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Resenha: Kiss - Creatures Of The Night (1982)

Por: André Luiz Paiz

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Como uma fênix renascendo das cinzas
5
03/07/2018

“Music From The Elder” foi um erro e isso é fato. A proposta da banda possui alguns admiradores, mas, infelizmente, ficou muito distante do que era o Kiss. Ainda bem que perceberam a tempo e viram que era hora de chacoalhar as coisas e voltar com força máxima.

Eis que chegamos a “Creatures Of The Night” que, para mim, é o melhor álbum do Kiss ao lado de “Destroyer”. Ambos disputam a primeira posição e é impossível escolher um deles. Bem, considerando alguns fatos que vou relatar nesta resenha, pode ser que o registro dos anos setenta fique um pouco à frente. Mas, musicalmente falando, ambos são matadores.

O primeiro destaque deste registro fantástico é o peso. O som da bateria de Eric Carr está estupendo. Mérito total do produtor Michael James Jackson, que fez uso de um microfone alemão Telefunken 251 e algumas técnicas de posicionamento da bateria até encontrar o som ideal. Bravo!
Outro destaque é a qualidade das composições. “Creatures Of The Night” possui músicas mais longas e bem trabalhadas, com média de 4 minutos cada. “I Still Love You”, por exemplo, possui 6. Bem diferente das canções mais diretas dos trabalhos anteriores. Além disso, uma outra jogada genial de Michael James Jackson contribuiu muito, que foi a busca por ajuda externa na composição de algumas canções. Primeiro, o ótimo Vinnie Vincent contribuiu em três faixas e logo em seguida foi oficializado como novo guitarrista da banda. Depois, temos duas faixas compostas por Gene com a hoje famosa dupla de compositores Bryan Adams e Jim Vallance, iniciantes na época. Aqui está uma comprovação de que o Kiss estava se tornando uma empresa de negócios. Segundo um representante da empresa que ofereceu as músicas ao Kiss, a dupla de compositores nunca se encontrou com Gene para as composições de “Rock and Roll Hell”  e “War Machine”. As músicas estavam prontas, porém Gene insistiu em fazer pequenas modificações, como por exemplo: adicionar um verso a mais, somente para ter o seu nome creditado e receber royalties por elas. Obviamente, a versão de Gene é outra.
Ainda sobre a parte mais “estranha” do álbum, Ace Frehley saiu na foto de capa e não tocou em nada. Dizem que não gostou da proposta musical e partiu de vez, para ficar um bom tempo afastado até um futuro retorno. Além deste primeiro detalhe, é possível notar que “Creatures Of The Night” é um álbum mais técnico. Assim, é curioso o fato de que Gene Simmons não tenha tocado baixo em algumas canções. O motivo? Problemas com seu desastroso casamento com Diana Ross. Seria isso mesmo ou simplesmente uma deficiência técnica? Gene é ótimo, é claro, mas a exigência aqui foi maior. Adam Mitchell, que também divide a autoria em algumas composições, confirmou que Jimmy Haslip foi convidado e tocou baixo em 5 faixas. O saudoso Mike Porcaro também foi creditado como baixista na faixa-título.

Bom, conflitos e problemas à parte, o disco é muito muito bom. Simplesmente perfeito em termos de composição, execução e performance. Apesar dos fatos que citei em relação à gravação das linhas de baixo, o vocal de Gene é o melhor de sua carreira. O mesmo pode ser dito de Paul Stanley.

Destaques? Tudo aqui é espetacular. A balada melancólica “I Still Love You”; a pesadíssima “War Machine”; os hinos “I Love It Loud” e “Rock And Roll Hell”; Paul fuzilando em “Danger” e na faixa-título; e as ótimas “Keep Me Comin'”, “Killer” e “Saint And Sinner”.

Você não pode deixar de conferir “Creatures Of The Night”. Um clássico, com o impacto necessário para trazer o Kiss de volta aos trilhos.

Como uma fênix renascendo das cinzas
5
03/07/2018

“Music From The Elder” foi um erro e isso é fato. A proposta da banda possui alguns admiradores, mas, infelizmente, ficou muito distante do que era o Kiss. Ainda bem que perceberam a tempo e viram que era hora de chacoalhar as coisas e voltar com força máxima.

Eis que chegamos a “Creatures Of The Night” que, para mim, é o melhor álbum do Kiss ao lado de “Destroyer”. Ambos disputam a primeira posição e é impossível escolher um deles. Bem, considerando alguns fatos que vou relatar nesta resenha, pode ser que o registro dos anos setenta fique um pouco à frente. Mas, musicalmente falando, ambos são matadores.

O primeiro destaque deste registro fantástico é o peso. O som da bateria de Eric Carr está estupendo. Mérito total do produtor Michael James Jackson, que fez uso de um microfone alemão Telefunken 251 e algumas técnicas de posicionamento da bateria até encontrar o som ideal. Bravo!
Outro destaque é a qualidade das composições. “Creatures Of The Night” possui músicas mais longas e bem trabalhadas, com média de 4 minutos cada. “I Still Love You”, por exemplo, possui 6. Bem diferente das canções mais diretas dos trabalhos anteriores. Além disso, uma outra jogada genial de Michael James Jackson contribuiu muito, que foi a busca por ajuda externa na composição de algumas canções. Primeiro, o ótimo Vinnie Vincent contribuiu em três faixas e logo em seguida foi oficializado como novo guitarrista da banda. Depois, temos duas faixas compostas por Gene com a hoje famosa dupla de compositores Bryan Adams e Jim Vallance, iniciantes na época. Aqui está uma comprovação de que o Kiss estava se tornando uma empresa de negócios. Segundo um representante da empresa que ofereceu as músicas ao Kiss, a dupla de compositores nunca se encontrou com Gene para as composições de “Rock and Roll Hell”  e “War Machine”. As músicas estavam prontas, porém Gene insistiu em fazer pequenas modificações, como por exemplo: adicionar um verso a mais, somente para ter o seu nome creditado e receber royalties por elas. Obviamente, a versão de Gene é outra.
Ainda sobre a parte mais “estranha” do álbum, Ace Frehley saiu na foto de capa e não tocou em nada. Dizem que não gostou da proposta musical e partiu de vez, para ficar um bom tempo afastado até um futuro retorno. Além deste primeiro detalhe, é possível notar que “Creatures Of The Night” é um álbum mais técnico. Assim, é curioso o fato de que Gene Simmons não tenha tocado baixo em algumas canções. O motivo? Problemas com seu desastroso casamento com Diana Ross. Seria isso mesmo ou simplesmente uma deficiência técnica? Gene é ótimo, é claro, mas a exigência aqui foi maior. Adam Mitchell, que também divide a autoria em algumas composições, confirmou que Jimmy Haslip foi convidado e tocou baixo em 5 faixas. O saudoso Mike Porcaro também foi creditado como baixista na faixa-título.

Bom, conflitos e problemas à parte, o disco é muito muito bom. Simplesmente perfeito em termos de composição, execução e performance. Apesar dos fatos que citei em relação à gravação das linhas de baixo, o vocal de Gene é o melhor de sua carreira. O mesmo pode ser dito de Paul Stanley.

Destaques? Tudo aqui é espetacular. A balada melancólica “I Still Love You”; a pesadíssima “War Machine”; os hinos “I Love It Loud” e “Rock And Roll Hell”; Paul fuzilando em “Danger” e na faixa-título; e as ótimas “Keep Me Comin'”, “Killer” e “Saint And Sinner”.

Você não pode deixar de conferir “Creatures Of The Night”. Um clássico, com o impacto necessário para trazer o Kiss de volta aos trilhos.

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