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Resenha: Led Zeppelin - Houses Of The Holy (1973)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Eclético, mas ainda assim soando de maneira coerente e natural.
4.5
14/06/2018

Considero que nenhum dos seis primeiros discos do Led Zeppelin seja algo pra ser visto menos do que excelente. Houses of the Holy vem após o diversificado e brilhante Led Zeppelin IV, e ainda que seja um pouco inferior, também apresenta um setlist bastante brilhante e diversificado. O disco apresenta uma combinação de hard rock com algumas maravilhas harmônicas que florescem o jardim musical do álbum, tornando-o bastante dinâmico.

O disco abre com, "The Song Remains the Same", faixa que possui uma excelente introdução por sinal. Guitarra e baixo juntos dançam um com o outro antes do riff principal, enquanto isso, a bateria cadencia a música de forma enérgica e envolvente, porém, quando os vocais de Plant entram com seus primeiros versos o que vemos é uma música de clima mais suave. A música então ganha novamente a mesma levada de sua introdução e agora os vocais também acontecem sem precisar que a canção fique serena novamente. Uma grande introdução para um grande álbum.

“The Rain Song” é bastante obscura e voluptuosa, possui linhas de violão serenas e preguiçosas e inclusões oníricas de mellotron. Considero esta uma das minhas músicas preferidas do Led Zeppelin, sua delicadeza é fascinante até a metade, quando então a bateria vai aos poucos dando um maior corpo a música até que explode em uma melodia mais enérgica, que inclui além do baixo, bateria e guitarra, excelentes mellotrons e ideias de piano. Instrumentalmente impecável, mas não devo esquecer Robert Plant que faz uma interpretação sem qualquer furo.  

"Over the Hills and Far Away" começa através de um belíssimo violão, seguido por uns vocais bastante limpos antes que a bateria e o baixo deixem a faixa mais sólida e também ganhe o seu riff principal de guitarra enquanto Plant começa a cantar de forma mais estridente. Resumindo é uma música alegre e despreocupada com camadas interessantes de guitarra e uso peculiar de notas ascendentes. 

“The Crunge” é onde o álbum apresenta a sua faixa mais "esquisita", digamos assim, o que não quer dizer que é uma boa música também. O começo solitário da bateria faz vir em mente "When the Levee Breaks", embora aqui seja mais rápido e logo ganhe a companhia do baixo e guitarra, dando um clima meio funk/soul para a música, enquanto Robert Plant canta de forma fervorosa. John Paul Jones já disse certa vez que esta se trará de uma das suas peças preferidas do Led Zeppelin. 

"Dancing Days" é realmente uma música difícil de ouvir sem mexer nada do corpo, possui bastante groove, os versos são simples enquanto que o refrão tem a companhia de uma guitarra slide executada de maneira bastante interessante. 

Sinceramente, mas "D'yer Ma'ker" não é uma boa música e nunca entendi muito bem no que a banda estava pensando quando compuseram algo assim. Uma das piores tentativa de reggae que eu já ouvi, completamente ridícula e que eu não acho que tenha muito que falar a respeito, apenas que se esse disco não possui da minha parte a nota máxima do site é por culpa de dela.

"No Quarter" felizmente mostra que após um acidente de percurso que foi a música anterior, o ouvinte estará diante de uma das mais belas composições da banda.  Uma música fantástica, obscura, mítica, vocais abafados e riffs de guitarra que soam ameaçadores, mas certamente os teclados de Jones que fazem a música ser o que é. Passagens silenciosas, uso evocativo de efeitos, enfim, o Led Zeppelin mostrando sua face progressiva como fez algumas vezes em sua carreira. Espetacular do começo ao fim. 

“The Ocean” é a música que finaliza o disco. Provavelmente o único momento hard rock que eu diria ser direto e reto, sem nenhum tipo de rodeio ou pompa. A bateria é muito boa e fornece um groove interessante para a música, riffs e solos de guitarra excelentes e linhas de baixo pulsantes também também ajudam no resultado final. Um encerramento sensacional para este excelente disco. 

Exceto por “D'yer Mak'er”, Houses of the Holy é um disco que possui inúmeros momentos para serem apreciados. O álbum segue o padrão básico do seu anterior, mas a abordagem é algo mais flexível e descontraída. Ao longo do álbum nota-se todo o ecletismo da banda, mas que ainda assim os fazem soar de maneira coerente e natural. Um disco altamente recomendado. 

