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Resenha: Wishbone Ash - Live Dates (1973)

Por: Tiago Meneses

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Essencial em qualquer coleção de Live que se preze.
5
22/05/2018

Resenhas de discos ao vivo eu costumo quase sempre economizar nas palavras, creio que a ideia que deve ser passada é somente do quanto a banda soa bem (ou não) em cima do palco, com isso, deixando de lado questões como falar minunciosamente de cada faixa (embora mencionar alguns detalhes seja inevitável). Existem discos ao vivo que não são necessariamente chamativos, às vezes podendo soar até mesmo decepcionante, mas em compensação, outros são obrigatórios pra que possamos sentir o quanto nossas bandas do coração podem soar de forma poderosa em cima de um palco. Este disco eu digo que certamente está na mesma liga dos mais conhecidos e aclamados Lives da história do rock como Made In Japan (Deep Purple), Yessongs (Yes), Live And Dangerous (Thin Lizzy), Live At Leeds (The Who), Strangers In The Night (UFO) e muito poucos outros. Ao contrário de muitos de seus colegas, Wishbone Ash foi muito melhor ao vivo do que no estúdio, como este show mostra o tempo todo. Esses caras eram músicos excelentes e suas performances são impecáveis, bonitas e bem gravadas.

Wishbone Ash é sensacional e dispensa maiores apresentações, onde através deste seu primeiro disco ao vivo, Live Dates, de 1973, mostrou toda a sua força também fora de estúdio. Um dos melhores grupos ao vivo do seu tempo, excelentes músicos em interpretações impecáveis e belas de suas canções clássicas, tudo isso junto de uma energia que torna o disco uma experiência absolutamente essencial.

Costumo dizer que o grupo foi uma banda até bastante progressiva em alguns trabalhos, mas que jamais precisaram de teclados, a faixa instrumental, “The Pilgrim”, por exemplo, mostra muito isso. “Phoenix” é usada até hoje pela banda como a parte de improviso em seus shows, e aqui não é diferente, são 17 minutos tocados de maneira excepcional, solos surpreendentes, brilhantes harmonias, excelentes guitarras gêmeas e uma cozinha forte deixando a faixa mais enérgica e pungente. “Warrior”, “Blowin 'Free” e “Jail Bait” são outra canções que parecem terem sido feitas pra serem tocadas para uma multidão, a deixando estarrecida. Uma banda que ao contrário de algumas outras que gravaram grandes discos ao vivo na década de 70, conseguia ser ainda melhor ao vivo que estúdio (talvez somente o solo de “Throw Down The Sword” eu acho melhor em estúdio do que o desse álbum, mas isso não tira nem 0,5% da perfeição que é o resultado final de tudo aqui). Enfim, o disco é um destaque por completo.

Live Dates mostra o melhor daquilo que eles tinham de melhor a oferecer, ou seja, som melódico, muito original e algumas inclinações clássicas e britânicas do folk, adicionadas a suas influências óbvias do rock'n'roll e do blues. Sem dúvida um disco essencial em qualquer coleção de Live que se preze.

Essencial em qualquer coleção de Live que se preze.
5
22/05/2018

Resenhas de discos ao vivo eu costumo quase sempre economizar nas palavras, creio que a ideia que deve ser passada é somente do quanto a banda soa bem (ou não) em cima do palco, com isso, deixando de lado questões como falar minunciosamente de cada faixa (embora mencionar alguns detalhes seja inevitável). Existem discos ao vivo que não são necessariamente chamativos, às vezes podendo soar até mesmo decepcionante, mas em compensação, outros são obrigatórios pra que possamos sentir o quanto nossas bandas do coração podem soar de forma poderosa em cima de um palco. Este disco eu digo que certamente está na mesma liga dos mais conhecidos e aclamados Lives da história do rock como Made In Japan (Deep Purple), Yessongs (Yes), Live And Dangerous (Thin Lizzy), Live At Leeds (The Who), Strangers In The Night (UFO) e muito poucos outros. Ao contrário de muitos de seus colegas, Wishbone Ash foi muito melhor ao vivo do que no estúdio, como este show mostra o tempo todo. Esses caras eram músicos excelentes e suas performances são impecáveis, bonitas e bem gravadas.

Wishbone Ash é sensacional e dispensa maiores apresentações, onde através deste seu primeiro disco ao vivo, Live Dates, de 1973, mostrou toda a sua força também fora de estúdio. Um dos melhores grupos ao vivo do seu tempo, excelentes músicos em interpretações impecáveis e belas de suas canções clássicas, tudo isso junto de uma energia que torna o disco uma experiência absolutamente essencial.

Costumo dizer que o grupo foi uma banda até bastante progressiva em alguns trabalhos, mas que jamais precisaram de teclados, a faixa instrumental, “The Pilgrim”, por exemplo, mostra muito isso. “Phoenix” é usada até hoje pela banda como a parte de improviso em seus shows, e aqui não é diferente, são 17 minutos tocados de maneira excepcional, solos surpreendentes, brilhantes harmonias, excelentes guitarras gêmeas e uma cozinha forte deixando a faixa mais enérgica e pungente. “Warrior”, “Blowin 'Free” e “Jail Bait” são outra canções que parecem terem sido feitas pra serem tocadas para uma multidão, a deixando estarrecida. Uma banda que ao contrário de algumas outras que gravaram grandes discos ao vivo na década de 70, conseguia ser ainda melhor ao vivo que estúdio (talvez somente o solo de “Throw Down The Sword” eu acho melhor em estúdio do que o desse álbum, mas isso não tira nem 0,5% da perfeição que é o resultado final de tudo aqui). Enfim, o disco é um destaque por completo.

Live Dates mostra o melhor daquilo que eles tinham de melhor a oferecer, ou seja, som melódico, muito original e algumas inclinações clássicas e britânicas do folk, adicionadas a suas influências óbvias do rock'n'roll e do blues. Sem dúvida um disco essencial em qualquer coleção de Live que se preze.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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