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Resenha: Kiss - Dynasty (1979)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
O início de um novo Kiss
3.5
11/06/2018

Se há um divisor de águas na discografia do Kiss, acredito que seja o álbum "Dynasty". É aqui que a banda começa a incorporar novos elementos em seu som, agradando uns e desagradando outros. Há por aí, fãs da banda que curtem os álbuns do grupo somente até "Love Gun", registro anterior. Há também outros que gostam mais da fase que se iniciou aqui, mais comercial, acessível e que abrange um leque maior de estilos.

A gravação de "Dynasty" foi recheada de problemas e desafetos. Após o lançamento de “Love Gun” e centenas de shows no currículo, era necessário respirar um pouco. Peter Criss e Ace Frehley começavam a se distanciar de Paul Stanley e Gene Simmons. Problemas com exageros em bebidas e drogas, além de diferenças musicais começavam a vir à tona. Tentando evitar uma dissolução do quarteto, os quatro concordaram em dar um tempo e produzir um disco solo dentro dos padrões da banda, porém com cada um fazendo a coisa do seu jeito, sem interferência dos demais membros. Combinaram em lançar os quatro álbuns na mesma data e com capas similares.

Após estes lançamentos, o Kiss estava de volta. Ao iniciarem o novo projeto, recrutaram o produtor Vini Poncia, que produziu o álbum solo de Criss. No começo, tudo certo, até Criss acusar Paul Stanley de fazer a cabeça de Vini contra ele, gerando mais confusão. Assim, o baterista começava o seu afastamento, que viria a ser definitivo em breve. Para “Dynasty”, Peter registrou somente a canção "Dirty Livin'", única cantada por ele. O restante das linhas de bateria ficaram por conta do ótimo Anton Fig.

Sobre as composições, alguns descontentamentos surgiram também em relação à abordagem de cada integrante. Ace contribuiu para manter a chama antiga acesa, fazendo o que gosta de fazer: rock. Paul foi o que mais trouxe controvérsia aos fãs, com temas extremamente pop e com influências de música disco. Já Gene, contribuiu com somente duas faixas e de pouquíssimo brilho. Tudo isso faz de "Dynasty" um álbum meio que "ame ou odeie". Para mim, consigo gostar dele em alguns momentos. Porém, se eu for abrir uma breja e pegar um álbum qualquer da discografia do Kiss para ouvir, dificilmente ele seria a primeira opção.

Vamos começar pelo começo. Paul Stanley foi o que mais tentou se aventurar um pouco fora do rock tradicional do Kiss. "I Was Made For Lovin' You" é um hit e pode ser considerada uma ótima composição, que Paul divide os créditos com o criador de hits Desmond Child. Só que, para mim, colocá-la ao lado de outras faixas de abertura como: "Detroit Rock City", "Room Service", "I Want You" e "Strutter", é um pecado.
"2,000" man é um cover de Ace para uma música dos Stones. A versão do Kiss é melhor que a original e a banda conseguiu transformar uma música simples em algo legal. Mas, parece ser uma filler mesmo.
"Sure Know Something" é Paul cantando bem em uma faixa que não parece Kiss. Pop e com influências disco, ficou bem descaracterizada. Do lado positivo, sua melodia é ótima.
O primeiro adeus de Peter Criss é na empolgante "Dirty Livin'". Você gosta dela? Eu gosto bastante e acho o ritmo contagiante. O lance do primeiro adeus é porque aqueles que conhecem mais do grupo sabem que Criss viria a retornar à banda mais lá adiante. Gene e Ace mostram ótimo entrosamento aqui e também merecem destaque.
"Charisma" é uma música de Gene que tem um grande potencial, mas que não é explorado e a faixa acaba passando despercebida.
A melhor música de Paul em “Dynasty” é "Magic Touch", em que pôde usar mais do seu potencial vocal e enfim nos empolgar. Esta é a minha faixa favorita do álbum.
Finalmente, Ace solta a voz e traz o rock de volta com "Hard Times". Refrão pesado, ótimas passagens e um belo solo de guitarra.
Gene retorna com "X-ray Eyes". Aqui, fica a mesma situação de "Charisma", uma canção que começa bem e parece empolgar, mas o refrão acaba não ajudando. A vantagem desta é que Gene solta a voz e a faixa tem uma veia mais rock.
Encerrando os trabalhos com apenas nove faixas, "Save Your Love" traz Ace mais uma vez fazendo rock. Impressionante como ele se desenvolveu como vocalista de "Love Gun" até aqui. A faixa não é um hit da banda, mas é bem legal.

Após "Dynasty" a banda viria a trilhar o mesmo caminho nos próximos registros, com mais elementos e uma sonoridade mais acessível. Alguns gostaram e outros não. Faz parte. Entre "Dynasty" e "Unmasked", que são próximos em termos de sonoridade, fico com o segundo.

