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Resenha: Black Sabbath - Technical Ecstasy (1976)

Por: Marcel Z. Dio

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Album Cover
Quebrando a sequência clássica...
4
29/05/2018

A frase "Você só pode confiar em si mesmo e nos seis primeiros discos do Black Sabbath" já diz tudo sobre os rumos tomados após o sinistro Sabotage.

Ruim ? pelo contrário, esse discaço foi mal digerido na época, a começar pela capa com dois robôs em um escada rolante, criada pelos estúdios Hipnosys e odiada pela maioria dos fãs.

Technical Ecstase foge um pouco das raízes sonoras mais trevosas, no entanto a essência sabathica ainda existia.
E as comparações sobre o Queen são pura besteira, apesar da admiração de Tony Iommi em torno do grupo e do guitarrista Brian May.

Nas bases rápidas de Back Street Kid a mudança sonora se faz presente.
A introdução doom de "You Won't Change Me" é um dos momentos mais legais, pena que o rumo muda com chegada dos esquisitos acordes de órgão.

Its Alright é Beatles puro !! tirando obviamente o solo de Iommi. 
A balada cantada por Bill Ward é um diferencial no disco, os fanáticos xiitas devem odiá-la, em contrapartida quem gosta de boa música amou.
Os hardões de Gipsy Woman e Rock N Roll Doctor e All Moving Parts são perfeitos pra mim, essa ultima com muito groove.

Arranjos de violino abrem "She's Gone", a segunda balada do álbum, como não amar esse belo e angustiante som ? tudo bem que a letra melosa sobre amor não seja a praia do Black Sabbath, mas não levemos tudo a ferro e fogo.

Minha preferida marca o final de Technical Ecstasy, em "Dirty Woman" as linhas de baixo de Gezzer são brilhantes, engordando a canção, ganhando evidencia no live de London Hammersmith Odeon (1978)
Nota-se no vídeo o baixista usando um rickenbacker vermelho, emprestado as presas pelo amigo Glenn Hugles, já que o seu teria sido furtado, por isso que até hoje muitos pensam que Gezzer era adepto do instrumento.
O ponto negativo é a estridência das guitarras em Dirty Woman, principalmente no solo final, quem ouve o som no talo percebe isso, chega a doer os ouvidos.

Mesmo ficando aquém dos seis primeiros e irretocáveis trabalhos, Techcnical Ecstasy merece reconhecimento.

Quebrando a sequência clássica...
4
29/05/2018

A frase "Você só pode confiar em si mesmo e nos seis primeiros discos do Black Sabbath" já diz tudo sobre os rumos tomados após o sinistro Sabotage.

Ruim ? pelo contrário, esse discaço foi mal digerido na época, a começar pela capa com dois robôs em um escada rolante, criada pelos estúdios Hipnosys e odiada pela maioria dos fãs.

Technical Ecstase foge um pouco das raízes sonoras mais trevosas, no entanto a essência sabathica ainda existia.
E as comparações sobre o Queen são pura besteira, apesar da admiração de Tony Iommi em torno do grupo e do guitarrista Brian May.

Nas bases rápidas de Back Street Kid a mudança sonora se faz presente.
A introdução doom de "You Won't Change Me" é um dos momentos mais legais, pena que o rumo muda com chegada dos esquisitos acordes de órgão.

Its Alright é Beatles puro !! tirando obviamente o solo de Iommi. 
A balada cantada por Bill Ward é um diferencial no disco, os fanáticos xiitas devem odiá-la, em contrapartida quem gosta de boa música amou.
Os hardões de Gipsy Woman e Rock N Roll Doctor e All Moving Parts são perfeitos pra mim, essa ultima com muito groove.

Arranjos de violino abrem "She's Gone", a segunda balada do álbum, como não amar esse belo e angustiante som ? tudo bem que a letra melosa sobre amor não seja a praia do Black Sabbath, mas não levemos tudo a ferro e fogo.

Minha preferida marca o final de Technical Ecstasy, em "Dirty Woman" as linhas de baixo de Gezzer são brilhantes, engordando a canção, ganhando evidencia no live de London Hammersmith Odeon (1978)
Nota-se no vídeo o baixista usando um rickenbacker vermelho, emprestado as presas pelo amigo Glenn Hugles, já que o seu teria sido furtado, por isso que até hoje muitos pensam que Gezzer era adepto do instrumento.
O ponto negativo é a estridência das guitarras em Dirty Woman, principalmente no solo final, quem ouve o som no talo percebe isso, chega a doer os ouvidos.

Mesmo ficando aquém dos seis primeiros e irretocáveis trabalhos, Techcnical Ecstasy merece reconhecimento.

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