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    Tardigrade (2008)

    4.5 Por: Tiago Meneses

Resenha: Simon Says - Tardigrade (2008)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 105

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Album Cover
Um álbum complexo, melódico e quase sempre enérgico
4.5
30/05/2018

Em uma mistura de influências passado/presente, através desse disco a banda mostrou o quanto ainda pode se esperar de rock progressivo sinfônico de qualidade no futuro. Um disco complexo e cheio de variações, os vocais são teatrais, acentuados e ligeiramente nasais, guitarras às vezes opressivas e às vezes inexistentes, teclados podem ser dominantes ou somente piano. As composições são todas consistentemente fortes onde em momento algum elas deixam com que o disco soe monótono. Um álbum complexo, melódico e quase sempre enérgico.

“Suddenly The Rain” é a música que abre o disco. Começa de forma relativamente rápida com excelentes trabalhos de teclados sendo usados em múltiplas camadas e combinando com a guitarra. Há então uma desaceleração para que haja a entrada dos vocais, inclusive, devo deixar registrado que Daniel Fäldt  tem uma excelente voz, soa natural e em momento algum ele força pra que seja parecida com a de Peter Gabriel (problema existente em muitas bandas de sua geração). A música vai se movimentando muito bem através de mudanças de estilo. “Suddenly The Rain” carrega consigo uma aura que faz o ouvinte lembrar Genesis era Peter Gabriel. Todos os músicos tocam de maneira equilibrada e mostram grandes habilidades nos seus instrumentos. Em determinado momento uma mudança para um estilo de marcha ganha a faixa, trazendo em mente agora um pouco de Emerson, Lake & Palmer, mas depois volta ao ritmo apresentado lá no início.

“Tardigrade” possui um tamanho de música padrão, mas mostra muita coisa nesse "pequeno" espaço de tempo. Batidas enérgicas e ritmo mais ou menos rápido, uma excelente combinação entre Genesis era Gabriel e Emerson, Lake & Palmer. Novamente todos os músicos contribuem de maneira brilhante. A bateria é bastante dinâmica, teclados criativos, forte linhas de baixo e um trabalho de guitarra acima da média que inclui um solo muito bom e influenciado pela escola progressiva 70’s. 

“The Chosen One” segue mantendo o disco em alto nível. Começa com violão excelente acompanhado por teclados de fundo e um vocal sereno, fazendo com que lembre algum álbum de Steve Hackett, mas quando todos os instrumentos entram de maneira completa, novamente é o Genesis que vem em mente. 

 “Moon Mountain” é uma curta e brilhante faixa instrumental. Uma combinação perfeita entre violão clássico e guitarra elétrica. Não há muito o que se dizer mais em relação a qualidade desse som. 

“As The River Runs” começa com um som ambiente que tem um solo de teclado e em seguida uma combinação de órgão. O solo é bem legal e lembra a banda Flower Kings, principalmente no momento que a bateria entra em ritmo de marcha combinando com o som do mellotron ao fundo. A batida então permanece a mesma, mas menos intensa quando o vocal entra. Pouco depois dos quatro minutos, um solo bastante inventivo de piano acrescenta bastante classe a música, então um excelente trabalho de teclado e um arranjo complexo combinando guitarra e bateria intensifica a instrumentação, mas em seguida tudo volta a um momento de piano e voz.  Embora a parte posterior da música possua novamente um estilo do Genesis, o trabalho de teclado e sintetizador em multicamadas combinados ao solo de guitarra também faz lembrar bastante de Emerson, Lake & Palmer. 

“Your Future” é apenas uma minúscula música à capela com voz computadorizada que é seguida por uma excelente instrumental, “Strawberry Jam”, que já no seu começo apresenta uma bateria deslumbrante e linhas sólidas de baixo. O ritmo permanece sempre acelerado com bons trabalhos de guitarra e teclado, porém, o baixo inventivo é a maior atração aqui. 

“Circles End” tem o início extremamente bonito primeiramente com violão e voz, seguido por outra camada de violão e linhas de flauta feitas no teclado, o mellotron quando preenche o seu espaço cria uma grande nuance musical. Já que estou citando sempre o Genesis nessa resenha, digamos que “Circles End” seria algo como “Entangled”, principalmente a forma como acontece o trabalho de violão e teclado por volta de três minutos e vinte segundos. Uma música belíssima. 

"Brother Where You Bound” é um épico de mais de vinte e seis minutos e que consegue ir muito bem desde o seu primeiro ao último segundo, não deixando o ouvinte em momento algum com a sensação de estar ouvindo apenas preenchimentos desnecessários, como pode acontecer em músicas desse tamanho. Já começa tanto com as instrumentações quanto os vocais sendo executados de forma enérgica. Os teclados são o maior destaque da música, onde às vezes lembram Tony Banks e em outros momentos Keith Emerson, mas sempre sem deixar de demonstrar também um estilo próprio. Em um dos temas musicais a banda também mostra influência em Yes, algo na linha de "Yours is No Disgrace". No geral eles apresentam vários momentos memoráveis e um charme na maneira de se desenvolver um épico que é extremamente cativante. “Beautiful New Day” com apenas quarenta segundos encerra o disco com um violão e voz, sinceramente, achei meio desnecessário esse fim. 

Tardigrade é um excelente disco de rock progressivo sinfônico, além de ser bastante honesto e diversificado. Muito agradável em todos os aspectos e consegue soar de maneira moderna sem a necessidade de se distanciar do tradicional. 

