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  • Últimas Notas de The Allman Brothers Band

Resenha: The Allman Brothers Band - The Allman Brothers Band (1969)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Uma obra-prima do primeiro ao último acorde
5
08/06/2018

Uma das melhores estreias da história do blues rock? Com toda certeza, pessoalmente considero a melhor delas, mas o primeiro disco dos irmãos Allman continha outros temperos como o do soul e jazz que o transformavam em algo único, além, claro, de uma potente veia de puro rock and roll. 

A abertura do disco é através de uma versão instrumental para “Don't Want You No More”, música originalmente composta pela The Spencer Davis Group. Inclusive, uma escolha de começo que não poderia ser melhor, duas baterias muito bem sincronizadas, guitarras gêmeas excelentes, um solo de órgão no início bastante bem feito e linhas de baixo fortes, tudo isso servindo como uma introdução perfeita para a faixa seguinte.

“It's Not My Cross To Bear” é uma música que em seus primeiros segundos já mostra o porquê eu considerar Gregg Allman o branco da voz mais negra da história do blues, quanta alma e intensidade (isso porque ele ainda iria evoluir muito a voz durante a carreira). Toda a música é construída com bastante sensibilidade, as linhas de guitarras flutuam e acariciam nossos ouvidos, baixo e baterias são extremamente precisos e igualmente deleitosos, quanta paz e tranquilidade em uma música que ao mesmo tempo também consegue soar com tanta energia e firmeza. 

“Black Hearted Woman” na sua introdução já coloca o álbum em um ritmo mais agitado e alegre. Uma composição excelente, cheia de energia, riffs cativantes e versos feitos em uma mistura deliciosa de rock e funk, a bateria e percussão são ótimas, os vocais de Gregg excelentes e a interação entre as guitarras de Duane e Dickey não apenas a fazem delas gêmeas, mas melhores amigas de tão perfeita é o resultado desta união. 

“Trouble No More” é o outro cover do disco, música originalmente composta por Muddy Waters catorze anos antes. Começa com a bateria de maneira solitária, mas que logo ganha a companhia dos demais instrumentos, com destaque para mistura elétrica e acústica muito bem desenvolvida entre violão e guitarra. Um blues do mais alto nível. 

“Every Hungry Woman” no seu começo já mostra uma brincadeira de Duane Allman na slide guitar seguido por um riff rock and roll, claro, sempre produzido de maneira gêmeas entre as duas guitarras. O trabalho de órgão fortalece a música, assim como as ótimas linhas de baixo e as duas baterias que a cadenciam em uma mistura de blues e jazz. Tudo isso sempre por baixo de uma voz potente e às vezes rasgada de Gregg Allman. 

As duas últimas músicas do álbum também são as minhas preferidas. “Dreams” começa de maneira suave através de um órgão como carro chefe e algumas notas de guitarra que salpicam e dá um sabor especial ao momento, o baixo também se mantem em evidência enquanto a bateria é bastante discreta, mas as coisas vão se intensificando e a música vai se transformando em um blues rock de alto nível. Possui um interlúdio no seu núcleo belíssimo que conta com um improviso de Duane Allman antes do retorno vocal de Gregg e da estrutura instrumental apresentada na primeira metade da música. 

"Whipping Post" fecha o disco com chave de diamante. Logo na sua introdução apresenta um baixo poderoso de Berry Oakley, inclusive, se ele pouco apareceu (apesar de desempenhar muito bem o seu papel) até o momento, nessa música o baixista “solta os cachorros”. Trabalhos soberbos de guitarras, órgão muito bem direcionado, as duas baterias em perfeita sincronia e o melhor desempenho vocal de Gregg no disco, resumindo, uma música que se tornaria um dos hinos da banda e com todo merecimento. Em suas versões ao vivo e graças a grande capacidade de improviso da banda, “Whiping Post”, passou a ter versões épicas com mais de vinte minutos de duração como a apresentada, por exemplo, no clássico At Filmore East de 1971.

Uma obra-prima do começo ao fim, não tem maneira melhor de definir o que foi a estreia dos irmãos Allman e companhia, uma das melhores da história da música. Uma pena ter sido um pouco ignorado na época do seu lançamento. A banda se tornaria com o passar dos anos um terreno fértil para excelentes músicos e uma fonte contínua de ótimas músicas e discos, mas nada conseguiria superar o que foi feito aqui. 

