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Resenha: Kiss - Crazy Nights (1987)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Quase um álbum solo de Paul Stanley
3.5
18/10/2018

Enquanto Paul Stanley tentava levar a sua prioridade maior – o Kiss – adiante, Gene Simmons estava com a cabeça em outro lugar. Preocupado em agenciar novas bandas e se destacar no cinema, os álbuns anteriores já tinham mostrado uma certa falta de dedicação sua ao grupo. “Crazy Nights” representa o auge do conflito entre os líderes e dividiu os fãs pela mudança de direcionamento.

“Crazy Nights” mostra o Kiss mergulhando em um novo território, agora combinando a sonoridade glam dos anos 80 com o uso de teclados, assim como faziam os grupos de hard rock da segunda metade dos anos 80 e início dos anos 90. Bandas como Van Halen, Whitesnake e Bon Jovi surfaram com êxito nestas ondas. Já o Kiss, com “Crazy Nights”, nem tanto. Eu gosto de compará-lo com “Unmasked”, pois ambos representam um fator positivo, que é a intenção de mudar, seja por desgaste ou ousadia. Porém, como um todo, ambos não soam como álbuns espetaculares. Gosto de várias faixas, mas muitas delas soam repetitivas, com os refrãos em loops eternos e alguns temas de pouco impacto, principalmente nas contribuições de Gene.

Sobre as faixas, as de Paul que mais gosto são: o hit “Crazy Crazy Nights”, apesar do refrão extremamente repetitivo; “I'll Fight Hell To Hold You”, pela grande performance de Paul nos vocais; “Bang Bang You”, pois não poderia faltar um hit glam; “My Way” e a balada “Reason to Live”. “When Your Walls Come Down” também é bem bacana, mas soaria melhor na voz rasgada de Gene, que aliás está em falta neste álbum, já que Gene aposta em um timbre mais polido aqui. Desculpem os fãs, mas parece em alguns momentos soar preguiçoso.
Falando agora sobre as composições de Gene Simmons, são apenas quatro. As minhas favoritas são “Good Girl Gone Bad” e “Thief In The Night”. “No, No, No” não me desce e “Hell Or High Water” é extremamente repetitiva.

O que é importante ressaltar aqui, é que Eric Carr e Bruce Kulick fizeram novamente ótimas participações, além da dedicação de Paul Stanley em manter o legado do grupo. Entregou ótimas composições e continua cantando como um fenômeno. Paul deu um puxão de orelha em Gene, que voltou mais dedicado para as gravações de “Hot In The Shade”.

Quase um álbum solo de Paul Stanley
3.5
18/10/2018

Enquanto Paul Stanley tentava levar a sua prioridade maior – o Kiss – adiante, Gene Simmons estava com a cabeça em outro lugar. Preocupado em agenciar novas bandas e se destacar no cinema, os álbuns anteriores já tinham mostrado uma certa falta de dedicação sua ao grupo. “Crazy Nights” representa o auge do conflito entre os líderes e dividiu os fãs pela mudança de direcionamento.

“Crazy Nights” mostra o Kiss mergulhando em um novo território, agora combinando a sonoridade glam dos anos 80 com o uso de teclados, assim como faziam os grupos de hard rock da segunda metade dos anos 80 e início dos anos 90. Bandas como Van Halen, Whitesnake e Bon Jovi surfaram com êxito nestas ondas. Já o Kiss, com “Crazy Nights”, nem tanto. Eu gosto de compará-lo com “Unmasked”, pois ambos representam um fator positivo, que é a intenção de mudar, seja por desgaste ou ousadia. Porém, como um todo, ambos não soam como álbuns espetaculares. Gosto de várias faixas, mas muitas delas soam repetitivas, com os refrãos em loops eternos e alguns temas de pouco impacto, principalmente nas contribuições de Gene.

Sobre as faixas, as de Paul que mais gosto são: o hit “Crazy Crazy Nights”, apesar do refrão extremamente repetitivo; “I'll Fight Hell To Hold You”, pela grande performance de Paul nos vocais; “Bang Bang You”, pois não poderia faltar um hit glam; “My Way” e a balada “Reason to Live”. “When Your Walls Come Down” também é bem bacana, mas soaria melhor na voz rasgada de Gene, que aliás está em falta neste álbum, já que Gene aposta em um timbre mais polido aqui. Desculpem os fãs, mas parece em alguns momentos soar preguiçoso.
Falando agora sobre as composições de Gene Simmons, são apenas quatro. As minhas favoritas são “Good Girl Gone Bad” e “Thief In The Night”. “No, No, No” não me desce e “Hell Or High Water” é extremamente repetitiva.

O que é importante ressaltar aqui, é que Eric Carr e Bruce Kulick fizeram novamente ótimas participações, além da dedicação de Paul Stanley em manter o legado do grupo. Entregou ótimas composições e continua cantando como um fenômeno. Paul deu um puxão de orelha em Gene, que voltou mais dedicado para as gravações de “Hot In The Shade”.

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