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Resenha: Big Big Train - Merchants of Light (2018)

Por: Tiago Meneses

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Capturando uma das melhores bandas do rock progressivo moderno em seu melhor.
4.5
05/10/2018

Se você assim como eu segue a cena mais moderna do rock progressivo, o nome Big Big Train certamente não lhe causa nenhum tipo de estranheza. Apesar de ativa desde os anos 90, a banda viu a sua reputação alavancar mesmo foi na última década através dos discos The Underfall Yard, English Electric Part 1 e Part 2 e Folklore, tornando-se uma das mais populares entre os amantes de rock progressivo. Infelizmente quando se trata de show, eles não costumam se apresentar com muita frequência. Então os três shows que eles deram ano passado no Cadogan Hall, em Londres, ficaram esgotados em um piscar de olhos e não deu ingresso pra quem queria. E foram exatamente dessas apresentações que saiu esse registro.

O disco é duplo como era de se imaginar, mas devo admitir que o primeiro é menos convincente e bastante abaixo se comparado ao segundo, leiam de novo, eu disse APENAS SE COMPARADO AO SEGUNDO, de forma alguma ele deixa de ter os seus méritos. Somando os dois discos são 16 faixas que são retiradas de 5 álbuns da banda, Grimspound, Folklore, The Underfall Yard e English Electric I & II, porém, como um ponto negativo, mais da metade do disco foca em apenas faixas de Folklore e Grimspound, deixando assim, ao menos pra mim, de explorar melhor a sua carreira nos seus últimos discos e limando faixas que eu particularmente considero essenciais. 

Mas apesar dessas coisas, no meio do show a banda também sabe agradar ao extremo e brinda o ouvinte com uma sequência absurdamente matadora através de “Judas Unrepentant”, “The Transit of Venus across the Sun”, “East Coast Racer”, “Telling the Bees”  e “Victorian Brickwork”, isso é no mínimo pra se embasbacar. A banda pode ter e têm ecos do início dos anos 70, reminiscências em bandas como Yes, Jethro Tull e principalmente Genesis, dando para a banda claramente uma construção com base no rock progressivo clássico, mas eles apresentam uma ampla gama de composições sensíveis, inteligentes, apaixonadas e habilmente organizadas. E sinceramente, eu não consigo pensar em ninguém que trabalhe no mesmo gênero hoje de maneira tão perfeita igual a eles. 

Apesar de preferir muito mais o segundo disco como dito mais acima, não tem como deixar de mencionar na primeira parte do show o maravilhoso épico “Brave Captain” com seus doze minutos de duração e “A Mead Hall in Winter” que fecha o primeiro disco de forma apoteótica, sendo essa música do disco Grimspound uma das minhas preferidas entre todas as existentes no catálogo da banda. Desde o momento que o show começa a banda tende a ficar melhor e melhor a cada instante, daí eu creio o motivo do segundo disco soar mais forte e intenso. “Swan Hunter” que abre o disco dois é um dos destaques do álbum sem a menor dúvida, todos os 10 músicos em cima do palco soam de forma espetacular. 

Enfim, não vejo a necessidade de falar de todas as músicas, trata-se de um disco ao vivo onde os furos estão naquelas visões de fã como a questão do setlist, mas em termos de performances e produção, por exemplo, está simplesmente excelente, deixando o álbum basicamente perfeito. Merchants of Light não deve ser visto apenas como um disco ao vivo, mas uma verdadeira experiência, capturando uma das melhores bandas do rock progressivo moderno em seu melhor. Se você já conhece a banda, esse disco foi feito pra você. Tirando o que considerei uma má distribuição de faixas de cada álbum para torna-lo uma viagem mais diversificada, nada a reclamar, apenas sentar, curtir e viajar. 

Capturando uma das melhores bandas do rock progressivo moderno em seu melhor.
4.5
05/10/2018

Se você assim como eu segue a cena mais moderna do rock progressivo, o nome Big Big Train certamente não lhe causa nenhum tipo de estranheza. Apesar de ativa desde os anos 90, a banda viu a sua reputação alavancar mesmo foi na última década através dos discos The Underfall Yard, English Electric Part 1 e Part 2 e Folklore, tornando-se uma das mais populares entre os amantes de rock progressivo. Infelizmente quando se trata de show, eles não costumam se apresentar com muita frequência. Então os três shows que eles deram ano passado no Cadogan Hall, em Londres, ficaram esgotados em um piscar de olhos e não deu ingresso pra quem queria. E foram exatamente dessas apresentações que saiu esse registro.

O disco é duplo como era de se imaginar, mas devo admitir que o primeiro é menos convincente e bastante abaixo se comparado ao segundo, leiam de novo, eu disse APENAS SE COMPARADO AO SEGUNDO, de forma alguma ele deixa de ter os seus méritos. Somando os dois discos são 16 faixas que são retiradas de 5 álbuns da banda, Grimspound, Folklore, The Underfall Yard e English Electric I & II, porém, como um ponto negativo, mais da metade do disco foca em apenas faixas de Folklore e Grimspound, deixando assim, ao menos pra mim, de explorar melhor a sua carreira nos seus últimos discos e limando faixas que eu particularmente considero essenciais. 

Mas apesar dessas coisas, no meio do show a banda também sabe agradar ao extremo e brinda o ouvinte com uma sequência absurdamente matadora através de “Judas Unrepentant”, “The Transit of Venus across the Sun”, “East Coast Racer”, “Telling the Bees”  e “Victorian Brickwork”, isso é no mínimo pra se embasbacar. A banda pode ter e têm ecos do início dos anos 70, reminiscências em bandas como Yes, Jethro Tull e principalmente Genesis, dando para a banda claramente uma construção com base no rock progressivo clássico, mas eles apresentam uma ampla gama de composições sensíveis, inteligentes, apaixonadas e habilmente organizadas. E sinceramente, eu não consigo pensar em ninguém que trabalhe no mesmo gênero hoje de maneira tão perfeita igual a eles. 

Apesar de preferir muito mais o segundo disco como dito mais acima, não tem como deixar de mencionar na primeira parte do show o maravilhoso épico “Brave Captain” com seus doze minutos de duração e “A Mead Hall in Winter” que fecha o primeiro disco de forma apoteótica, sendo essa música do disco Grimspound uma das minhas preferidas entre todas as existentes no catálogo da banda. Desde o momento que o show começa a banda tende a ficar melhor e melhor a cada instante, daí eu creio o motivo do segundo disco soar mais forte e intenso. “Swan Hunter” que abre o disco dois é um dos destaques do álbum sem a menor dúvida, todos os 10 músicos em cima do palco soam de forma espetacular. 

Enfim, não vejo a necessidade de falar de todas as músicas, trata-se de um disco ao vivo onde os furos estão naquelas visões de fã como a questão do setlist, mas em termos de performances e produção, por exemplo, está simplesmente excelente, deixando o álbum basicamente perfeito. Merchants of Light não deve ser visto apenas como um disco ao vivo, mas uma verdadeira experiência, capturando uma das melhores bandas do rock progressivo moderno em seu melhor. Se você já conhece a banda, esse disco foi feito pra você. Tirando o que considerei uma má distribuição de faixas de cada álbum para torna-lo uma viagem mais diversificada, nada a reclamar, apenas sentar, curtir e viajar. 

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