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Resenha: Iron Maiden - Powerslave (1984)

Por: Tiago Meneses

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Músicas extraordinariamente peculiares e inovadoras, cativantes, mas complexas
5
21/05/2018

Powerslave provavelmente foi o primeiro disco do Iron Maiden a conter elementos progressivos, algo que inclusive se tornaria cada vez mais evidente em discos posteriores. Claro que quando eu falo em elementos progressivos, não são coisas gritantes e evidentes em todo o disco, mas que podem, por exemplos, ser percebidos com mais clareza na faixa título e em "Rime of the Ancient Mariner", duas que inclusive estão entre as minhas favoritas da banda. Não sei exatamente se posso considerar esse o disco mais pesado deles em relação a tudo o que veio depois, nessas horas gostaria até de saber a opinião de outros admiradores da banda a respeito disso. 

Powerslave é o segundo disco com o baterista Nicko McBrain, se em Piece of Mind ele já teve um bom desempenho, aqui foi quando de fato ele se encontrou no seu estilo de baterista que toca de maneira enérgica, poderosa e ótima. Os riffs de guitarra estão entre os melhores da história da banda, bem compostos e agressivos de uma maneira sem exageros. Cada faixa do disco possui um mérito e juntas o transformam em um clássico genuíno. 

“Aces High” reforça uma ideia que eu tenho em relação a banda, eles sabem começar um álbum. Os riffs são excelentes e são reforçados por uma linha de baixo poderosa. A energia desta musica está além do meu alcance, o solo de Smith e Murray é maravilhoso como de costume, existindo um diálogo guitarrístico onde até mesmo quem não fala esse “idioma” consegue entende-lo. Uma faixa que não entra pedindo licença, ela simplesmente chuta a porta e se impõe. 

“2 Minutes to Midnight” é uma música bastante popular nos shows da banda, o começo apresenta seu riff muito conhecido. A música possui poder e também enxergo nela um ar punk (algo que era mais comum nos dois primeiros discos do Di'Anno) em alguns momentos. Mas certamente além do bom trabalho instrumental, a entrega vocal de Dickinson é um dos responsáveis pelo sucesso da música. Outro ponto interessante é que Harris não demonstra apenas ter dedos fortes, mas também ideias interessantes em linhas de baixo cavalares e bem construídas. 

"Losfer Words (Big' Orra)" é uma música instrumental e que eu confesso que não gostei inicialmente. O motivo maior é que ela parece mais uma música que continha letra, a tiraram e deixaram a parte instrumental e não uma música criação de fato instrumental. Mas com o passar do tempo a vejo com mais interesse, o nível tocado é alto como sempre, principalmente em relação a Steve Harris que mais uma vez impões ótimas ideias de baixo. Nas partes mais intermediárias possui um solo de guitarra que empurra a faixa a um escalão superior. Tudo bem que não tem o mesmo brilho das anteriores, mas tem seu valor. 

“Flash of the Blade" começa com um riff de guitarra fantástico para dar início a um ataque instrumental interrupto e cheio de energia. Os versos eu acho meio sem graça a nada memoráveis, porém é compensado com um refrão de melodia cativante do tipo pra cantar junto em uma arena lotada. Novamente Smith e Murray fazem um solo onde os dois dialogam muito bem. 

"The Duellists” começa com uma sonoridade tipicamente do Iron Maiden. Como gosto sempre de dizer qual seria a mais fraca do disco, neste caso seria essa aqui. Mas ainda assim uma boa música, ótimos riffs de guitarra, a seção que contem o solo de guitarra aumenta bastante a qualidade dela. O problema maior está no fato de ela ser um tanto repetitiva. 

"Back in the Village” começo com mais um ótimo riff de guitarra (pra varia né). Transbordando energia, bastante velocidade e novamente um pouco de força punk. O baixo de Harris novamente é extremamente forte e pulsante. Bons solos de guitarra também somam para a elevação da qualidade da música. 

“Powerslave” começa com um riff de guitarra pesado e com influências egípcias que dão a faixa um sabor distinto e que combina perfeitamente com a letra e conceito do álbum em geral. Possui uma excelente melodia e a bateria de McBrain é ótima. A música então cai em uma melodia mais tranquila até que entra um dos melhores solos de guitarra entre todos da banda. Tudo novamente vai ganhando mais intensidade em uma passagem instrumental excelente (com destaque para algumas linhas de baixo de Harris) até que retorna ao riff inicial. Uma música perfeita dentro do que era pra ser, se eles tivessem tirado ou acrescentado algo talvez ela perderia seu status de 100% correta. 

"Rime of the Ancient Mariner” é o épico que finalize o álbum. A música conta uma grande história e possui ótimos recursos. Às vezes ela pode parecer um pouco repetitiva, mas há outros momentos em que ela realmente soa progressiva, com um grande trabalho de texturização feito pelas guitarras e baixo. Ao mesmo tempo em que Bruce canta de maneira forte, também oferece sutileza e paixão. A seção instrumental do meio é espetacular onde mesmo não tendo uma quantidade de variação que poderia, consegue soar magnificamente bem. 

Alguém colecionar discos de heavy metal e não ter Powerslave, pra mim não faz sentido. As músicas são extraordinariamente peculiares e inovadoras, cativantes, mas complexas, com seções instrumentais fantásticas, refrãos encantadores, bateria sólida, boas linhas de baixos e vocais incríveis. Resumindo, um disco sensacional onde eu acho que eles mostraram que a banda conseguiu encontrar seu próprio estilo. 