Eclético, mas ainda assim soando de maneira coerente e natural.
4.5
14/06/2018

Considero que nenhum dos seis primeiros discos do Led Zeppelin seja algo pra ser visto menos do que excelente. Houses of the Holy vem após o diversificado e brilhante Led Zeppelin IV, e ainda que seja um pouco inferior, também apresenta um setlist bastante brilhante e diversificado. O disco apresenta uma combinação de hard rock com algumas maravilhas harmônicas que florescem o jardim musical do álbum, tornando-o bastante dinâmico.

O disco abre com, "The Song Remains the Same", faixa que possui uma excelente introdução por sinal. Guitarra e baixo juntos dançam um com o outro antes do riff principal, enquanto isso, a bateria cadencia a música de forma enérgica e envolvente, porém, quando os vocais de Plant entram com seus primeiros versos o que vemos é uma música de clima mais suave. A música então ganha novamente a mesma levada de sua introdução e agora os vocais também acontecem sem precisar que a canção fique serena novamente. Uma grande introdução para um grande álbum.

“The Rain Song” é bastante obscura e voluptuosa, possui linhas de violão serenas e preguiçosas e inclusões oníricas de mellotron. Considero esta uma das minhas músicas preferidas do Led Zeppelin, sua delicadeza é fascinante até a metade, quando então a bateria vai aos poucos dando um maior corpo a música até que explode em uma melodia mais enérgica, que inclui além do baixo, bateria e guitarra, excelentes mellotrons e ideias de piano. Instrumentalmente impecável, mas não devo esquecer Robert Plant que faz uma interpretação sem qualquer furo.  

"Over the Hills and Far Away" começa através de um belíssimo violão, seguido por uns vocais bastante limpos antes que a bateria e o baixo deixem a faixa mais sólida e também ganhe o seu riff principal de guitarra enquanto Plant começa a cantar de forma mais estridente. Resumindo é uma música alegre e despreocupada com camadas interessantes de guitarra e uso peculiar de notas ascendentes. 

“The Crunge” é onde o álbum apresenta a sua faixa mais "esquisita", digamos assim, o que não quer dizer que é uma boa música também. O começo solitário da bateria faz vir em mente "When the Levee Breaks", embora aqui seja mais rápido e logo ganhe a companhia do baixo e guitarra, dando um clima meio funk/soul para a música, enquanto Robert Plant canta de forma fervorosa. John Paul Jones já disse certa vez que esta se trará de uma das suas peças preferidas do Led Zeppelin. 

"Dancing Days" é realmente uma música difícil de ouvir sem mexer nada do corpo, possui bastante groove, os versos são simples enquanto que o refrão tem a companhia de uma guitarra slide executada de maneira bastante interessante. 

Sinceramente, mas "D'yer Ma'ker" não é uma boa música e nunca entendi muito bem no que a banda estava pensando quando compuseram algo assim. Uma das piores tentativa de reggae que eu já ouvi, completamente ridícula e que eu não acho que tenha muito que falar a respeito, apenas que se esse disco não possui da minha parte a nota máxima do site é por culpa de dela.

"No Quarter" felizmente mostra que após um acidente de percurso que foi a música anterior, o ouvinte estará diante de uma das mais belas composições da banda.  Uma música fantástica, obscura, mítica, vocais abafados e riffs de guitarra que soam ameaçadores, mas certamente os teclados de Jones que fazem a música ser o que é. Passagens silenciosas, uso evocativo de efeitos, enfim, o Led Zeppelin mostrando sua face progressiva como fez algumas vezes em sua carreira. Espetacular do começo ao fim. 

“The Ocean” é a música que finaliza o disco. Provavelmente o único momento hard rock que eu diria ser direto e reto, sem nenhum tipo de rodeio ou pompa. A bateria é muito boa e fornece um groove interessante para a música, riffs e solos de guitarra excelentes e linhas de baixo pulsantes também também ajudam no resultado final. Um encerramento sensacional para este excelente disco. 

Exceto por “D'yer Mak'er”, Houses of the Holy é um disco que possui inúmeros momentos para serem apreciados. O álbum segue o padrão básico do seu anterior, mas a abordagem é algo mais flexível e descontraída. Ao longo do álbum nota-se todo o ecletismo da banda, mas que ainda assim os fazem soar de maneira coerente e natural. Um disco altamente recomendado. 

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