Uma obra-prima do primeiro ao último acorde
5
08/06/2018

Uma das melhores estreias da história do blues rock? Com toda certeza, pessoalmente considero a melhor delas, mas o primeiro disco dos irmãos Allman continha outros temperos como o do soul e jazz que o transformavam em algo único, além, claro, de uma potente veia de puro rock and roll. 

A abertura do disco é através de uma versão instrumental para “Don't Want You No More”, música originalmente composta pela The Spencer Davis Group. Inclusive, uma escolha de começo que não poderia ser melhor, duas baterias muito bem sincronizadas, guitarras gêmeas excelentes, um solo de órgão no início bastante bem feito e linhas de baixo fortes, tudo isso servindo como uma introdução perfeita para a faixa seguinte.

“It's Not My Cross To Bear” é uma música que em seus primeiros segundos já mostra o porquê eu considerar Gregg Allman o branco da voz mais negra da história do blues, quanta alma e intensidade (isso porque ele ainda iria evoluir muito a voz durante a carreira). Toda a música é construída com bastante sensibilidade, as linhas de guitarras flutuam e acariciam nossos ouvidos, baixo e baterias são extremamente precisos e igualmente deleitosos, quanta paz e tranquilidade em uma música que ao mesmo tempo também consegue soar com tanta energia e firmeza. 

“Black Hearted Woman” na sua introdução já coloca o álbum em um ritmo mais agitado e alegre. Uma composição excelente, cheia de energia, riffs cativantes e versos feitos em uma mistura deliciosa de rock e funk, a bateria e percussão são ótimas, os vocais de Gregg excelentes e a interação entre as guitarras de Duane e Dickey não apenas a fazem delas gêmeas, mas melhores amigas de tão perfeita é o resultado desta união. 

“Trouble No More” é o outro cover do disco, música originalmente composta por Muddy Waters catorze anos antes. Começa com a bateria de maneira solitária, mas que logo ganha a companhia dos demais instrumentos, com destaque para mistura elétrica e acústica muito bem desenvolvida entre violão e guitarra. Um blues do mais alto nível. 

“Every Hungry Woman” no seu começo já mostra uma brincadeira de Duane Allman na slide guitar seguido por um riff rock and roll, claro, sempre produzido de maneira gêmeas entre as duas guitarras. O trabalho de órgão fortalece a música, assim como as ótimas linhas de baixo e as duas baterias que a cadenciam em uma mistura de blues e jazz. Tudo isso sempre por baixo de uma voz potente e às vezes rasgada de Gregg Allman. 

As duas últimas músicas do álbum também são as minhas preferidas. “Dreams” começa de maneira suave através de um órgão como carro chefe e algumas notas de guitarra que salpicam e dá um sabor especial ao momento, o baixo também se mantem em evidência enquanto a bateria é bastante discreta, mas as coisas vão se intensificando e a música vai se transformando em um blues rock de alto nível. Possui um interlúdio no seu núcleo belíssimo que conta com um improviso de Duane Allman antes do retorno vocal de Gregg e da estrutura instrumental apresentada na primeira metade da música. 

"Whipping Post" fecha o disco com chave de diamante. Logo na sua introdução apresenta um baixo poderoso de Berry Oakley, inclusive, se ele pouco apareceu (apesar de desempenhar muito bem o seu papel) até o momento, nessa música o baixista “solta os cachorros”. Trabalhos soberbos de guitarras, órgão muito bem direcionado, as duas baterias em perfeita sincronia e o melhor desempenho vocal de Gregg no disco, resumindo, uma música que se tornaria um dos hinos da banda e com todo merecimento. Em suas versões ao vivo e graças a grande capacidade de improviso da banda, “Whiping Post”, passou a ter versões épicas com mais de vinte minutos de duração como a apresentada, por exemplo, no clássico At Filmore East de 1971.

Uma obra-prima do começo ao fim, não tem maneira melhor de definir o que foi a estreia dos irmãos Allman e companhia, uma das melhores da história da música. Uma pena ter sido um pouco ignorado na época do seu lançamento. A banda se tornaria com o passar dos anos um terreno fértil para excelentes músicos e uma fonte contínua de ótimas músicas e discos, mas nada conseguiria superar o que foi feito aqui. 

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