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Resenha: The Beatles - Abbey Road (1969)

Por: Tiago Meneses

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Uma verdadeira obra de arte da música e um clássico inovador
5
21/05/2018

Abbey Road é meu álbum preferido dos Beatles, um disco consistente, conciso e coeso. Uma verdadeira obra de arte da música e um clássico inovador onde todas as faixas são excelentes e diversificadas. Certamente uma das melhores realizações atingida por uma banda nos anos 60. Quando falamos de Beatles também falamos de uma das bandas mais influentes da Inglaterra (e da história da música), onde mesmo que eles se deparassem com uma tecnologia primitiva encontrada na época, isso não os impediria de gravar um disco atemporal. Apesar de sabermos que não estamos falando de músicos de muitos virtuosismos, sabemos também o tamanho dos seus talentos para criar obras memoráveis como, por exemplo, Abbey Road. 

O disco já começa com o clássico, “"Come Together",creio que qualquer coletânea das mais baratas da banda você vai encontrar essa música. As linhas de baixo construídas por Paul podem ser tranquilamente consideradas como uma das melhores do rock. Harrison faz um trabalho melódico de guitarra no final que complementa muito bem a voz de John.

“Something” é uma música simples e bastante emocional. Novamente excelentes linhas de baixo são incorporadas música, possui uma parte no meio que eu adoro, apesar de ser diferente do resto da música. Harrison mostra toda a sua sensibilidade na guitarra em notas que ainda hoje emocionam. 

"Maxwell's Silver Hammer" é uma música que pode ser considerada “boba”, mas ela é muito mais que isso, ela é incrível. Tanto o seu ritmo quanto sua letra são executados em tons alegres, mas ao mesmo tempo sombrio sobre um psicopata que usa o martelo de prata para matar as pessoas. 

“Oh! Darling" não é nada mais do que uma das minhas canções de amor preferida de todos os tempos. Mas obviamente não se trata apenas de uma canção de amor, a energia com que Paul canta é sensacional. A maneira como o personagem implora por misericórdia pode fazer muita gente lembrar de algum acontecimento vivido que seja parecido. 

"Octopus's Garden" tem um ar de inocência e creio que provavelmente seja a melhor música que Ringo escreveu e cantou. Tudo é bastante simples e muito agradável, a vocal e os backing vocals, as linhas de guitarra de Harrison, tudo se encaixa muito bem. 

“I Want You (She's So Heavy)” eu considero o que de mais incrível os Beatles criaram em toda a sua carreira. Existe uma boa sincronização entre guitarra e vocal, quebras de tempos que são incríveis, uma linha de baixo não menos que fascinante. Acho interessante mostrá-la a pessoas que até gostam de Beatles, mas só se aventuram no básico, pois a primeira pergunta que é feita é, “nossa, isso é Beatles?”. Uma atmosfera triste em um meio solo que leva a música até o fim também são outros destaques. 

“Here Comes The Sun” é mais um clássico da banda, também encontrado em vários greatest hits e que ema uma grande vibração. Sempre tive em mente que essa música foi escrita depois de uma chuva. É impressionante quando as vozes destes quatro se juntam, quanta beleza e sensibilidade são transmitidas de uma só vez, um momento alto astral que pra não gostar tem que ser uma pessoa muito mal humorada.  

"Because” é uma música já que li uma vez ser chamada de música de drogado. Mas se acalme, não foi no sentido pejorativo, apenas por uma interpretação lírica mesmo. Novamente as vozes se fundem perfeitamente e ao mesmo tempo é possível de perceber quem é quem nessa parede vocal. A sincronização guitarra e voz novamente é fantástica, algo inclusive que é definitivamente uma das características mais fortes do disco. 

“You Never Give Me Your Money” começa com lindo piano tocado com uma boa destreza. Paul é quem lidera os vocais em versos até que de repente a sua voz muda completamente (lembro que tive que conferir pra saber se era ele mesmo). Em determinado momento a música ganha outro tom e fica parecendo que temos uma faixa dentro de outra faixa. Possui um solo de guitarra de Harrison que é excelente. Uma música que começa em uma essência e termina em outra, onde ambas são maravilhosas. 

“Sun King” é uma música suave e que novamente apresenta uma linha de baixo sensacional e que se junta a uma guitarra serena onde de repente as vozes se dissolvem novamente. Após novamente exaltarem o sol que chega deixando todo mundo alegre a música do nada fica com seus vocais em italiano. Mais uma canção de beleza ímpar e sensibilidade singular. 

"Mean Mr. Mustard" e “Polythene Pam” possuem ritmos e letras que soam bastante cativantes. Apesar de possuírem estilos diferentes eu sempre as escaro como sendo uma única música. Enquanto a primeira é direcionada em um ritmo médio bem característico da banda a segunda tem mais energia e uma direção completamente diferente, terminando com um ótimo solo de guitarra. 

Como acontece com toda a segunda metade do disco, “She Came In Through The Bathroom Window” também é uma faixa bastante curta. Começa bastante frenética, mas logo se acentua em um ritmo mais tranquilo, primeiramente tendo a voz de Paul liderando e depois novamente lá vão eles de novo unidos em boas melodias vocais. Gosto bastante do refrão dessa música, pois ele é parcialmente escrito em escala menor, dando a ela um belo contraste.

