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Resenha: Lynyrd Skynyrd - Second Helping (1974)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
O southern rock com consciência e atitude de sobra
5
27/05/2018

Um ano após seu disco de estreia arrasador, o Lynyrd Skynyrd estava de volta querendo consolidar o que havia sido alcançado, mostrando que a banda era de fato uma feliz realidade aos amantes do rock sulista. A banda se mostrou sob a direção do seu principal compositor, Ronnie Van Zant, este que por sinal estava desenvolvendo um vocal completamente singular. Não estou querendo dizer que a banda não havia construído um padrão para apresentar sua própria voz musical já no disco anterior, mas é que aqui ficou visível o quanto ela foi aprimorada pela escrita de Van Zant, que era bastante versátil, sendo, por exemplo, às vezes claramente poéticas e em outras vezes simplesmente inteligentes. Embora Second Helping não seja exatamente um disco tão forte quanto (Pronounced 'Lĕh-'nérd 'Skin-'nérd), também possui composições fantásticas e que inclui “somente” um dos maiores hinos de toda a história do southern rock. 

Um dos maiores clássicos do southern rock? Indiscutivelmente que sim, mas quando falo em um caráter pessoal, vou além e a defino com o maior deles e um dos maiores do rock em geral. Foi uma resposta a Neil Young, que através das canções "Alabama" e "Southern Man" não foi muito amigável com o homem sulista, digamos assim. “Sweet Home Alabama” possui um riff e solo de guitarra delicioso de ouvir, linhas de piano extremamente cativantes. O refrão é extremamente marcante pra se cantar junto e o mais alto que puder. Uma faixa que ganha o ouvinte pela bela e simples maneira com que musicalmente ela se desenvolve e liricamente mostra o amor e defesa de um local que o senhor Young parece não conhecer muito bem. 

“I Need You” pode ser vista como uma mistura perfeita entre "Tuesday's Gone" e "Simple Man". Mesmo possuindo ares de balada, tem uma profundidade mais séria. Apesar de não ser uma faixa que cativa logo no começo, essa impressão equivocada rapidamente muda e nos vemos dentro de uma música extremamente forte, onde principalmente os trabalhos das guitarras dão essa sensação. Apesar de ser uma música que costuma figurar bastante nos shows da banda, ainda a vejo um pouco subestimada em relação aos fãs. 

“Don't Ask Me No Questions” novamente vai me fazer mencionar algo do primeiro disco, ela é quase uma irmã da "Gimme Three Steps", não necessariamente por possuírem riffs parecidos, mas trazerem tons de guitarra semelhantes. A letra parece ser sobre aquele incômodo inevitável a quem atinge a fama, ou seja, a mídia que fica no pé. A interpretação de Ronnie é excelente, carregando com si uma voz de comando que engrandece a música. 

“Workin' for MCA” é uma música mais reta e direta que as demais, mas claro, mantendo o alto nível do disco. O riff inicial é excelente e o rosnado de Ronnie dá um tempero de raiva e atitude à música. A sua melodia é certamente o maior destaque da música, também gosto muito dos trabalhos de guitarra, principalmente os solos. Uma música boa pra começar bem e dar gás a um dia de uma eventual preguiça. 

“The Ballad of Curtis Loew” é lindíssima, muito bem estruturada, possui excelentes linhas de guitarras e um vocal sincero cantado de maneira perfeita por Ronnie. Curtis Loew é um homem negro apaixonado pelo blues e é exatamente sobre isso que se trata a canção. O solo de guitarra também é muito edificante e soa de uma maneira clássica bem ao estilo da banda. 

Se eu falar que considero, “Swamp Music”, a música mais fraca do álbum, não entendam como sendo uma música ruim, mas é que às vezes ela soa um pouco repetitiva e dando a sensação ao ouvinte que ela não vai chegar a lugar nenhum. O refrão é menos forte que os das demais faixas e o riff de guitarra é menos inspirado. Mas apesar desses revés, com certeza é uma música apreciável também. 

“The Needle and the Spoon” eu devo confessar que além da questão musical que já é excelente, também a adoro por algumas lembranças que ela me traz. Apresenta riffs de guitarras encantadores e novamente é cantada de maneira perfeita. O solo no meio é maravilhoso e cheio de energia. Essa é uma das músicas da banda que mais me empolgam. 

“Call Me the Breeze” é uma música originalmente composta por J.J Cale, sua versão original é inclusive muito boa, mas certamente que ao fazer este cover, o Lynyrd Skynyrd estava também criando aquela que considero a melhor e definitiva versão desse som. Os riffs de guitarras são enérgicos e excelentes desde o começo. Possui ótimo vocal e uma levada empolgante que se engrandece primeiramente em um excelente solo de guitarra de Gary Rossington e depois naquele que considero o melhor solo de piano de Billy Powell. Assim como aconteceu em sua estreia a banda encerrou novamente seu disco de uma maneira que não poderia ser melhor. 

Como eu já disse no começo, embora Second Helping não seja um disco tão forte quanto ao de estreia da banda, continua sendo um excelente trabalho e sem dúvida alguma uma das obras essenciais em qualquer coleção de southern rock. Second Helping é um disco de southern rock com consciência e atitude de sobra e que serviu para que a banda mostrasse que estava se consolidando dentro de um gênero que eles futuramente viriam a ser um dos maiores nomes. Ou seria o maior deles? 

