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Resenha: Rush - Moving Pictures (1981)

Por: Marcel Z. Dio

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Encerrando a fase de ouro com o melhor disco da carreira
5
22/06/2018

A chegada de Moving Pictures em 1981, reforça que Rush tem um jeito singular de fazer música.
Não dá pra classificar o som dos canadenses tão facilmente, obras como A Farewell To Kings e o complexo Hemispheres, são o que eles conseguiram atingir nos moldes clássicos do rock progressivo, termo erroneamente estigmatizado pelos simpatizantes da banda. A brilhante matéria de 1991 da revista Bizz define o que eles realmente são : Rush - "Um fenômeno em evolução permanente".
Esse fenômeno alcançou a perfeição em Moving Pictures, um trabalho apurado entre o hard / prog e pop em 7 canções primorosas.

Tom Sawyer até hoje é a melhor trilha de abertura dos canadenses. Baseada na fabula de Mark Twain e com relativo sucesso por aqui, como abertura do seriado Profissão Perigo.
O maior êxito comercial do trio é presença garantida em todo set list do grupo, e um desafio a qualquer baterista, o próprio Neil Peart reconhece a dificuldade de toca-la com perfeição.

Fantasia sobre carros e velocidades é a tônica de Red Barcheta, o trio estava tão entrosado que a gravaram em um único "Take".
A complexa estrutura do contrabaixo não parece ser problema para Geddy Lee, com a concentração de um ninja no live Exit Stage Left, o mesmo canta sem sequer olhar as notas no braço do instrumento.

Com YYZ, Lee mostra porque é tão cultuado no mundo dos graves.
A linha do baixista é desafiadora até para músicos experientes, com muitas intervenções de timbres agudos em contraste com notas mais graves, alem de alternar vários mini-solos com Peart.

Em Limelight, Neil Peart deixa bem claro sua aversão à idolatria, na forma como é abordado pelos fãs, criticando de maneira geral o glamour ilusório da fama.
"Viver sob o foco de uma lente panorâmica
Pego pelo olho da câmera
Eu não tenho coragem de mentir
Eu não posso fingir que um estranho
É um amigo esperado há muito tempo"
A parte instrumental mantem o padrão com o inspirado riff na introdução e um solo cheio de felling, um dos 3 preferidos de Lifeson, comentado assim por ele :
"Adoro a elasticidade deste solo. Pra mim é muito emocionante tocar esta parte da música. A canção é sobre solidão e isolamento e acho que o solo reflete isso. Existe bastante coração nele. É uma coisa de sentimento: você tem que tocar o solo como o sente, caso contrário, soará exagerado"

The Camera Eye foi a ultima faixa longa do Rush, com os sintetizadores dando todo o clima na longa introdução. Passada a abertura, temos uma música cheia de viradas de bateria, tempos compostos e quebradas rítmicas que se estendem por mais de 11 minutos.

A sinistra Witch Hunt é carregadas pelos riffs "sujos" de Lifeson e por uma boa e simples melodia de teclado.
O barulho das vozes dando o efeito de multidão ouvidos no inicio, desvendam uma história curiosa ...
As pessoas que passavam pelo Le Estúdio foram convidadas a participar da gravação na parte de fora mesmo, sob a regência de Neil Peart.

Vital Signs foi composta de ultima hora, fugindo um pouco da toada de Moving Pictures, pela pegada mezzo reggae.
Dizem que a canção seria uma demonstração do que viria a ser o novo álbum, não creio, pois não consigo ver Vital Signs em Signals (1982) ela é uma obra díspar do Rush e ponto final.

O atemporal Moving Pictures ainda será descoberto por várias gerações de afortunados.
Um ponto que não deve passar batido é a gravação perfeita, tudo bem timbrado, onde se ouve perfeitamente cada detalhe. Na minha opinião fica parelho com Test For Echo, a nível de produção.

Encerrando a fase de ouro com o melhor disco da carreira
5
22/06/2018

A chegada de Moving Pictures em 1981, reforça que Rush tem um jeito singular de fazer música.
Não dá pra classificar o som dos canadenses tão facilmente, obras como A Farewell To Kings e o complexo Hemispheres, são o que eles conseguiram atingir nos moldes clássicos do rock progressivo, termo erroneamente estigmatizado pelos simpatizantes da banda. A brilhante matéria de 1991 da revista Bizz define o que eles realmente são : Rush - "Um fenômeno em evolução permanente".
Esse fenômeno alcançou a perfeição em Moving Pictures, um trabalho apurado entre o hard / prog e pop em 7 canções primorosas.

Tom Sawyer até hoje é a melhor trilha de abertura dos canadenses. Baseada na fabula de Mark Twain e com relativo sucesso por aqui, como abertura do seriado Profissão Perigo.
O maior êxito comercial do trio é presença garantida em todo set list do grupo, e um desafio a qualquer baterista, o próprio Neil Peart reconhece a dificuldade de toca-la com perfeição.

Fantasia sobre carros e velocidades é a tônica de Red Barcheta, o trio estava tão entrosado que a gravaram em um único "Take".
A complexa estrutura do contrabaixo não parece ser problema para Geddy Lee, com a concentração de um ninja no live Exit Stage Left, o mesmo canta sem sequer olhar as notas no braço do instrumento.

Com YYZ, Lee mostra porque é tão cultuado no mundo dos graves.
A linha do baixista é desafiadora até para músicos experientes, com muitas intervenções de timbres agudos em contraste com notas mais graves, alem de alternar vários mini-solos com Peart.

Em Limelight, Neil Peart deixa bem claro sua aversão à idolatria, na forma como é abordado pelos fãs, criticando de maneira geral o glamour ilusório da fama.
"Viver sob o foco de uma lente panorâmica
Pego pelo olho da câmera
Eu não tenho coragem de mentir
Eu não posso fingir que um estranho
É um amigo esperado há muito tempo"
A parte instrumental mantem o padrão com o inspirado riff na introdução e um solo cheio de felling, um dos 3 preferidos de Lifeson, comentado assim por ele :
"Adoro a elasticidade deste solo. Pra mim é muito emocionante tocar esta parte da música. A canção é sobre solidão e isolamento e acho que o solo reflete isso. Existe bastante coração nele. É uma coisa de sentimento: você tem que tocar o solo como o sente, caso contrário, soará exagerado"

The Camera Eye foi a ultima faixa longa do Rush, com os sintetizadores dando todo o clima na longa introdução. Passada a abertura, temos uma música cheia de viradas de bateria, tempos compostos e quebradas rítmicas que se estendem por mais de 11 minutos.

A sinistra Witch Hunt é carregadas pelos riffs "sujos" de Lifeson e por uma boa e simples melodia de teclado.
O barulho das vozes dando o efeito de multidão ouvidos no inicio, desvendam uma história curiosa ...
As pessoas que passavam pelo Le Estúdio foram convidadas a participar da gravação na parte de fora mesmo, sob a regência de Neil Peart.

Vital Signs foi composta de ultima hora, fugindo um pouco da toada de Moving Pictures, pela pegada mezzo reggae.
Dizem que a canção seria uma demonstração do que viria a ser o novo álbum, não creio, pois não consigo ver Vital Signs em Signals (1982) ela é uma obra díspar do Rush e ponto final.

O atemporal Moving Pictures ainda será descoberto por várias gerações de afortunados.
Um ponto que não deve passar batido é a gravação perfeita, tudo bem timbrado, onde se ouve perfeitamente cada detalhe. Na minha opinião fica parelho com Test For Echo, a nível de produção.

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