O início de um novo Kiss
3.5
11/06/2018

Se há um divisor de águas na discografia do Kiss, acredito que seja o álbum "Dynasty". É aqui que a banda começa a incorporar novos elementos em seu som, agradando uns e desagradando outros. Há por aí, fãs da banda que curtem os álbuns do grupo somente até "Love Gun", registro anterior. Há também outros que gostam mais da fase que se iniciou aqui, mais comercial, acessível e que abrange um leque maior de estilos.

A gravação de "Dynasty" foi recheada de problemas e desafetos. Após o lançamento de “Love Gun” e centenas de shows no currículo, era necessário respirar um pouco. Peter Criss e Ace Frehley começavam a se distanciar de Paul Stanley e Gene Simmons. Problemas com exageros em bebidas e drogas, além de diferenças musicais começavam a vir à tona. Tentando evitar uma dissolução do quarteto, os quatro concordaram em dar um tempo e produzir um disco solo dentro dos padrões da banda, porém com cada um fazendo a coisa do seu jeito, sem interferência dos demais membros. Combinaram em lançar os quatro álbuns na mesma data e com capas similares.

Após estes lançamentos, o Kiss estava de volta. Ao iniciarem o novo projeto, recrutaram o produtor Vini Poncia, que produziu o álbum solo de Criss. No começo, tudo certo, até Criss acusar Paul Stanley de fazer a cabeça de Vini contra ele, gerando mais confusão. Assim, o baterista começava o seu afastamento, que viria a ser definitivo em breve. Para “Dynasty”, Peter registrou somente a canção "Dirty Livin'", única cantada por ele. O restante das linhas de bateria ficaram por conta do ótimo Anton Fig.

Sobre as composições, alguns descontentamentos surgiram também em relação à abordagem de cada integrante. Ace contribuiu para manter a chama antiga acesa, fazendo o que gosta de fazer: rock. Paul foi o que mais trouxe controvérsia aos fãs, com temas extremamente pop e com influências de música disco. Já Gene, contribuiu com somente duas faixas e de pouquíssimo brilho. Tudo isso faz de "Dynasty" um álbum meio que "ame ou odeie". Para mim, consigo gostar dele em alguns momentos. Porém, se eu for abrir uma breja e pegar um álbum qualquer da discografia do Kiss para ouvir, dificilmente ele seria a primeira opção.

Vamos começar pelo começo. Paul Stanley foi o que mais tentou se aventurar um pouco fora do rock tradicional do Kiss. "I Was Made For Lovin' You" é um hit e pode ser considerada uma ótima composição, que Paul divide os créditos com o criador de hits Desmond Child. Só que, para mim, colocá-la ao lado de outras faixas de abertura como: "Detroit Rock City", "Room Service", "I Want You" e "Strutter", é um pecado.
"2,000" man é um cover de Ace para uma música dos Stones. A versão do Kiss é melhor que a original e a banda conseguiu transformar uma música simples em algo legal. Mas, parece ser uma filler mesmo.
"Sure Know Something" é Paul cantando bem em uma faixa que não parece Kiss. Pop e com influências disco, ficou bem descaracterizada. Do lado positivo, sua melodia é ótima.
O primeiro adeus de Peter Criss é na empolgante "Dirty Livin'". Você gosta dela? Eu gosto bastante e acho o ritmo contagiante. O lance do primeiro adeus é porque aqueles que conhecem mais do grupo sabem que Criss viria a retornar à banda mais lá adiante. Gene e Ace mostram ótimo entrosamento aqui e também merecem destaque.
"Charisma" é uma música de Gene que tem um grande potencial, mas que não é explorado e a faixa acaba passando despercebida.
A melhor música de Paul em “Dynasty” é "Magic Touch", em que pôde usar mais do seu potencial vocal e enfim nos empolgar. Esta é a minha faixa favorita do álbum.
Finalmente, Ace solta a voz e traz o rock de volta com "Hard Times". Refrão pesado, ótimas passagens e um belo solo de guitarra.
Gene retorna com "X-ray Eyes". Aqui, fica a mesma situação de "Charisma", uma canção que começa bem e parece empolgar, mas o refrão acaba não ajudando. A vantagem desta é que Gene solta a voz e a faixa tem uma veia mais rock.
Encerrando os trabalhos com apenas nove faixas, "Save Your Love" traz Ace mais uma vez fazendo rock. Impressionante como ele se desenvolveu como vocalista de "Love Gun" até aqui. A faixa não é um hit da banda, mas é bem legal.

Após "Dynasty" a banda viria a trilhar o mesmo caminho nos próximos registros, com mais elementos e uma sonoridade mais acessível. Alguns gostaram e outros não. Faz parte. Entre "Dynasty" e "Unmasked", que são próximos em termos de sonoridade, fico com o segundo.

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