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Resenha: Lynyrd Skynyrd - (Pronounced 'Lĕh-'nérd 'Skin-'nérd) (1973)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Uma estreia de sonoridade clássica e bem desenvolvida
5
24/05/2018

É certo que a Allman Brothers veio primeiro, tinham músicos mais técnicos e uma sonoridade mais vasta, variável, passeando com destreza não somente por terrenos do rock, mas também do blues e do jazz, só que sempre digo que o Lynyrd Skynyrd foi quem de fato sintetizou através do seu debut "(Pronounced 'Lĕh-'nérd 'Skin-'nérd)" o southern rock. Traziam na sonoridade o espirito sulista como nunca antes havia ocorrido com outra banda através da poesia, o country e o rock de garagem. Ao mesmo tempo em que se mostraram uma banda de som familiar, também foi extremamente original.

O disco começa com, “I Ain’t The One”, através de uma bateria que logo é acompanhada pelos demais instrumentos e que transforma a música em um ótimo rock. Os vocais de Ronnie Van Zant são excelentes e agressivos, as linhas de baixo são agradáveis e as guitarras muito bem encaixadas (base e solo). As pinceladas de piano que fazem com que ele se destaque na música em alguns pontos também merecem menção. Um disco que já começa de uma maneira muito boa. 

“Tuesday’s Gone” certamente é uma das minhas baladas preferidas em todo southern rock (duas delas estão no mesmo disco pra você ver o quanto essa estreia é valiosa). Tudo nela é incrível, a emoção com que Ronnie se entrega à música é arrepiante, unindo isso à sensação que as guitarras trazem ao ouvinte, o solo de piano que é um deleite, assim como os teclados que dão um clima quase orquestral por boa parte da música. Não é por acaso que continua a ser uma faixa bastante executada nos concertos da banda até hoje. 

“Gimme Three Steps” é outro clássico onde logo de cara começa através de um riff empolgante sendo tocado por duas guitarras. Na verdade a fórmula musical utilizada nesta música ainda ia ser muito vista em trabalhos futuros da banda. Tudo funciona muito bem, onde a maneira às vezes séria e às vezes brincalhona com que Ronnie interpreta a faixa também merece destaque. Não se tem muito que falar de mais uma joia da banda.

“Simple Man” é a outra balada a qual me referi mais acima (enquanto falava de “Tuesday’s Gone”), é uma música simplesmente adorada por dez entre dez fãs da banda.  Apesar de ser uma balada, a banda traz consigo energia e poder não apenas em alguns momentos, mas durante todo o desenvolvimento da música. Os vocais provavelmente sejam os melhores da carreira (infelizmente curta) de Ronnie. O refrão é daqueles pra cantar alto e com empolgação, sem se preocupar se a sua voz é bonita ou vai conseguir assustar até você mesmo. O solo de guitarra é mais uma das maravilhas com que esta música presenteia o ouvinte, além de que suas letras provavelmente sejam as melhores da história da banda. 
 
“Things Goin’ On” apesar de não possuir o nível do que foi visto no disco até o momento, continua a ser uma ótima canção. Começa com um riff de guitarra muito bom e que segue por boa parte da música. Lynyrd Skynyrd é uma banda onde sempre é bom notar suas letras, estas aqui novamente são interessantes. Os vocais são divertidos e o piano dá uma aura quase de estarmos em um saloon no velho oeste. O solo de guitarra também merece uma menção, pois consegue valorizar bastante a música. 

“Mississippi Kid” é uma espécie de brincadeira onde os membros da banda e pessoas que trabalhavam no estúdio tocam uma música com cheiro do sul dos Estados Unidos. Pouco depois da metade da música uma harmônica adiciona mais uma camada de sonoridade agradável à música. Tudo é bem feito, slide guitar, violão, bandolim, baixo e os vocais com o maior sotaque sulista que você vai ouvir no álbum. 

“Poison Whiskey” é a música mais curta do disco. Sempre vi este som como sendo bem subestimado. Um estilo hard rock clássico, letras cativantes e novamente muito bem interpretadas por Ronnie. Sempre achei Gary Rossington e Allen Collins uma das grandes duplas de guitarras do rock e aqui através de um excelente duo, meu pensamento é justificado. A música ainda consegue ter um espaço para Billy Powell acrescentar além dos seus trabalhos bases de órgão, um delicioso trabalho solo ao som de piano. Mais uma excelente música. 

“Free Bird” é onde o disco chega ao fim. Nada que eu fale sobre essa música será novidade, mas não tem como deixar de dizer, por exemplo, que se trata de uma das melhores e maiores composições da história do rock, um verdadeiro hino que reside em um Olimpo onde poucos também moram. A sua primeira metade é uma balada que faz o ouvinte às vezes até lembrar um pouco de “Tuesday’s Gone”, tudo vai se movendo lentamente no que diz espeito a parte instrumental, enquanto que os vocais sempre precisos de Ronnie completam a serenidade plena da canção. É então que em sua segunda metade, Free Bird, simplesmente se transformam, o vocal sai de cena enquanto que baixo, bateria e teclado criam um tapete vermelho para que Gary Rossinton e Allen Collins desfilem com toda excelência um dos melhores solos de guitarra da história do rock. A dupla de guitarrista prova que são dignos de terem seus nomes entre os melhores, principalmente se estivermos falando apenas da cena do southern rock. Se você não sabe definir pra alguém em palavras o que é terminar um disco de rock de maneira apoteótica, apenas o faça ouvir este disco de estreia do Lynyrd Skynyrd e dificilmente esta pessoa ficará sem entender. 

Uma das grandes estreias da história do rock. Poucas bandas surgem assim do nada já com uma sonoridade clássica e bem desenvolvida como estes caras fizeram, soando como verdadeiros veteranos e experientes. 

