composição de Ryo Okumoto e mostra toda a sua habilidade. Mas, acho que estaria bem posicionada se figurasse no EP.
“Beginnings” é a melhor faixa do disco. Possui aquele clima tradicional de encerramento de álbum, com pontes e refrãos épicos e melódicos, fechando os trabalhos em grande estilo.

Rapidamente falando sobre o EP “Cutting Room Floor”, ele foi utilizado como aperitivo enquanto aguardávamos o lançamento do projeto principal. “Bulletproof” e “Vault” são belas baladas. “Days We'll Remember” não compromete, mas também não empolga, assim como a instrumental “Armageddon Nervous”, que traz todo aquele virtuosismo que citei mais acima concentrado em um único local. Quem gosta, pode desfrutar aqui.
Ainda sobre o EP, concluo que ele não representa a qualidade que o álbum traz. “Noise Floor” fica bem melhor sem ele.

Se você for criar uma coletânea com as melhores faixas da carreira do “Spock’s Beard”, pode ser que nenhuma faixa de “Noise Floor” seja escolhida. Talvez “Beginnings”. Mas, analisando a obra como um todo, adicionando a produção espetacular em que tudo soa cristalino e agradável, considero “Noise Floor” um trabalho excelente.

Mais um registro acima da média
4.5
03/07/2018

Muitas bandas de rock progressivo da atualidade tentam fazer o mais difícil para agradar e arrebanhar novos fãs. Elas precisam mostrar que possuem músicos virtuosos, que tocam milhões de notas por segundo e que conseguem compôr músicas que duram horas em vez de minutos. Sorte nossa que o Spock’s Beard não é assim. Seus músicos são ótimos, obviamente, mas todo o excesso comum nas bandas do estilo é utilizado quase sempre nas horas e momentos corretos. É dessa forma que caminham bem dentro do estilo que fazem e sempre produzem ótimos registros.

“Noise Floor” chega em 2018 para posicionar o Spock’s Beard mais uma vez na lista de candidatos a melhor álbum do ano. Se vencer, é merecido, mas temos também grandes concorrentes adiante, como por exemplo o projeto “The Sea Within” e o álbum “Double Vision” da banda Arena. Antes de falar um pouco sobre as canções, gostaria de destacar alguns detalhes interessantes:

Nick D'Virgilio está de volta como baterista. A princípio, sua participação foi como músico de estúdio, já que a banda se viu perdida com a saída do baterista Jimmy Keegan. Nick participou de alguns shows e gravou o álbum, mas não sabemos como será daqui pra frente. Eu adoraria que ficasse, pois é um dos maiores bateristas do estilo.
O Spock’s Beard é um novo grupo desde que Neal Morse saiu, após a gravação de “Snow”. Sim, seu sei que já faz bastante tempo, porém o grupo demorou um pouco para se reencontrar na arte de fazer música, além de que o encaixe perfeito se deu com a chegada do excelente vocalista Ted Leonard.
Por último, é necessário destacar o talento de John Boegehold. Esse senhor fez parte do grupo lá nos primórdios (anos 80), porém não curte muito aquela parte em que a banda sai em turnê para divulgar o novo trabalho. Assim, desde que o principal compositor (leia-se Neal Morse) se afastou da banda, John retomou o contato para contribuir voluntariamente nas composições e faz este trabalho desde “Feel Euphoria”. Novamente, fez um grande trabalho.

A versão de “Noise Floor” que recebi da Inside Out é dupla, em que o EP “Cutting Room Floor” é o disco 2. Então, vamos começar pelo começo.
“To Breathe Another Day” começa de maneira energética, em uma faixa pesada e também divertida, pois seu vídeo de divulgação é hilário. Confira no You Tube.
“What Becomes of Me” é brilhante. Grande interpretação de Ted em uma faixa mais lenta e bem típica dos Spock’s.
Ted assina com Alan Morse as composições de “Somebody's Home” e “Have We All Gone Crazy Yet”. A primeira é uma balada com ótimo refrão pegajoso e grandes estruturas. Já a segunda nos faz lembrar da época em que Neal estava com o grupo. Destaque para o excelente tecladista Ryo Okumoto e Nick nas baquetas. Uma faixa empolgante, que alterna entre momentos rápidos e outros mais lentos.
“So This Is Life” traz um pouco do lado melancólico e psicodélico de algumas baladas dos anos 70. Funcionou muito bem.
“One So Wise” possui ótimo refrão, cheio de vocalizações. Os destaques aqui são, novamente, os timbres de teclado de Ryo. Uma das melhores faixas do álbum.
“Box of Spiders” é uma composição de Ryo Okumoto e mostra toda a sua habilidade. Mas, acho que estaria bem posicionada se figurasse no EP.
“Beginnings” é a melhor faixa do disco. Possui aquele clima tradicional de encerramento de álbum, com pontes e refrãos épicos e melódicos, fechando os trabalhos em grande estilo.

Rapidamente falando sobre o EP “Cutting Room Floor”, ele foi utilizado como aperitivo enquanto aguardávamos o lançamento do projeto principal. “Bulletproof” e “Vault” são belas baladas. “Days We'll Remember” não compromete, mas também não empolga, assim como a instrumental “Armageddon Nervous”, que traz todo aquele virtuosismo que citei mais acima concentrado em um único local. Quem gosta, pode desfrutar aqui.
Ainda sobre o EP, concluo que ele não representa a qualidade que o álbum traz. “Noise Floor” fica bem melhor sem ele.

Se você for criar uma coletânea com as melhores faixas da carreira do “Spock’s Beard”, pode ser que nenhuma faixa de “Noise Floor” seja escolhida. Talvez “Beginnings”. Mas, analisando a obra como um todo, adicionando a produção espetacular em que tudo soa cristalino e agradável, considero “Noise Floor” um trabalho excelente.

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