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Resenha: H.E.A.T - Into The Great Unknown (2017)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 90

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Album Cover
Incorporando novos elementos
3.5
18/06/2018

Com divulgação adequada e qualidade em suas composições, o H.E.A.T surgiu em 2007 como destaque entre as milhares de bandas de hard rock que surgem frequentemente na Suécia. Tendo mostrado qualidade em todos os trabalhos lançados, completa este ano 10 anos do lançamento do seu primeiro e homônimo álbum.

Estamos aqui para falar do quinto lançamento da banda, “Into The Great Unknown”, o primeiro que causou controvérsia e dividiu opiniões, já que os antecessores são indiscutivelmente ótimos trabalhos. Dividiu opiniões porque há aqui uma abordagem mais acessível e com elementos de música pop, que chega a ser excessiva em alguns momentos. Confesso que, na primeira audição, pensei alto na seguinte pergunta: estaria o H.E.A.T se transformando no Bon Jovi? Mas, felizmente, com um pouco mais de insistência consegui mudar de opinião.

Complementando o parágrafo anterior, não, “Into The Great Unknown” não é o melhor trabalho do H.E.A.T. Essa mudança de sonoridade que citei anteriormente trouxe uma certa diversidade, fazendo a banda não cair na mesmice. Porém, o álbum também possui alguns equívocos e os acertos acabam ofuscados em alguns momentos. O destaque maior continua sendo a grande performance do “Sweeden Idol” Erik Grönwall. Esse cara canta demais, além de possuir um belo timbre. Os dois primeiros álbuns com Kenny Leckremo são ótimos, mas a escolha de Erik foi um acerto preciso, sendo que o melhor álbum da banda para mim é “Address the Nation”, primeiro com ele.

Começando com as faixas mais tradicionais e típicas do hard rock que a banda faz, a faixa de abertura “Bastard of Society”, “Time On Our Side”, a fantástica “Eye Of The Storm” (bravo Erik!!!) e a ótima faixa de encerramento “Into The Great Unknown”, merecem destaque e são excelentes. Além dessas, o refrão de “Blind Leads The Blind” é ótimo e a faixa é bem pesada.
Agora sobre a outra faceta apresentada aqui, o resultado de “Redefined” é surpreendente, pois a qualidade da composição ajuda demais, além da performance vocal. “Best Of The Broken” também vai bem, nos fazendo recordar do ainda bom Bon Jovi de “Keep The Faith”. Já o restante não impressiona muito, principalmente as descartáveis “We Rule” e “Do You Want It?”.

O H.E.A.T ousou em “Into The Great Unknown” e isso deve ser reconhecido. Porém, se neste momento erros ocorrem, há o tradicional massacre dos fãs e da mídia. Eu considero que é importante sim buscar uma nova sonoridade e para isso é necessário experimentar, colher e analisar os resultados, para acertar no futuro. Se você der uma chance para este álbum, com certeza identificará isso, mas também sairá satisfeito com ótimos momentos que ele também tem a oferecer.

Incorporando novos elementos
3.5
18/06/2018

Com divulgação adequada e qualidade em suas composições, o H.E.A.T surgiu em 2007 como destaque entre as milhares de bandas de hard rock que surgem frequentemente na Suécia. Tendo mostrado qualidade em todos os trabalhos lançados, completa este ano 10 anos do lançamento do seu primeiro e homônimo álbum.

Estamos aqui para falar do quinto lançamento da banda, “Into The Great Unknown”, o primeiro que causou controvérsia e dividiu opiniões, já que os antecessores são indiscutivelmente ótimos trabalhos. Dividiu opiniões porque há aqui uma abordagem mais acessível e com elementos de música pop, que chega a ser excessiva em alguns momentos. Confesso que, na primeira audição, pensei alto na seguinte pergunta: estaria o H.E.A.T se transformando no Bon Jovi? Mas, felizmente, com um pouco mais de insistência consegui mudar de opinião.

Complementando o parágrafo anterior, não, “Into The Great Unknown” não é o melhor trabalho do H.E.A.T. Essa mudança de sonoridade que citei anteriormente trouxe uma certa diversidade, fazendo a banda não cair na mesmice. Porém, o álbum também possui alguns equívocos e os acertos acabam ofuscados em alguns momentos. O destaque maior continua sendo a grande performance do “Sweeden Idol” Erik Grönwall. Esse cara canta demais, além de possuir um belo timbre. Os dois primeiros álbuns com Kenny Leckremo são ótimos, mas a escolha de Erik foi um acerto preciso, sendo que o melhor álbum da banda para mim é “Address the Nation”, primeiro com ele.

Começando com as faixas mais tradicionais e típicas do hard rock que a banda faz, a faixa de abertura “Bastard of Society”, “Time On Our Side”, a fantástica “Eye Of The Storm” (bravo Erik!!!) e a ótima faixa de encerramento “Into The Great Unknown”, merecem destaque e são excelentes. Além dessas, o refrão de “Blind Leads The Blind” é ótimo e a faixa é bem pesada.
Agora sobre a outra faceta apresentada aqui, o resultado de “Redefined” é surpreendente, pois a qualidade da composição ajuda demais, além da performance vocal. “Best Of The Broken” também vai bem, nos fazendo recordar do ainda bom Bon Jovi de “Keep The Faith”. Já o restante não impressiona muito, principalmente as descartáveis “We Rule” e “Do You Want It?”.

O H.E.A.T ousou em “Into The Great Unknown” e isso deve ser reconhecido. Porém, se neste momento erros ocorrem, há o tradicional massacre dos fãs e da mídia. Eu considero que é importante sim buscar uma nova sonoridade e para isso é necessário experimentar, colher e analisar os resultados, para acertar no futuro. Se você der uma chance para este álbum, com certeza identificará isso, mas também sairá satisfeito com ótimos momentos que ele também tem a oferecer.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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