Músicas extraordinariamente peculiares e inovadoras, cativantes, mas complexas
5
21/05/2018

Powerslave provavelmente foi o primeiro disco do Iron Maiden a conter elementos progressivos, algo que inclusive se tornaria cada vez mais evidente em discos posteriores. Claro que quando eu falo em elementos progressivos, não são coisas gritantes e evidentes em todo o disco, mas que podem, por exemplos, ser percebidos com mais clareza na faixa título e em "Rime of the Ancient Mariner", duas que inclusive estão entre as minhas favoritas da banda. Não sei exatamente se posso considerar esse o disco mais pesado deles em relação a tudo o que veio depois, nessas horas gostaria até de saber a opinião de outros admiradores da banda a respeito disso. 

Powerslave é o segundo disco com o baterista Nicko McBrain, se em Piece of Mind ele já teve um bom desempenho, aqui foi quando de fato ele se encontrou no seu estilo de baterista que toca de maneira enérgica, poderosa e ótima. Os riffs de guitarra estão entre os melhores da história da banda, bem compostos e agressivos de uma maneira sem exageros. Cada faixa do disco possui um mérito e juntas o transformam em um clássico genuíno. 

“Aces High” reforça uma ideia que eu tenho em relação a banda, eles sabem começar um álbum. Os riffs são excelentes e são reforçados por uma linha de baixo poderosa. A energia desta musica está além do meu alcance, o solo de Smith e Murray é maravilhoso como de costume, existindo um diálogo guitarrístico onde até mesmo quem não fala esse “idioma” consegue entende-lo. Uma faixa que não entra pedindo licença, ela simplesmente chuta a porta e se impõe. 

“2 Minutes to Midnight” é uma música bastante popular nos shows da banda, o começo apresenta seu riff muito conhecido. A música possui poder e também enxergo nela um ar punk (algo que era mais comum nos dois primeiros discos do Di'Anno) em alguns momentos. Mas certamente além do bom trabalho instrumental, a entrega vocal de Dickinson é um dos responsáveis pelo sucesso da música. Outro ponto interessante é que Harris não demonstra apenas ter dedos fortes, mas também ideias interessantes em linhas de baixo cavalares e bem construídas. 

"Losfer Words (Big' Orra)" é uma música instrumental e que eu confesso que não gostei inicialmente. O motivo maior é que ela parece mais uma música que continha letra, a tiraram e deixaram a parte instrumental e não uma música criação de fato instrumental. Mas com o passar do tempo a vejo com mais interesse, o nível tocado é alto como sempre, principalmente em relação a Steve Harris que mais uma vez impões ótimas ideias de baixo. Nas partes mais intermediárias possui um solo de guitarra que empurra a faixa a um escalão superior. Tudo bem que não tem o mesmo brilho das anteriores, mas tem seu valor. 

“Flash of the Blade" começa com um riff de guitarra fantástico para dar início a um ataque instrumental interrupto e cheio de energia. Os versos eu acho meio sem graça a nada memoráveis, porém é compensado com um refrão de melodia cativante do tipo pra cantar junto em uma arena lotada. Novamente Smith e Murray fazem um solo onde os dois dialogam muito bem. 

"The Duellists” começa com uma sonoridade tipicamente do Iron Maiden. Como gosto sempre de dizer qual seria a mais fraca do disco, neste caso seria essa aqui. Mas ainda assim uma boa música, ótimos riffs de guitarra, a seção que contem o solo de guitarra aumenta bastante a qualidade dela. O problema maior está no fato de ela ser um tanto repetitiva. 

"Back in the Village” começo com mais um ótimo riff de guitarra (pra varia né). Transbordando energia, bastante velocidade e novamente um pouco de força punk. O baixo de Harris novamente é extremamente forte e pulsante. Bons solos de guitarra também somam para a elevação da qualidade da música. 

“Powerslave” começa com um riff de guitarra pesado e com influências egípcias que dão a faixa um sabor distinto e que combina perfeitamente com a letra e conceito do álbum em geral. Possui uma excelente melodia e a bateria de McBrain é ótima. A música então cai em uma melodia mais tranquila até que entra um dos melhores solos de guitarra entre todos da banda. Tudo novamente vai ganhando mais intensidade em uma passagem instrumental excelente (com destaque para algumas linhas de baixo de Harris) até que retorna ao riff inicial. Uma música perfeita dentro do que era pra ser, se eles tivessem tirado ou acrescentado algo talvez ela perderia seu status de 100% correta. 

"Rime of the Ancient Mariner” é o épico que finalize o álbum. A música conta uma grande história e possui ótimos recursos. Às vezes ela pode parecer um pouco repetitiva, mas há outros momentos em que ela realmente soa progressiva, com um grande trabalho de texturização feito pelas guitarras e baixo. Ao mesmo tempo em que Bruce canta de maneira forte, também oferece sutileza e paixão. A seção instrumental do meio é espetacular onde mesmo não tendo uma quantidade de variação que poderia, consegue soar magnificamente bem. 

Alguém colecionar discos de heavy metal e não ter Powerslave, pra mim não faz sentido. As músicas são extraordinariamente peculiares e inovadoras, cativantes, mas complexas, com seções instrumentais fantásticas, refrãos encantadores, bateria sólida, boas linhas de baixos e vocais incríveis. Resumindo, um disco sensacional onde eu acho que eles mostraram que a banda conseguiu encontrar seu próprio estilo. 

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