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Resenha: Ozric Tentacles - Erpland (1990)

Por: Marcel Z. Dio

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Space rock de excelência em plena década de 90
5
19/06/2018

No garimpo sonoro, Ozric Tentacles foi uma das ultimas bandas que me despertaram interesse profundo, e olha que conheço eles desde 2000.
O espace rock de Hawkwind e as experimentações progressivas do Gong são revisitados no instrumental Eperland, resgatando o som esquecido no bunker setentista, com a adição de equipamentos de ponta (teclados) e a união de uma porção de gêneros, como: New Age, Dub/Reggae e camadas generosas de música Psico-Trance (esse ultimo, em evidencia nos discos posteriores).
Essa fusão química e explosiva ficou conhecida pelo esquisito nome Ozric Tentacles - a primeira palavra significa “energia divina” na cultura viking e Tentacles usado simplesmente para completar o resto.

Entre os destaques de Erpland estão:
Eternal Wheel - tudo que o Ozric Tentacles faz de melhor, concentra-se aqui.
Vários instrumentos executando tarefas diferentes e se conectando pela magia da música, criando uma identidade única, apesar das influências citadas. 
Flautas, percussão étnica, koto, saz, cítara e sons de vozes humanas digitalmente modificadas e tudo o mais que se possa extrair "som".
Tidal Converge - canção com leves camadas de teclados, gerando uma ambiência agradável e linhas encorpadas de contrabaixo que sustentam o som por completo. Flautas emuladas por sintetizadores e uma guitarra bem agressiva da metade pro final deixam a faixa dinâmica, prendendo a atenção a cada nota.
Mysticum Arabicola - o nome diz tudo !! uma boa viagem ao som árabe, com variações discretas sobre harmonia principal (exceto a parte central) a banda vai arrastando-a por incríveis nove minutos. Destaque para a percussão de Merv Peplar.
Barulhos estranhos de sintetizadores, parecidos com mensageiro dos ventos (aqueles feitos com pedaços de cristais ou cacos de vidros que a gente tem em casa) juntamente com harmônicos de guitarra, baixo sintetizado entre outros efeitos, formam a estranha Crackerblocks.
Pela descrição, seria uma peça chata de Word Music, no entanto funcionou tão bem, que passa num piscar de olhos.
A faixa título é um massacre sonoro da trinca guitarra / baixo e bateria, numa vibe psicodélica extrema, bebendo outra vez na música árabe, com alguns macetes de reggae no contrabaixo de Brandi Wynne.
Em Incense, o dub reggae ganha proporções maiores, não devendo nada ao pessoal que já é do ramo.
Por vezes a guitarra troca de papel com o teclado para fazer as famosas bases "raspadas" do estilo, dando um efeito bem interessante ao que podemos chamar de reggae espacial.
Ao termino de Erpland, o ouvinte ficará espantado com a variação de ritmos e a qualidade absurdas das canções, digo sem pestanejar que Erpland é um dos cinco melhores discos dos anos 90.

Vale lembrar que Ozric Tentacles é uma banda cultuada lá fora, principalmente pela performance ao vivo, constatei isso assistindo vários vídeos do grupo. E como nada substitui o "ao vivo e a cores" quero ver essa turma de ripongas pintar por essas terras.

Space rock de excelência em plena década de 90
5
19/06/2018

No garimpo sonoro, Ozric Tentacles foi uma das ultimas bandas que me despertaram interesse profundo, e olha que conheço eles desde 2000.
O espace rock de Hawkwind e as experimentações progressivas do Gong são revisitados no instrumental Eperland, resgatando o som esquecido no bunker setentista, com a adição de equipamentos de ponta (teclados) e a união de uma porção de gêneros, como: New Age, Dub/Reggae e camadas generosas de música Psico-Trance (esse ultimo, em evidencia nos discos posteriores).
Essa fusão química e explosiva ficou conhecida pelo esquisito nome Ozric Tentacles - a primeira palavra significa “energia divina” na cultura viking e Tentacles usado simplesmente para completar o resto.

Entre os destaques de Erpland estão:
Eternal Wheel - tudo que o Ozric Tentacles faz de melhor, concentra-se aqui.
Vários instrumentos executando tarefas diferentes e se conectando pela magia da música, criando uma identidade única, apesar das influências citadas. 
Flautas, percussão étnica, koto, saz, cítara e sons de vozes humanas digitalmente modificadas e tudo o mais que se possa extrair "som".
Tidal Converge - canção com leves camadas de teclados, gerando uma ambiência agradável e linhas encorpadas de contrabaixo que sustentam o som por completo. Flautas emuladas por sintetizadores e uma guitarra bem agressiva da metade pro final deixam a faixa dinâmica, prendendo a atenção a cada nota.
Mysticum Arabicola - o nome diz tudo !! uma boa viagem ao som árabe, com variações discretas sobre harmonia principal (exceto a parte central) a banda vai arrastando-a por incríveis nove minutos. Destaque para a percussão de Merv Peplar.
Barulhos estranhos de sintetizadores, parecidos com mensageiro dos ventos (aqueles feitos com pedaços de cristais ou cacos de vidros que a gente tem em casa) juntamente com harmônicos de guitarra, baixo sintetizado entre outros efeitos, formam a estranha Crackerblocks.
Pela descrição, seria uma peça chata de Word Music, no entanto funcionou tão bem, que passa num piscar de olhos.
A faixa título é um massacre sonoro da trinca guitarra / baixo e bateria, numa vibe psicodélica extrema, bebendo outra vez na música árabe, com alguns macetes de reggae no contrabaixo de Brandi Wynne.
Em Incense, o dub reggae ganha proporções maiores, não devendo nada ao pessoal que já é do ramo.
Por vezes a guitarra troca de papel com o teclado para fazer as famosas bases "raspadas" do estilo, dando um efeito bem interessante ao que podemos chamar de reggae espacial.
Ao termino de Erpland, o ouvinte ficará espantado com a variação de ritmos e a qualidade absurdas das canções, digo sem pestanejar que Erpland é um dos cinco melhores discos dos anos 90.

Vale lembrar que Ozric Tentacles é uma banda cultuada lá fora, principalmente pela performance ao vivo, constatei isso assistindo vários vídeos do grupo. E como nada substitui o "ao vivo e a cores" quero ver essa turma de ripongas pintar por essas terras.

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