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Resenha: Premiata Forneria Marconi - Storia Di Un Minuto (1972)

Por: Tiago Meneses

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Incrível estreia através de uma obra-prima pastoral e sinfônica
5
30/05/2018

Não é nenhum exagero dizer que rock progressivo italiano e Premiata Forneria Marconi são basicamente sinônimos. Não é por menos que é a banda mais frequentemente usada como referência quando outras bandas italianas são avaliadas, tanto que não é difícil de ler frases como, “a banda soa como PFM” ou “com influências em PFM”, em infinitas resenhas de outros grupos de rock progressivo da terra da bota. 

Logo no seu disco de estreia a banda apresentou de maneira evidente sua musicalidade e composição consumada. A música em Storia Di Un Minuto é bastante melodiosa, com uma quantidade enorme de violão, piano, sintetizador, mellotron e órgão, mas claro, não esquecendo também dos igualmente brilhantes baixo, bateria, flauta e violino. A maneira com que a banda combina todos esses instrumentos é sensacional, fornecendo uma textura incrível. 

O disco abre com uma música de pouco mais de um minuto e de nome bastante apropriado para a ocasião, “Introduzione”, um começo quase todo sereno e suave, mas de final mais enérgico. “Impressioni Di Settembre” é um clássico do rock progressivo não apenas italiano, a maneira como se desenvolve  já mostra algo que viria a ser uma das grandes características da banda, um início mais lento e de atmosfera pacífica, seguido por linhas mais grandiosas. O ouvinte embarca em uma verdadeira viagem astral idealizada por uma combinação exemplar de voz, violão e teclado. Um início bastante sinfônico, progressivo e pastoral, onde além dos instrumentos citados, destaco também as contínuas gotas de flauta e o trabalho pesado dentro da medida certa de bateria. 

“E’ Festa (Celebration)” faz jus ao nome que carrega e mostra a faceta mais rock and roll da Premiata Forneria Marconi, onde os membros fazem realmente uma festa através de um banquete instrumentalmente maravilhoso e rico. Uma curiosidade é que quase sempre é a música  escolhida para finalizar os shows da banda. 

“Dove… Quando… (Parte I)” possui uma introdução maravilhosa, onde certamente eu vi poucas vezes beleza e simplicidade casarem tão bem. Uma balada extremamente deliciosa de ouvir e dominada por violões e flauta. Obras como essa justificam bem o porquê de eu achar o idioma italiano na música muito emotivo e charmoso. 

“Dove… Quando… (Parte II)” como o nome sugere, é a continuação da música anterior, tanto que possui alguns acordes e tema semelhante, porém, por ser mais longa, consegue transportar o ouvinte por mais caminhos diferentes em passagem jazzística, clássica, além de pinceladas de rock e folk. Ao contrário da sua primeira parte, é toda instrumental. 

“La Carrozza Di Hans” é mais uma música do disco que se tornaria um clássico e talvez seja o seu momento mais progressivo. Novamente tudo funciona na mais perfeita ordem e no mais alto nível, mas o destaque é o violão sublime que se concentra em todo o seu núcleo. Contem também momentos meio hard rock e fusion, uma verdadeira salada musical muito bem orientada por traços que lhe dão um contorno épico. 

“Grazie Davvero” é a faixa que finaliza o disco. Começa com um violão e vocal melancólico, mas depois segue uma linha diferente do que a banda costuma fazer, se transformando em algo um pouco bizarro, experimental e caótico. Sem dúvida o momento menos acessível do disco, digamos assim, porém, sem perder em qualidade. Destaco seu toque orquestral através de intenso uso de metais. 

Storia Di Un Minuto é um disco maravilhoso, tendo moldado não apenas o estilo único da banda, mas também ajudado a moldar tudo o que viria a ser chamado de rock progressivo italiano. Uma verdadeira obra-prima. 

Incrível estreia através de uma obra-prima pastoral e sinfônica
5
30/05/2018

Não é nenhum exagero dizer que rock progressivo italiano e Premiata Forneria Marconi são basicamente sinônimos. Não é por menos que é a banda mais frequentemente usada como referência quando outras bandas italianas são avaliadas, tanto que não é difícil de ler frases como, “a banda soa como PFM” ou “com influências em PFM”, em infinitas resenhas de outros grupos de rock progressivo da terra da bota. 

Logo no seu disco de estreia a banda apresentou de maneira evidente sua musicalidade e composição consumada. A música em Storia Di Un Minuto é bastante melodiosa, com uma quantidade enorme de violão, piano, sintetizador, mellotron e órgão, mas claro, não esquecendo também dos igualmente brilhantes baixo, bateria, flauta e violino. A maneira com que a banda combina todos esses instrumentos é sensacional, fornecendo uma textura incrível. 

O disco abre com uma música de pouco mais de um minuto e de nome bastante apropriado para a ocasião, “Introduzione”, um começo quase todo sereno e suave, mas de final mais enérgico. “Impressioni Di Settembre” é um clássico do rock progressivo não apenas italiano, a maneira como se desenvolve  já mostra algo que viria a ser uma das grandes características da banda, um início mais lento e de atmosfera pacífica, seguido por linhas mais grandiosas. O ouvinte embarca em uma verdadeira viagem astral idealizada por uma combinação exemplar de voz, violão e teclado. Um início bastante sinfônico, progressivo e pastoral, onde além dos instrumentos citados, destaco também as contínuas gotas de flauta e o trabalho pesado dentro da medida certa de bateria. 

“E’ Festa (Celebration)” faz jus ao nome que carrega e mostra a faceta mais rock and roll da Premiata Forneria Marconi, onde os membros fazem realmente uma festa através de um banquete instrumentalmente maravilhoso e rico. Uma curiosidade é que quase sempre é a música  escolhida para finalizar os shows da banda. 

“Dove… Quando… (Parte I)” possui uma introdução maravilhosa, onde certamente eu vi poucas vezes beleza e simplicidade casarem tão bem. Uma balada extremamente deliciosa de ouvir e dominada por violões e flauta. Obras como essa justificam bem o porquê de eu achar o idioma italiano na música muito emotivo e charmoso. 

“Dove… Quando… (Parte II)” como o nome sugere, é a continuação da música anterior, tanto que possui alguns acordes e tema semelhante, porém, por ser mais longa, consegue transportar o ouvinte por mais caminhos diferentes em passagem jazzística, clássica, além de pinceladas de rock e folk. Ao contrário da sua primeira parte, é toda instrumental. 

“La Carrozza Di Hans” é mais uma música do disco que se tornaria um clássico e talvez seja o seu momento mais progressivo. Novamente tudo funciona na mais perfeita ordem e no mais alto nível, mas o destaque é o violão sublime que se concentra em todo o seu núcleo. Contem também momentos meio hard rock e fusion, uma verdadeira salada musical muito bem orientada por traços que lhe dão um contorno épico. 

“Grazie Davvero” é a faixa que finaliza o disco. Começa com um violão e vocal melancólico, mas depois segue uma linha diferente do que a banda costuma fazer, se transformando em algo um pouco bizarro, experimental e caótico. Sem dúvida o momento menos acessível do disco, digamos assim, porém, sem perder em qualidade. Destaco seu toque orquestral através de intenso uso de metais. 

Storia Di Un Minuto é um disco maravilhoso, tendo moldado não apenas o estilo único da banda, mas também ajudado a moldar tudo o que viria a ser chamado de rock progressivo italiano. Uma verdadeira obra-prima. 

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