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    Situation Dangerous

    5 Por: Marcel Z. Dio

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    Black Light Syndrome

    5 Por: Marcel Z. Dio

Resenha: Bozzio Levin Stevens - Black Light Syndrome (1997)

Por: Marcel Z. Dio

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Reciclando o jazz rock com um trio da pesada.
5
22/06/2018

De uma jam despretensiosa nasceu o instrumental Black Light Syndrome. Projeto realizado por apenas dois álbuns centralizado no jazz rock. 
Formado por Tony Levin, Terry Bozzio e Steve Stevens, Black Light Syndrome saiu em 1997 pelo selo Magna Carta, infelizmente pouco divulgado no Brasil.

O timbre de violoncelo tirado do Chapman Stick (Contrabaixo de 10 ou mais cordas tocado sob a forma de tapping) abre a longa The Sun Road, sendo guiada pelos solos e acordes exóticos de Steve Stevens, soando como um King Crimson moderno ao absorver o jeito mais agressivo de Adrian Belew e a forma não convencional de Robert Fripp.

Dark Corners verte pelo heavy metal na parte das seis cordas, enquanto a bateria de Terry Bozzio mantem a base com uma técnica de chimbal fora do normal, abrilhantando ainda mais com seus famosos pratos China (ou prato invertido).

Duende - explora sons flamencos na melhor escola Al Di Meola e Paco De Lucia, deixando o violão e a percussão em primeiro plano.
Quem conhece Stevens somente pelo trabalho no Atomic Playboys ficará surpreso com essa outra faceta.

Quando ouvi pela primeira vez a homônima Black Light Syndrome, me senti como uma criança que acabara de ganhar um brinquedo (sorriso ficou mais largo que a boca do Steven Tyler). É tão boa, que tenho dificuldades para descreve-la, pelos solos de baixo e guitarras no mais alto nível.
Nada de firula barata ou fritação. Imaginaram o "estrago" que Stevens faria tocando no Dream Theater ou em algum trabalho extra com os membros ?

Falling In Circle puxa mais ao rock, enquanto o flamenco entra timidamente em ação em Book of Hours, cuja a abrangência de gêneros é tanta, que não seria um erro classifica-la como World Music.

Chaos/control - encerra o caos sonoro saindo da densa introdução e adentra com belos solos jazzy em meio a improvisação de Levin.
Se eu não estiver errado Tony Levin usa uma de suas invenções malucas na primeira e ultima parte da faixa.
Trata-se do "Funk Fingers" - (duas baquetas) uma presa no dedo indicador e a outra no anelar por um velcro, dando um efeito percussivo similar a técnica de Slap. O baixista usou o recurso em seu trabalho com Peter Gabriel e também no segundo disco do projeto Bozzio/Levin/Steven, o imperdível Situation Dangerous (2000).

Reciclando o jazz rock com um trio da pesada.
5
22/06/2018

De uma jam despretensiosa nasceu o instrumental Black Light Syndrome. Projeto realizado por apenas dois álbuns centralizado no jazz rock. 
Formado por Tony Levin, Terry Bozzio e Steve Stevens, Black Light Syndrome saiu em 1997 pelo selo Magna Carta, infelizmente pouco divulgado no Brasil.

O timbre de violoncelo tirado do Chapman Stick (Contrabaixo de 10 ou mais cordas tocado sob a forma de tapping) abre a longa The Sun Road, sendo guiada pelos solos e acordes exóticos de Steve Stevens, soando como um King Crimson moderno ao absorver o jeito mais agressivo de Adrian Belew e a forma não convencional de Robert Fripp.

Dark Corners verte pelo heavy metal na parte das seis cordas, enquanto a bateria de Terry Bozzio mantem a base com uma técnica de chimbal fora do normal, abrilhantando ainda mais com seus famosos pratos China (ou prato invertido).

Duende - explora sons flamencos na melhor escola Al Di Meola e Paco De Lucia, deixando o violão e a percussão em primeiro plano.
Quem conhece Stevens somente pelo trabalho no Atomic Playboys ficará surpreso com essa outra faceta.

Quando ouvi pela primeira vez a homônima Black Light Syndrome, me senti como uma criança que acabara de ganhar um brinquedo (sorriso ficou mais largo que a boca do Steven Tyler). É tão boa, que tenho dificuldades para descreve-la, pelos solos de baixo e guitarras no mais alto nível.
Nada de firula barata ou fritação. Imaginaram o "estrago" que Stevens faria tocando no Dream Theater ou em algum trabalho extra com os membros ?

Falling In Circle puxa mais ao rock, enquanto o flamenco entra timidamente em ação em Book of Hours, cuja a abrangência de gêneros é tanta, que não seria um erro classifica-la como World Music.

Chaos/control - encerra o caos sonoro saindo da densa introdução e adentra com belos solos jazzy em meio a improvisação de Levin.
Se eu não estiver errado Tony Levin usa uma de suas invenções malucas na primeira e ultima parte da faixa.
Trata-se do "Funk Fingers" - (duas baquetas) uma presa no dedo indicador e a outra no anelar por um velcro, dando um efeito percussivo similar a técnica de Slap. O baixista usou o recurso em seu trabalho com Peter Gabriel e também no segundo disco do projeto Bozzio/Levin/Steven, o imperdível Situation Dangerous (2000).

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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