Um álbum complexo, melódico e quase sempre enérgico
4.5
30/05/2018

Em uma mistura de influências passado/presente, através desse disco a banda mostrou o quanto ainda pode se esperar de rock progressivo sinfônico de qualidade no futuro. Um disco complexo e cheio de variações, os vocais são teatrais, acentuados e ligeiramente nasais, guitarras às vezes opressivas e às vezes inexistentes, teclados podem ser dominantes ou somente piano. As composições são todas consistentemente fortes onde em momento algum elas deixam com que o disco soe monótono. Um álbum complexo, melódico e quase sempre enérgico.

“Suddenly The Rain” é a música que abre o disco. Começa de forma relativamente rápida com excelentes trabalhos de teclados sendo usados em múltiplas camadas e combinando com a guitarra. Há então uma desaceleração para que haja a entrada dos vocais, inclusive, devo deixar registrado que Daniel Fäldt  tem uma excelente voz, soa natural e em momento algum ele força pra que seja parecida com a de Peter Gabriel (problema existente em muitas bandas de sua geração). A música vai se movimentando muito bem através de mudanças de estilo. “Suddenly The Rain” carrega consigo uma aura que faz o ouvinte lembrar Genesis era Peter Gabriel. Todos os músicos tocam de maneira equilibrada e mostram grandes habilidades nos seus instrumentos. Em determinado momento uma mudança para um estilo de marcha ganha a faixa, trazendo em mente agora um pouco de Emerson, Lake & Palmer, mas depois volta ao ritmo apresentado lá no início.

“Tardigrade” possui um tamanho de música padrão, mas mostra muita coisa nesse "pequeno" espaço de tempo. Batidas enérgicas e ritmo mais ou menos rápido, uma excelente combinação entre Genesis era Gabriel e Emerson, Lake & Palmer. Novamente todos os músicos contribuem de maneira brilhante. A bateria é bastante dinâmica, teclados criativos, forte linhas de baixo e um trabalho de guitarra acima da média que inclui um solo muito bom e influenciado pela escola progressiva 70’s. 

“The Chosen One” segue mantendo o disco em alto nível. Começa com violão excelente acompanhado por teclados de fundo e um vocal sereno, fazendo com que lembre algum álbum de Steve Hackett, mas quando todos os instrumentos entram de maneira completa, novamente é o Genesis que vem em mente. 

 “Moon Mountain” é uma curta e brilhante faixa instrumental. Uma combinação perfeita entre violão clássico e guitarra elétrica. Não há muito o que se dizer mais em relação a qualidade desse som. 

“As The River Runs” começa com um som ambiente que tem um solo de teclado e em seguida uma combinação de órgão. O solo é bem legal e lembra a banda Flower Kings, principalmente no momento que a bateria entra em ritmo de marcha combinando com o som do mellotron ao fundo. A batida então permanece a mesma, mas menos intensa quando o vocal entra. Pouco depois dos quatro minutos, um solo bastante inventivo de piano acrescenta bastante classe a música, então um excelente trabalho de teclado e um arranjo complexo combinando guitarra e bateria intensifica a instrumentação, mas em seguida tudo volta a um momento de piano e voz.  Embora a parte posterior da música possua novamente um estilo do Genesis, o trabalho de teclado e sintetizador em multicamadas combinados ao solo de guitarra também faz lembrar bastante de Emerson, Lake & Palmer. 

“Your Future” é apenas uma minúscula música à capela com voz computadorizada que é seguida por uma excelente instrumental, “Strawberry Jam”, que já no seu começo apresenta uma bateria deslumbrante e linhas sólidas de baixo. O ritmo permanece sempre acelerado com bons trabalhos de guitarra e teclado, porém, o baixo inventivo é a maior atração aqui. 

“Circles End” tem o início extremamente bonito primeiramente com violão e voz, seguido por outra camada de violão e linhas de flauta feitas no teclado, o mellotron quando preenche o seu espaço cria uma grande nuance musical. Já que estou citando sempre o Genesis nessa resenha, digamos que “Circles End” seria algo como “Entangled”, principalmente a forma como acontece o trabalho de violão e teclado por volta de três minutos e vinte segundos. Uma música belíssima. 

"Brother Where You Bound” é um épico de mais de vinte e seis minutos e que consegue ir muito bem desde o seu primeiro ao último segundo, não deixando o ouvinte em momento algum com a sensação de estar ouvindo apenas preenchimentos desnecessários, como pode acontecer em músicas desse tamanho. Já começa tanto com as instrumentações quanto os vocais sendo executados de forma enérgica. Os teclados são o maior destaque da música, onde às vezes lembram Tony Banks e em outros momentos Keith Emerson, mas sempre sem deixar de demonstrar também um estilo próprio. Em um dos temas musicais a banda também mostra influência em Yes, algo na linha de "Yours is No Disgrace". No geral eles apresentam vários momentos memoráveis e um charme na maneira de se desenvolver um épico que é extremamente cativante. “Beautiful New Day” com apenas quarenta segundos encerra o disco com um violão e voz, sinceramente, achei meio desnecessário esse fim. 

Tardigrade é um excelente disco de rock progressivo sinfônico, além de ser bastante honesto e diversificado. Muito agradável em todos os aspectos e consegue soar de maneira moderna sem a necessidade de se distanciar do tradicional. 

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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