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Resenha: Ian Gillan Band - Clear Air Turbulence (1977)

Por: Marcel Z. Dio

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Entrando de cabeça no jazz rock
5
11/06/2018

Após a despedida do Deep Purple com Who Do We Think We Are (1973) Ian Gillan tira dois anos de "folga" e logo parte em voo solo. Com um nome feito na praça, não seria difícil arrumar bons músicos para a tal empreita.
O primeiro trabalho em 1976 - intitulado Child in Time, indicava o que viria. Mesmo assim, o que surgiu com Clear Air Turbulence espantou a todos.
Gillan cometeu um autêntico disco de jazz fusion, no trabalho mais ousado e virtuoso de toda sua carreira, fazendo frente ao épico e também aventureiro Elements (1978) do amigo Roger Glover.

Teclados espaciais iniciam a faixa título, o que temos após, é um jazz rock com tempero funk, ou seja, uma quebradeira infernal. O endiabrado Ray Fenwick cria solos invejáveis até a Bill Frisell.

Relaxante e climática "Five Moons" tem algo de Beatles no DNA. Para ser mais preciso, bebe direto na fonte Wings.
A voz "diferentona" de Gillan tem o apoio de Ray e do baixista John Gustafson.

Impossível não pensar no primeiro disco do Captain Beyond ao ouvir as guitarras de "Money Lender". Os saxes e os trumpetes dão um toque especial.
É factível prever nos corriqueiros vocais gritados de Gillan, como seria o papel dele, se acaso fizesse parte da formação MK3. Parece insano, mas a pegada funk de Money Lander na pior das hipóteses caberia em Stormbringer (obviamente sem os naipes de metais).

Com uma abertura espetacular de bateria e baixo, "Over The Hill" tem um suingue raro, modulando vários solos de pianos e moog sobre a base da bateria.

"Goodhand Land" é recheada de percussão e na maior parcela do refrão, o baixo segue a melodia vocal.
Em certa altura, eles encarnam o som brasileiro do Azimuth pelo toque espacial dos teclados e sua parede sonora.

"Angel Manchenio" deixa destaque para todos os instrumentos.
Difícil avaliar uma canção tão diversificada, existem mudanças a cada trecho, ora soando como Earth Wind Fire (no refrão) ora como Brand X, tamanho é a riqueza da música, flertando também com ritmos latinos, progressivo e jazz.
A curiosa letra, conta a história do dia em que Gillan quase precisou participar de um duelo de facas com um cigano, isso em pleno Oriente Médio.

Entrando de cabeça no jazz rock
5
11/06/2018

Após a despedida do Deep Purple com Who Do We Think We Are (1973) Ian Gillan tira dois anos de "folga" e logo parte em voo solo. Com um nome feito na praça, não seria difícil arrumar bons músicos para a tal empreita.
O primeiro trabalho em 1976 - intitulado Child in Time, indicava o que viria. Mesmo assim, o que surgiu com Clear Air Turbulence espantou a todos.
Gillan cometeu um autêntico disco de jazz fusion, no trabalho mais ousado e virtuoso de toda sua carreira, fazendo frente ao épico e também aventureiro Elements (1978) do amigo Roger Glover.

Teclados espaciais iniciam a faixa título, o que temos após, é um jazz rock com tempero funk, ou seja, uma quebradeira infernal. O endiabrado Ray Fenwick cria solos invejáveis até a Bill Frisell.

Relaxante e climática "Five Moons" tem algo de Beatles no DNA. Para ser mais preciso, bebe direto na fonte Wings.
A voz "diferentona" de Gillan tem o apoio de Ray e do baixista John Gustafson.

Impossível não pensar no primeiro disco do Captain Beyond ao ouvir as guitarras de "Money Lender". Os saxes e os trumpetes dão um toque especial.
É factível prever nos corriqueiros vocais gritados de Gillan, como seria o papel dele, se acaso fizesse parte da formação MK3. Parece insano, mas a pegada funk de Money Lander na pior das hipóteses caberia em Stormbringer (obviamente sem os naipes de metais).

Com uma abertura espetacular de bateria e baixo, "Over The Hill" tem um suingue raro, modulando vários solos de pianos e moog sobre a base da bateria.

"Goodhand Land" é recheada de percussão e na maior parcela do refrão, o baixo segue a melodia vocal.
Em certa altura, eles encarnam o som brasileiro do Azimuth pelo toque espacial dos teclados e sua parede sonora.

"Angel Manchenio" deixa destaque para todos os instrumentos.
Difícil avaliar uma canção tão diversificada, existem mudanças a cada trecho, ora soando como Earth Wind Fire (no refrão) ora como Brand X, tamanho é a riqueza da música, flertando também com ritmos latinos, progressivo e jazz.
A curiosa letra, conta a história do dia em que Gillan quase precisou participar de um duelo de facas com um cigano, isso em pleno Oriente Médio.

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