Uma estreia de sonoridade clássica e bem desenvolvida
5
24/05/2018

É certo que a Allman Brothers veio primeiro, tinham músicos mais técnicos e uma sonoridade mais vasta, variável, passeando com destreza não somente por terrenos do rock, mas também do blues e do jazz, só que sempre digo que o Lynyrd Skynyrd foi quem de fato sintetizou através do seu debut "(Pronounced 'Lĕh-'nérd 'Skin-'nérd)" o southern rock. Traziam na sonoridade o espirito sulista como nunca antes havia ocorrido com outra banda através da poesia, o country e o rock de garagem. Ao mesmo tempo em que se mostraram uma banda de som familiar, também foi extremamente original.

O disco começa com, “I Ain’t The One”, através de uma bateria que logo é acompanhada pelos demais instrumentos e que transforma a música em um ótimo rock. Os vocais de Ronnie Van Zant são excelentes e agressivos, as linhas de baixo são agradáveis e as guitarras muito bem encaixadas (base e solo). As pinceladas de piano que fazem com que ele se destaque na música em alguns pontos também merecem menção. Um disco que já começa de uma maneira muito boa. 

“Tuesday’s Gone” certamente é uma das minhas baladas preferidas em todo southern rock (duas delas estão no mesmo disco pra você ver o quanto essa estreia é valiosa). Tudo nela é incrível, a emoção com que Ronnie se entrega à música é arrepiante, unindo isso à sensação que as guitarras trazem ao ouvinte, o solo de piano que é um deleite, assim como os teclados que dão um clima quase orquestral por boa parte da música. Não é por acaso que continua a ser uma faixa bastante executada nos concertos da banda até hoje. 

“Gimme Three Steps” é outro clássico onde logo de cara começa através de um riff empolgante sendo tocado por duas guitarras. Na verdade a fórmula musical utilizada nesta música ainda ia ser muito vista em trabalhos futuros da banda. Tudo funciona muito bem, onde a maneira às vezes séria e às vezes brincalhona com que Ronnie interpreta a faixa também merece destaque. Não se tem muito que falar de mais uma joia da banda.

“Simple Man” é a outra balada a qual me referi mais acima (enquanto falava de “Tuesday’s Gone”), é uma música simplesmente adorada por dez entre dez fãs da banda.  Apesar de ser uma balada, a banda traz consigo energia e poder não apenas em alguns momentos, mas durante todo o desenvolvimento da música. Os vocais provavelmente sejam os melhores da carreira (infelizmente curta) de Ronnie. O refrão é daqueles pra cantar alto e com empolgação, sem se preocupar se a sua voz é bonita ou vai conseguir assustar até você mesmo. O solo de guitarra é mais uma das maravilhas com que esta música presenteia o ouvinte, além de que suas letras provavelmente sejam as melhores da história da banda. 
 
“Things Goin’ On” apesar de não possuir o nível do que foi visto no disco até o momento, continua a ser uma ótima canção. Começa com um riff de guitarra muito bom e que segue por boa parte da música. Lynyrd Skynyrd é uma banda onde sempre é bom notar suas letras, estas aqui novamente são interessantes. Os vocais são divertidos e o piano dá uma aura quase de estarmos em um saloon no velho oeste. O solo de guitarra também merece uma menção, pois consegue valorizar bastante a música. 

“Mississippi Kid” é uma espécie de brincadeira onde os membros da banda e pessoas que trabalhavam no estúdio tocam uma música com cheiro do sul dos Estados Unidos. Pouco depois da metade da música uma harmônica adiciona mais uma camada de sonoridade agradável à música. Tudo é bem feito, slide guitar, violão, bandolim, baixo e os vocais com o maior sotaque sulista que você vai ouvir no álbum. 

“Poison Whiskey” é a música mais curta do disco. Sempre vi este som como sendo bem subestimado. Um estilo hard rock clássico, letras cativantes e novamente muito bem interpretadas por Ronnie. Sempre achei Gary Rossington e Allen Collins uma das grandes duplas de guitarras do rock e aqui através de um excelente duo, meu pensamento é justificado. A música ainda consegue ter um espaço para Billy Powell acrescentar além dos seus trabalhos bases de órgão, um delicioso trabalho solo ao som de piano. Mais uma excelente música. 

“Free Bird” é onde o disco chega ao fim. Nada que eu fale sobre essa música será novidade, mas não tem como deixar de dizer, por exemplo, que se trata de uma das melhores e maiores composições da história do rock, um verdadeiro hino que reside em um Olimpo onde poucos também moram. A sua primeira metade é uma balada que faz o ouvinte às vezes até lembrar um pouco de “Tuesday’s Gone”, tudo vai se movendo lentamente no que diz espeito a parte instrumental, enquanto que os vocais sempre precisos de Ronnie completam a serenidade plena da canção. É então que em sua segunda metade, Free Bird, simplesmente se transformam, o vocal sai de cena enquanto que baixo, bateria e teclado criam um tapete vermelho para que Gary Rossinton e Allen Collins desfilem com toda excelência um dos melhores solos de guitarra da história do rock. A dupla de guitarrista prova que são dignos de terem seus nomes entre os melhores, principalmente se estivermos falando apenas da cena do southern rock. Se você não sabe definir pra alguém em palavras o que é terminar um disco de rock de maneira apoteótica, apenas o faça ouvir este disco de estreia do Lynyrd Skynyrd e dificilmente esta pessoa ficará sem entender. 

Uma das grandes estreias da história do rock. Poucas bandas surgem assim do nada já com uma sonoridade clássica e bem desenvolvida como estes caras fizeram, soando como verdadeiros veteranos e experientes. 

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