Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

  • Últimas Notas de Legends Of The Shires

Resenha: Threshold - Legends Of The Shires (2017)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 111

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +
User Photo
Album Cover
O Threshold segue como um dos gigantes do Metal Progressivo
4.5
18/06/2018

O Threshold conseguiu atravessar mais um período turbulento em sua carreira com classe e categoria. O resultado? “Legends Of The Shires”, um álbum ousado e com o requinte e alto nível de sempre.

Durante o planejamento deste trabalho, a banda assustou os fãs quando comunicou através da mídia que o excelente Damian Wilson estaria novamente deixando o posto de vocalista do grupo. Sua segunda passagem – e provavelmente a última – pelo grupo estava encerrada. Um momento estranho e complicado. Damian se pronunciou e fez algumas críticas à banda. O grupo contestou publicamente a sua versão e deu outra explicação. A verdade, nunca saberemos, mas Damian é um músico alfa, que pode intencionalmente ou não, tomar os holofotes e causar descontentamentos.

Famosa também pelas várias mudanças de vocalistas durante a sua trajetória, a banda tentou amenizar este detalhe com o retorno do vocalista Glynn Morgan, que gravou também o segundo álbum da banda, “Psychedelicatessen”. Para quem não conhece, seu timbre lembra um pouco o vocalista do excelente grupo de Rock Progressivo “Comedy Of Errors”. Glynn segurou as pontas e não decepcionou, mas, para mim a voz do Threshold sempre será a do saudoso e fantástico Andrew "Mac" McDermott. O encaixe era perfeito, assim como D.C. Cooper é para o Royal Hunt. Na segunda posição e por pouquíssimos detalhes, a medalha de prata é de Damian Wilson.

“Legends Of The Shires” é um álbum conceitual, com uma história que se divide entre uma nação que busca pelo seu lugar no mundo e um homem que tenta se encaixar nesta sociedade. Possui três temais principais: as faixas “The Shires” (partes 1, 2 e 3), que vão crescendo cada vez que surgem entre as demais músicas. Quando se trata de um álbum conceitual, gosto mais de falar sobre o conceito geral da obra do que faixa a faixa, então, o que você encontrará aqui é o Threshold de sempre, com aquele metal progressivo conduzido por guitarras pesadas e sem o excesso de virtuosismo desnecessário que encontramos no Dream Theater dos tempos atuais, por exemplo. Ademais, quando uso o termo “de sempre”, não é pra soar negativamente, muito pelo contrário, pois a marca característica está ali, mas com novas e revigorantes canções, que permitem com que a banda ainda consiga se manter relevante e como uma potência no estilo. São temas e mais temas excelentes, que alternam entre faixas épicas – duas delas com mais de dez minutos – e outras mais diretas, com refrãos excelentes e recheados de vocalizações. Apesar de o trabalho estar dividido em 2 CDs, um fato raro acontece aqui, que a audição é tão contagiante que é impossível se cansar.

Apesar de todos os problemas, temos aqui um disco excelente, digno de uma das maiores bandas de metal progressivo de todos os tempos. O Threshold merece um pouco mais de atenção dos ouvintes brasileiros e precisamos mudar isso o quanto antes.

O Threshold segue como um dos gigantes do Metal Progressivo
4.5
18/06/2018

O Threshold conseguiu atravessar mais um período turbulento em sua carreira com classe e categoria. O resultado? “Legends Of The Shires”, um álbum ousado e com o requinte e alto nível de sempre.

Durante o planejamento deste trabalho, a banda assustou os fãs quando comunicou através da mídia que o excelente Damian Wilson estaria novamente deixando o posto de vocalista do grupo. Sua segunda passagem – e provavelmente a última – pelo grupo estava encerrada. Um momento estranho e complicado. Damian se pronunciou e fez algumas críticas à banda. O grupo contestou publicamente a sua versão e deu outra explicação. A verdade, nunca saberemos, mas Damian é um músico alfa, que pode intencionalmente ou não, tomar os holofotes e causar descontentamentos.

Famosa também pelas várias mudanças de vocalistas durante a sua trajetória, a banda tentou amenizar este detalhe com o retorno do vocalista Glynn Morgan, que gravou também o segundo álbum da banda, “Psychedelicatessen”. Para quem não conhece, seu timbre lembra um pouco o vocalista do excelente grupo de Rock Progressivo “Comedy Of Errors”. Glynn segurou as pontas e não decepcionou, mas, para mim a voz do Threshold sempre será a do saudoso e fantástico Andrew "Mac" McDermott. O encaixe era perfeito, assim como D.C. Cooper é para o Royal Hunt. Na segunda posição e por pouquíssimos detalhes, a medalha de prata é de Damian Wilson.

“Legends Of The Shires” é um álbum conceitual, com uma história que se divide entre uma nação que busca pelo seu lugar no mundo e um homem que tenta se encaixar nesta sociedade. Possui três temais principais: as faixas “The Shires” (partes 1, 2 e 3), que vão crescendo cada vez que surgem entre as demais músicas. Quando se trata de um álbum conceitual, gosto mais de falar sobre o conceito geral da obra do que faixa a faixa, então, o que você encontrará aqui é o Threshold de sempre, com aquele metal progressivo conduzido por guitarras pesadas e sem o excesso de virtuosismo desnecessário que encontramos no Dream Theater dos tempos atuais, por exemplo. Ademais, quando uso o termo “de sempre”, não é pra soar negativamente, muito pelo contrário, pois a marca característica está ali, mas com novas e revigorantes canções, que permitem com que a banda ainda consiga se manter relevante e como uma potência no estilo. São temas e mais temas excelentes, que alternam entre faixas épicas – duas delas com mais de dez minutos – e outras mais diretas, com refrãos excelentes e recheados de vocalizações. Apesar de o trabalho estar dividido em 2 CDs, um fato raro acontece aqui, que a audição é tão contagiante que é impossível se cansar.

Apesar de todos os problemas, temos aqui um disco excelente, digno de uma das maiores bandas de metal progressivo de todos os tempos. O Threshold merece um pouco mais de atenção dos ouvintes brasileiros e precisamos mudar isso o quanto antes.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Haken - Aquarius (2010)

Uma mistura inovadora de melodias progressiva com influências ecléticas
5
Por: Tiago Meneses
04/12/2018
Album Cover

The Gentle Storm - The Diary (2015)

Sentimental e cativante
4
Por: André Luiz Paiz
14/09/2018
Album Cover

Maestrick - Espresso Della Vita: Solare (2018)

Composições que além de técnicas, soam inteligentes e agradáveis.
4
Por: Tiago Meneses
12/07/2018