O southern rock com consciência e atitude de sobra
5
27/05/2018

Um ano após seu disco de estreia arrasador, o Lynyrd Skynyrd estava de volta querendo consolidar o que havia sido alcançado, mostrando que a banda era de fato uma feliz realidade aos amantes do rock sulista. A banda se mostrou sob a direção do seu principal compositor, Ronnie Van Zant, este que por sinal estava desenvolvendo um vocal completamente singular. Não estou querendo dizer que a banda não havia construído um padrão para apresentar sua própria voz musical já no disco anterior, mas é que aqui ficou visível o quanto ela foi aprimorada pela escrita de Van Zant, que era bastante versátil, sendo, por exemplo, às vezes claramente poéticas e em outras vezes simplesmente inteligentes. Embora Second Helping não seja exatamente um disco tão forte quanto (Pronounced 'Lĕh-'nérd 'Skin-'nérd), também possui composições fantásticas e que inclui “somente” um dos maiores hinos de toda a história do southern rock. 

Um dos maiores clássicos do southern rock? Indiscutivelmente que sim, mas quando falo em um caráter pessoal, vou além e a defino com o maior deles e um dos maiores do rock em geral. Foi uma resposta a Neil Young, que através das canções "Alabama" e "Southern Man" não foi muito amigável com o homem sulista, digamos assim. “Sweet Home Alabama” possui um riff e solo de guitarra delicioso de ouvir, linhas de piano extremamente cativantes. O refrão é extremamente marcante pra se cantar junto e o mais alto que puder. Uma faixa que ganha o ouvinte pela bela e simples maneira com que musicalmente ela se desenvolve e liricamente mostra o amor e defesa de um local que o senhor Young parece não conhecer muito bem. 

“I Need You” pode ser vista como uma mistura perfeita entre "Tuesday's Gone" e "Simple Man". Mesmo possuindo ares de balada, tem uma profundidade mais séria. Apesar de não ser uma faixa que cativa logo no começo, essa impressão equivocada rapidamente muda e nos vemos dentro de uma música extremamente forte, onde principalmente os trabalhos das guitarras dão essa sensação. Apesar de ser uma música que costuma figurar bastante nos shows da banda, ainda a vejo um pouco subestimada em relação aos fãs. 

“Don't Ask Me No Questions” novamente vai me fazer mencionar algo do primeiro disco, ela é quase uma irmã da "Gimme Three Steps", não necessariamente por possuírem riffs parecidos, mas trazerem tons de guitarra semelhantes. A letra parece ser sobre aquele incômodo inevitável a quem atinge a fama, ou seja, a mídia que fica no pé. A interpretação de Ronnie é excelente, carregando com si uma voz de comando que engrandece a música. 

“Workin' for MCA” é uma música mais reta e direta que as demais, mas claro, mantendo o alto nível do disco. O riff inicial é excelente e o rosnado de Ronnie dá um tempero de raiva e atitude à música. A sua melodia é certamente o maior destaque da música, também gosto muito dos trabalhos de guitarra, principalmente os solos. Uma música boa pra começar bem e dar gás a um dia de uma eventual preguiça. 

“The Ballad of Curtis Loew” é lindíssima, muito bem estruturada, possui excelentes linhas de guitarras e um vocal sincero cantado de maneira perfeita por Ronnie. Curtis Loew é um homem negro apaixonado pelo blues e é exatamente sobre isso que se trata a canção. O solo de guitarra também é muito edificante e soa de uma maneira clássica bem ao estilo da banda. 

Se eu falar que considero, “Swamp Music”, a música mais fraca do álbum, não entendam como sendo uma música ruim, mas é que às vezes ela soa um pouco repetitiva e dando a sensação ao ouvinte que ela não vai chegar a lugar nenhum. O refrão é menos forte que os das demais faixas e o riff de guitarra é menos inspirado. Mas apesar desses revés, com certeza é uma música apreciável também. 

“The Needle and the Spoon” eu devo confessar que além da questão musical que já é excelente, também a adoro por algumas lembranças que ela me traz. Apresenta riffs de guitarras encantadores e novamente é cantada de maneira perfeita. O solo no meio é maravilhoso e cheio de energia. Essa é uma das músicas da banda que mais me empolgam. 

“Call Me the Breeze” é uma música originalmente composta por J.J Cale, sua versão original é inclusive muito boa, mas certamente que ao fazer este cover, o Lynyrd Skynyrd estava também criando aquela que considero a melhor e definitiva versão desse som. Os riffs de guitarras são enérgicos e excelentes desde o começo. Possui ótimo vocal e uma levada empolgante que se engrandece primeiramente em um excelente solo de guitarra de Gary Rossington e depois naquele que considero o melhor solo de piano de Billy Powell. Assim como aconteceu em sua estreia a banda encerrou novamente seu disco de uma maneira que não poderia ser melhor. 

Como eu já disse no começo, embora Second Helping não seja um disco tão forte quanto ao de estreia da banda, continua sendo um excelente trabalho e sem dúvida alguma uma das obras essenciais em qualquer coleção de southern rock. Second Helping é um disco de southern rock com consciência e atitude de sobra e que serviu para que a banda mostrasse que estava se consolidando dentro de um gênero que eles futuramente viriam a ser um dos maiores nomes. Ou seria o maior deles? 

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