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Resenha: Iron Maiden - Virtual XI (1998)

Por: Marcel Z. Dio

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Um disco morno para ouvir enquanto se lava-louça.
2
30/06/2018

O décimo primeiro disco do Iron Maiden quase jogou uma pá de cal nos destinos da lenda inglesa.
Um registro ruim com Bruce Dickinson dá pra aturar, já com o robótico vocalista Blaze Bayley é complicado, tudo bem que a história do cara é uma superação e que ele realizou o sonho que nós pobres mortais jamais iriamos conseguir, só não da pra negar que Virtual XI é o pior disco da donzela.

E não foi só culpa do cantor, a banda estava em plena decadência criativa, o anterior e sinistro X Factor ainda tem sons fantásticos, mas com Virtual XI algo se perdeu.

Futureal empolga por abrir o disco, até porque toda faixa de abertura deve ser assim, ainda mais no heavy metal.

O constrangedor tecladinho inicial com timbre de sanfona em The Angel And The Gambler faz o ouvinte bater cabeça, mas dessa vez bater a cabeça na parede de raiva !! Ok, o refrão é bom.

Lightning Strikes e The Clansman deixam claro a formula de autoplágio aplicada pela banda, na verdade todas seguem o mesmo destino.
A voz de Blaze não tem o brilho necessário, soando monocórdica e apagada na maior parte do tempo, não deu liga ao som do Maiden.

Don't Look To The Eyes Of A Stranger sai um pouco dessa fórmula desgastada justamente pelo andamento diferente na parte narrativa que abrange a grande porção da música, depois vem aquela conhecida guitarra fuleira e manjada.

Não precisa ser um expert em rock ou música geral pra perceber que Blaze Bayley não caberia numa banda desse porte e nível, é compreensível que Steve Harris procurava um vocalista com timbragem diferente e menos melódica.
Enfim, todos erram, ou como diria o saudoso Mussum, até Steve Erris.

Um disco morno para ouvir enquanto se lava-louça.
2
30/06/2018

O décimo primeiro disco do Iron Maiden quase jogou uma pá de cal nos destinos da lenda inglesa.
Um registro ruim com Bruce Dickinson dá pra aturar, já com o robótico vocalista Blaze Bayley é complicado, tudo bem que a história do cara é uma superação e que ele realizou o sonho que nós pobres mortais jamais iriamos conseguir, só não da pra negar que Virtual XI é o pior disco da donzela.

E não foi só culpa do cantor, a banda estava em plena decadência criativa, o anterior e sinistro X Factor ainda tem sons fantásticos, mas com Virtual XI algo se perdeu.

Futureal empolga por abrir o disco, até porque toda faixa de abertura deve ser assim, ainda mais no heavy metal.

O constrangedor tecladinho inicial com timbre de sanfona em The Angel And The Gambler faz o ouvinte bater cabeça, mas dessa vez bater a cabeça na parede de raiva !! Ok, o refrão é bom.

Lightning Strikes e The Clansman deixam claro a formula de autoplágio aplicada pela banda, na verdade todas seguem o mesmo destino.
A voz de Blaze não tem o brilho necessário, soando monocórdica e apagada na maior parte do tempo, não deu liga ao som do Maiden.

Don't Look To The Eyes Of A Stranger sai um pouco dessa fórmula desgastada justamente pelo andamento diferente na parte narrativa que abrange a grande porção da música, depois vem aquela conhecida guitarra fuleira e manjada.

Não precisa ser um expert em rock ou música geral pra perceber que Blaze Bayley não caberia numa banda desse porte e nível, é compreensível que Steve Harris procurava um vocalista com timbragem diferente e menos melódica.
Enfim, todos erram, ou como diria o saudoso Mussum, até Steve Erris.

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