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Resenha: Van Halen - For Unlawful Carnal Knowledge (1991)

Por: Marcel Z. Dio

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Album Cover
O suprassumo da era Sammy Hagar
4.5
16/06/2018

Após o decepcionante OU812, o time de Eddie Van Halen lança um registro estupendo, fazendo jus as iniciais do nome.
Uma banda mega entrosada e madura que ao vivo era um show a parte, em seu disco mais pesado com o cantor e bebedor de tequila, conhecido como Sammy Haggar.

Aos barulhos de uma furadeira elétrica sobre os captadores de guitarra, eis que surge Poundcake, uma aula de peso e técnica, aliados aos solos delirantes de Eddie Van Halen.

Judgement Day  mantem a veia melódica mesmo resgatando os bons tempos da fase David Lee Roth, a seção rítmica de Alex e Michel Anthony tem a competência de sempre, deixando o guitarrista livre para brilhar e ousar em seus indefectíveis solos e bases.

Para quem vive reclamando que o  contrabaixo do Sr Anthony fica escondido atrás do bumbo, ele prova mais uma vez que não é só um marcador de graves, "Spanked" tem uma das linhas de baixo mais legais do Van Halen, carregada de efeitos e com uma levada que leva a canção nas costas.

O curioso nome "Spanked" veio enquanto Eddie assistia a um comercial de tv, precisamente sobre conversas e encontro com mulheres sob o numero 1-900-SPANKED.

As Harmonias de Runaround seriam usadas de forma discreta  na chata e manjada balada  Can't Stop Lovin' You do álbum Balance, até a forma do refrão é parecida.
Obviamente em se tratando de balada, a mesma tem o fluxo desacelerado, ou talvez seja apenas uma encanação desse maluco que vos escreve.

O diferencial de Pleasure Dome está na bateria e suas batidas instigantes e diferentes, e também nos três riffs que Eddie guardava por anos em sua caixa preta, devidamente colocados em pratica dessa vez.

In 'n' Out  não trás tantas novidades sobre o conceito do disco, a não ser pelos solos malucos de guitarra.
Os riffs rock / blues em Man On A Mission foram criados quando Eddie tocava contrabaixo.
Para quem não sabe, o irlandês manda bem nas quatro cordas, em I Never Said Goodbbye (1987) do amigo Sammy, ele ficou encarregado do contrabaixo e não decepcionou.
Os refrões apoiados pelo backing de Michael são o ponto alto de The Dream Is Over.

Right Now fica entre a balada e o peso dos riffs,  as frases longas de baixo e bateria sobre o continuo piano são bem elaboradas e criativas.
Right Now é uma composição antiga que poderia ser aproveitada até mesmo no ótimo 5150, já que é mais a cara do disco, em F.U.C.K ela fica um tanto deslocada.

A bela e acústica 316 entrou em F.U.C.K a pedido do produtor Andy Johns, Eddie pegou fragmentos de ideias tocadas ao vivo como solo, e criou essa curta maravilha instrumental usando um violão Chet Atckins Acoustic.
O nome dado, nada mais é que a data de nascimento do filho Wolfgang William (16 de março(3) de 1991)

Com a participação de Steve Lukather como apoio vocal em Top Of The World, o disco se encerra de forma perfeita como o melhor trabalho da era Haggar, superando até mesmo o clássico 5150 e deixando OU812 comendo poeira. 

Obrigatório !!.

O suprassumo da era Sammy Hagar
4.5
16/06/2018

Após o decepcionante OU812, o time de Eddie Van Halen lança um registro estupendo, fazendo jus as iniciais do nome.
Uma banda mega entrosada e madura que ao vivo era um show a parte, em seu disco mais pesado com o cantor e bebedor de tequila, conhecido como Sammy Haggar.

Aos barulhos de uma furadeira elétrica sobre os captadores de guitarra, eis que surge Poundcake, uma aula de peso e técnica, aliados aos solos delirantes de Eddie Van Halen.

Judgement Day  mantem a veia melódica mesmo resgatando os bons tempos da fase David Lee Roth, a seção rítmica de Alex e Michel Anthony tem a competência de sempre, deixando o guitarrista livre para brilhar e ousar em seus indefectíveis solos e bases.

Para quem vive reclamando que o  contrabaixo do Sr Anthony fica escondido atrás do bumbo, ele prova mais uma vez que não é só um marcador de graves, "Spanked" tem uma das linhas de baixo mais legais do Van Halen, carregada de efeitos e com uma levada que leva a canção nas costas.

O curioso nome "Spanked" veio enquanto Eddie assistia a um comercial de tv, precisamente sobre conversas e encontro com mulheres sob o numero 1-900-SPANKED.

As Harmonias de Runaround seriam usadas de forma discreta  na chata e manjada balada  Can't Stop Lovin' You do álbum Balance, até a forma do refrão é parecida.
Obviamente em se tratando de balada, a mesma tem o fluxo desacelerado, ou talvez seja apenas uma encanação desse maluco que vos escreve.

O diferencial de Pleasure Dome está na bateria e suas batidas instigantes e diferentes, e também nos três riffs que Eddie guardava por anos em sua caixa preta, devidamente colocados em pratica dessa vez.

In 'n' Out  não trás tantas novidades sobre o conceito do disco, a não ser pelos solos malucos de guitarra.
Os riffs rock / blues em Man On A Mission foram criados quando Eddie tocava contrabaixo.
Para quem não sabe, o irlandês manda bem nas quatro cordas, em I Never Said Goodbbye (1987) do amigo Sammy, ele ficou encarregado do contrabaixo e não decepcionou.
Os refrões apoiados pelo backing de Michael são o ponto alto de The Dream Is Over.

Right Now fica entre a balada e o peso dos riffs,  as frases longas de baixo e bateria sobre o continuo piano são bem elaboradas e criativas.
Right Now é uma composição antiga que poderia ser aproveitada até mesmo no ótimo 5150, já que é mais a cara do disco, em F.U.C.K ela fica um tanto deslocada.

A bela e acústica 316 entrou em F.U.C.K a pedido do produtor Andy Johns, Eddie pegou fragmentos de ideias tocadas ao vivo como solo, e criou essa curta maravilha instrumental usando um violão Chet Atckins Acoustic.
O nome dado, nada mais é que a data de nascimento do filho Wolfgang William (16 de março(3) de 1991)

Com a participação de Steve Lukather como apoio vocal em Top Of The World, o disco se encerra de forma perfeita como o melhor trabalho da era Haggar, superando até mesmo o clássico 5150 e deixando OU812 comendo poeira. 

Obrigatório !!.

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