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Resenha: Bryan Adams - You Want It, You Got It (1981)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Escolhendo o caminho certo
3.5
30/05/2018

Em seu primeiro álbum autointitulado lançado no ano anterior a este, Bryan Adams estava apresentando um cartão de visitas que mostrava a sua capacidade de adentrar ao mundo musical em diversos estilos. Esperto, claro, pois o que vingasse seria lucro. Mas, devido a essa variedade e ainda uma certa imaturidade, o trabalho soa um pouco desconexo, migrando do rock para o pop e até para o disco abruptamente e com pouco sentido. Felizmente, para “You Want It You Got It”, Bryan decidiu pegar a estrada do rock, em um caminho certeiro e que viria a lhe trazer muitos frutos no futuro.

Complementando o parágrafo anterior ainda sobre trilhar o caminho do rock, vamos com calma. É necessário identificar aqui, que trata-se de uma transição lenta, porém notável. “Lonely Nights” é um bom exemplo, pois é um rock catchy bem suave, mas com ótimos solos de guitarra e belas linhas vocais de Bryan, que já começava a explorar mais os seus recursos como cantor. A pop rock meio funkeada “One good Reason” vai muito bem, assim como “Don't Look Now”, que possui os ingredientes que, com a mistura certa, viriam a transformar o álbum “Reckless “ em um clássico pouco mais adiante. O mesmo se aplica para a excelente “Fits Ya Good”, que nos faz lembrar um pouco da estrutura de “Run To You”.
“Coming Home” é uma balada que ainda mostra certa imaturidade em um estilo que faria Bryan se tornar mestre no futuro. O mesmo acontece com a cansativa “Jealousy”, que provavelmente foi composta em conjunto ou logo após as gravações do primeiro álbum. 
“Tonight” possui levada rock interessante, mas a gente fica esperando ela crescer e isso não acontece. Já a faixa-título acelera as coisas também sem muito destaque, porém segue mantendo o rock em evidência.
Encerrando os trabalhos, “Last Chance” sobe o nível em uma ótima faixa de rock mais cadenciada, com Bryan se destacando novamente nos vocais. Por fim, a balada “No One Makes It Right” é um acerto, pois possui ótima melodia e encerra o álbum naquele estilão anos 80, com uma belíssima balada.

Bryan Adams mostrou, quando lançou “You Want It You Got It”, que tinha sim a chance de conseguir um destaque maior como artista. Escolher o estilo musical correto também ajudou, pois algumas faixas chamaram a atenção, o que lhe permitiu aprimorar-se ainda mais. O resultado? Álbuns e mais álbuns recheados de hits adiante. Prepare-se.

Escolhendo o caminho certo
3.5
30/05/2018

Em seu primeiro álbum autointitulado lançado no ano anterior a este, Bryan Adams estava apresentando um cartão de visitas que mostrava a sua capacidade de adentrar ao mundo musical em diversos estilos. Esperto, claro, pois o que vingasse seria lucro. Mas, devido a essa variedade e ainda uma certa imaturidade, o trabalho soa um pouco desconexo, migrando do rock para o pop e até para o disco abruptamente e com pouco sentido. Felizmente, para “You Want It You Got It”, Bryan decidiu pegar a estrada do rock, em um caminho certeiro e que viria a lhe trazer muitos frutos no futuro.

Complementando o parágrafo anterior ainda sobre trilhar o caminho do rock, vamos com calma. É necessário identificar aqui, que trata-se de uma transição lenta, porém notável. “Lonely Nights” é um bom exemplo, pois é um rock catchy bem suave, mas com ótimos solos de guitarra e belas linhas vocais de Bryan, que já começava a explorar mais os seus recursos como cantor. A pop rock meio funkeada “One good Reason” vai muito bem, assim como “Don't Look Now”, que possui os ingredientes que, com a mistura certa, viriam a transformar o álbum “Reckless “ em um clássico pouco mais adiante. O mesmo se aplica para a excelente “Fits Ya Good”, que nos faz lembrar um pouco da estrutura de “Run To You”.
“Coming Home” é uma balada que ainda mostra certa imaturidade em um estilo que faria Bryan se tornar mestre no futuro. O mesmo acontece com a cansativa “Jealousy”, que provavelmente foi composta em conjunto ou logo após as gravações do primeiro álbum. 
“Tonight” possui levada rock interessante, mas a gente fica esperando ela crescer e isso não acontece. Já a faixa-título acelera as coisas também sem muito destaque, porém segue mantendo o rock em evidência.
Encerrando os trabalhos, “Last Chance” sobe o nível em uma ótima faixa de rock mais cadenciada, com Bryan se destacando novamente nos vocais. Por fim, a balada “No One Makes It Right” é um acerto, pois possui ótima melodia e encerra o álbum naquele estilão anos 80, com uma belíssima balada.

Bryan Adams mostrou, quando lançou “You Want It You Got It”, que tinha sim a chance de conseguir um destaque maior como artista. Escolher o estilo musical correto também ajudou, pois algumas faixas chamaram a atenção, o que lhe permitiu aprimorar-se ainda mais. O resultado? Álbuns e mais álbuns recheados de hits adiante. Prepare-se.

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