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Resenha: Deep Purple - Purpendicular (1996)

Por: Marcel Z. Dio

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Uma nova etapa para o Deep Purple.
3.5
29/05/2018

A saída de Richard Blackmore trouxe paz aos integrantes do Deep Purple, ao mesmo tempo que deixou os fãs aflitos, o ego do guitarrista pesou mais que o talento nessa balança, culminando em sua expulsão definitiva.
Com o fim da idade das sombras, era o momento de achar um novo maestro das 6 cordas.
A escolha sobre Steve Morse foi inesperada, pelo estilo do guitarrista, que navegava no country/fusion do Dixie Drags e com a Steve Morse Band.
É bem verdade que apesar da técnica espetacular e toda experiencia, Morse nunca foi um guitarrista de hard rock, ele não tem o tempero e o timbre quente que o estilo pede.
Salvo o som divergente, a banda se adaptou a sua forma de tocar.

"Vavoom: Ted the Mechanic" tem um riff bem elaborado, soando moderno para os padrões do Deep Purple. Se a gravação fosse apresentada as escuras para um fã de rock, ninguém saberia dizer quem estaria tocando, exceto pela voz de Ian Gillan.

"Loosen My Strings" reflete bem o novo ciclo, a canção seria revisitada com outros nomes em vários discos da era Morse, perdendo no quesito criativo. Destaque para a linha de Roger Glover.

O fio condutor se "Soon Forgotten" são os teclados do mestre Jon Lord, gerando um clima carregado dos bons tempos de Perfect Strangers.

Preferida de oito em cada dez fãs de Steve Morse, "Sometimes I Fell Like Screaming" é uma obra prima da guitarra. Morse detona no solo, variando em cima do mesmo tema ou harmonia inicial, uma resposta as viúvas de Blackmore a respeito de sua falta felling.

O seção rítmica de "Cascades: I'm Not Your Lover" lembra timidamente o clássico Highway Star, sobretudo na marcação do baixo e nos solos ultra rápidos de guitarra.

Até aqui Perpendicular empolga, "The Aviator" e "Rosa's Cantina"  caem na mesmice.

A Castle Full of Rascals tem riffs similares ao de "Ted the Mechanic" chamando a atenção pela dinâmica. 

Convém citar o ótimo blues "The Purpendicular Waltz".

Perpendicular é um bom disco, o grande problema esta na quantidade de canções, doze faixas é um exagero, tudo bem que estamos na era dos Cds, no entanto a partir da sexta ou sétima torna-se cansativo.

Uma nova etapa para o Deep Purple.
3.5
29/05/2018

A saída de Richard Blackmore trouxe paz aos integrantes do Deep Purple, ao mesmo tempo que deixou os fãs aflitos, o ego do guitarrista pesou mais que o talento nessa balança, culminando em sua expulsão definitiva.
Com o fim da idade das sombras, era o momento de achar um novo maestro das 6 cordas.
A escolha sobre Steve Morse foi inesperada, pelo estilo do guitarrista, que navegava no country/fusion do Dixie Drags e com a Steve Morse Band.
É bem verdade que apesar da técnica espetacular e toda experiencia, Morse nunca foi um guitarrista de hard rock, ele não tem o tempero e o timbre quente que o estilo pede.
Salvo o som divergente, a banda se adaptou a sua forma de tocar.

"Vavoom: Ted the Mechanic" tem um riff bem elaborado, soando moderno para os padrões do Deep Purple. Se a gravação fosse apresentada as escuras para um fã de rock, ninguém saberia dizer quem estaria tocando, exceto pela voz de Ian Gillan.

"Loosen My Strings" reflete bem o novo ciclo, a canção seria revisitada com outros nomes em vários discos da era Morse, perdendo no quesito criativo. Destaque para a linha de Roger Glover.

O fio condutor se "Soon Forgotten" são os teclados do mestre Jon Lord, gerando um clima carregado dos bons tempos de Perfect Strangers.

Preferida de oito em cada dez fãs de Steve Morse, "Sometimes I Fell Like Screaming" é uma obra prima da guitarra. Morse detona no solo, variando em cima do mesmo tema ou harmonia inicial, uma resposta as viúvas de Blackmore a respeito de sua falta felling.

O seção rítmica de "Cascades: I'm Not Your Lover" lembra timidamente o clássico Highway Star, sobretudo na marcação do baixo e nos solos ultra rápidos de guitarra.

Até aqui Perpendicular empolga, "The Aviator" e "Rosa's Cantina"  caem na mesmice.

A Castle Full of Rascals tem riffs similares ao de "Ted the Mechanic" chamando a atenção pela dinâmica. 

Convém citar o ótimo blues "The Purpendicular Waltz".

Perpendicular é um bom disco, o grande problema esta na quantidade de canções, doze faixas é um exagero, tudo bem que estamos na era dos Cds, no entanto a partir da sexta ou sétima torna-se cansativo.

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