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Resenha: Roger Waters - Is This The Life We Really Want? (2017)

Por: André Luiz Paiz

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Roger Waters protesta contra o mundo
4
19/09/2017

Antes de iniciar minha resenha sobre este ótimo trabalho de Roger Waters, gostaria de destacar a tamanha importância de nossos ídolos para o mundo da música. Ter lendas como Roger Waters, Jon Anderson, Paul McCartney, Alice Cooper, David Gilmour e muitos outros ainda produzindo é extremamente gratificante. Uma pena pensar no que será quando isso não for mais possível.
"Is This The Life We Really Want?" traz um Roger Waters ainda mais amargo, protestando contra tudo o que vem acontecendo com a humanidade nos tempos de hoje. É um álbum denso, porém com grandes momentos, que remetem inclusive aos clássicos "The Wall" e "Animals", do Pink Floyd, em algumas passagens. Há também algumas faixas bem características do não tão excelente "The Final Cut". Mas, em média, a audição é prazerosa e reflexiva.

O álbum começa com a faixa de introdução: "When We Were Young". Quase um monólogo que relata sobre os complexos da infância.
A segunda faixa, "Déjà Vu", possui uma pitada de "Mother", do "The Wall". Na letra, basicamente Waters relata que, se fosse Deus, teria feito um trabalho melhor. 
"The Last Refugee" também é uma boa faixa. Com uma letra que relata os sentimentos da separação de um filho dos pais, provavelmente refugiados.
A próxima faixa, "Picture That", totalmente floydiana, é excelente, cadenciada e com vocais característicos de sua antiga banda. A letra é pesada, com frases como: "Imagine seu filho com as mãos em um gatilho".
"Broken Bones" é mais uma faixa que remete às baladas do "The Wall". Possui uma bela melodia e mais protestos.
A faixa título é extremamente densa e cadenciada. Não está entre as minhas favoritas por ser um pouco arrastada e cansativa. A letra faz uma ironia ao fato da vida ser tão sagrada e, ao mesmo tempo, é preciso enfrentar o medo e o ódio da humanidade.
"Bird In A Gale" = "Pink Floyd" puro! Da fase Waters, é claro.
"The Most Beautiful Girl" é mais uma bela (e triste) balada.
"Smell the Roses" foi a primeira faixa lançada por Waters para o álbum. Definitivamente é a faixa mais acessível e também possui vários momentos de "Pink Floyd". Gostei bastante.
Em direção ao final do álbum, "Wait For Her", "Oceans Apart" e "Part Of Me Died", são praticamente uma trilogia acústica, em que Waters explora praticamente os mesmos temas musicais. Confesso que, apesar de boas melodias, dão um pouco de sono.

Um fato que acho interessante na carreira solo de Waters, é a sensação de isolar totalmente sua contribuição no Pink Floyd da contribuição de David Gilmour. O mesmo ocorre com John Lennon e Paul McCartney em suas respectivas carreiras solo. Os quatro diferentes uns dos outros, mas que encaixavam perfeitamente em suas bandas, criando algo único.

Roger Waters protesta contra o mundo
4
19/09/2017

Antes de iniciar minha resenha sobre este ótimo trabalho de Roger Waters, gostaria de destacar a tamanha importância de nossos ídolos para o mundo da música. Ter lendas como Roger Waters, Jon Anderson, Paul McCartney, Alice Cooper, David Gilmour e muitos outros ainda produzindo é extremamente gratificante. Uma pena pensar no que será quando isso não for mais possível.
"Is This The Life We Really Want?" traz um Roger Waters ainda mais amargo, protestando contra tudo o que vem acontecendo com a humanidade nos tempos de hoje. É um álbum denso, porém com grandes momentos, que remetem inclusive aos clássicos "The Wall" e "Animals", do Pink Floyd, em algumas passagens. Há também algumas faixas bem características do não tão excelente "The Final Cut". Mas, em média, a audição é prazerosa e reflexiva.

O álbum começa com a faixa de introdução: "When We Were Young". Quase um monólogo que relata sobre os complexos da infância.
A segunda faixa, "Déjà Vu", possui uma pitada de "Mother", do "The Wall". Na letra, basicamente Waters relata que, se fosse Deus, teria feito um trabalho melhor. 
"The Last Refugee" também é uma boa faixa. Com uma letra que relata os sentimentos da separação de um filho dos pais, provavelmente refugiados.
A próxima faixa, "Picture That", totalmente floydiana, é excelente, cadenciada e com vocais característicos de sua antiga banda. A letra é pesada, com frases como: "Imagine seu filho com as mãos em um gatilho".
"Broken Bones" é mais uma faixa que remete às baladas do "The Wall". Possui uma bela melodia e mais protestos.
A faixa título é extremamente densa e cadenciada. Não está entre as minhas favoritas por ser um pouco arrastada e cansativa. A letra faz uma ironia ao fato da vida ser tão sagrada e, ao mesmo tempo, é preciso enfrentar o medo e o ódio da humanidade.
"Bird In A Gale" = "Pink Floyd" puro! Da fase Waters, é claro.
"The Most Beautiful Girl" é mais uma bela (e triste) balada.
"Smell the Roses" foi a primeira faixa lançada por Waters para o álbum. Definitivamente é a faixa mais acessível e também possui vários momentos de "Pink Floyd". Gostei bastante.
Em direção ao final do álbum, "Wait For Her", "Oceans Apart" e "Part Of Me Died", são praticamente uma trilogia acústica, em que Waters explora praticamente os mesmos temas musicais. Confesso que, apesar de boas melodias, dão um pouco de sono.

Um fato que acho interessante na carreira solo de Waters, é a sensação de isolar totalmente sua contribuição no Pink Floyd da contribuição de David Gilmour. O mesmo ocorre com John Lennon e Paul McCartney em suas respectivas carreiras solo. Os quatro diferentes uns dos outros, mas que encaixavam perfeitamente em suas bandas, criando algo único.

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