“Golden Slumbers” é uma música na qual eu já fui extremamente viciado, repetindo-a várias vezes e sem que isso me entediasse ou enjoasse. Tem umas linhas orquestrais maravilhosas. A voz de Paul na parte central é extremamente poderosa e cheia de emoção. O piano é simples e casa com a canção de uma forma como nenhum outro o faria. Sinceramente, ninguém conseguiu fazer algo simples soar de uma maneira tão sublime como os Beatles. 

“Carry That Weight” parece complementar “Golden Slumbers”, só que tem uma aura bem mais divertida, porém, sem perder em momento algum a sua integridade e equilíbrio. Os vocais são ótimos, a melodia é muito boa e o refrão edificante (independente do que significam sua letra). Novamente tem excelentes linhas de baixo, bela inclusão de metais, pianos e linhas de guitarra discretas, porém essenciais, sem deixar de mencionar Ringo, sempre cadenciando bem a bateria dando bons ritmos as músicas

“The End” tem como destaque certamente o trabalho de guitarra de Harrison, impressionante como conseguia transmitir tanto em ideias tão simples. Trabalhos vocais também recheiam muito bem a música, principalmente na sua parte final. Como "reclamação", seu nome já nos faz lembrar que infelizmente o disco está chegando ao fim. 

"Her Majesty" é a última parada dessa viagem musical sensacional. Devo confessar que é um final bem bizarro para o álbum. A música possui apenas vinte e três segundos, a linha de guitarra se junta a Paul em uma musicalidade suave e alegre. O fato de durar apenas alguns segundos dá ao ouvinte uma sensação de mistério. Um ótimo final apesar de eu nunca ter entendido qual foi a ideia nele. 

Abbey Road apresenta um equilíbrio em suas músicas que é simplesmente notável e possui uma produção impecável que também ajuda bastante. A primeira metade do disco é excelente com músicas mais longas, mas a segunda é como se fosse um épico através de faixas mais curtas que são ligadas perfeitamente uma nas outras. Em minha opinião, certamente o pico criativo deste quarteto fabuloso. 

Uma verdadeira obra de arte da música e um clássico inovador
5
21/05/2018

Abbey Road é meu álbum preferido dos Beatles, um disco consistente, conciso e coeso. Uma verdadeira obra de arte da música e um clássico inovador onde todas as faixas são excelentes e diversificadas. Certamente uma das melhores realizações atingida por uma banda nos anos 60. Quando falamos de Beatles também falamos de uma das bandas mais influentes da Inglaterra (e da história da música), onde mesmo que eles se deparassem com uma tecnologia primitiva encontrada na época, isso não os impediria de gravar um disco atemporal. Apesar de sabermos que não estamos falando de músicos de muitos virtuosismos, sabemos também o tamanho dos seus talentos para criar obras memoráveis como, por exemplo, Abbey Road. 

O disco já começa com o clássico, “"Come Together",creio que qualquer coletânea das mais baratas da banda você vai encontrar essa música. As linhas de baixo construídas por Paul podem ser tranquilamente consideradas como uma das melhores do rock. Harrison faz um trabalho melódico de guitarra no final que complementa muito bem a voz de John.

“Something” é uma música simples e bastante emocional. Novamente excelentes linhas de baixo são incorporadas música, possui uma parte no meio que eu adoro, apesar de ser diferente do resto da música. Harrison mostra toda a sua sensibilidade na guitarra em notas que ainda hoje emocionam. 

"Maxwell's Silver Hammer" é uma música que pode ser considerada “boba”, mas ela é muito mais que isso, ela é incrível. Tanto o seu ritmo quanto sua letra são executados em tons alegres, mas ao mesmo tempo sombrio sobre um psicopata que usa o martelo de prata para matar as pessoas. 

“Oh! Darling" não é nada mais do que uma das minhas canções de amor preferida de todos os tempos. Mas obviamente não se trata apenas de uma canção de amor, a energia com que Paul canta é sensacional. A maneira como o personagem implora por misericórdia pode fazer muita gente lembrar de algum acontecimento vivido que seja parecido. 

"Octopus's Garden" tem um ar de inocência e creio que provavelmente seja a melhor música que Ringo escreveu e cantou. Tudo é bastante simples e muito agradável, a vocal e os backing vocals, as linhas de guitarra de Harrison, tudo se encaixa muito bem. 

“I Want You (She's So Heavy)” eu considero o que de mais incrível os Beatles criaram em toda a sua carreira. Existe uma boa sincronização entre guitarra e vocal, quebras de tempos que são incríveis, uma linha de baixo não menos que fascinante. Acho interessante mostrá-la a pessoas que até gostam de Beatles, mas só se aventuram no básico, pois a primeira pergunta que é feita é, “nossa, isso é Beatles?”. Uma atmosfera triste em um meio solo que leva a música até o fim também são outros destaques. 

“Here Comes The Sun” é mais um clássico da banda, também encontrado em vários greatest hits e que ema uma grande vibração. Sempre tive em mente que essa música foi escrita depois de uma chuva. É impressionante quando as vozes destes quatro se juntam, quanta beleza e sensibilidade são transmitidas de uma só vez, um momento alto astral que pra não gostar tem que ser uma pessoa muito mal humorada.  

"Because” é uma música já que li uma vez ser chamada de música de drogado. Mas se acalme, não foi no sentido pejorativo, apenas por uma interpretação lírica mesmo. Novamente as vozes se fundem perfeitamente e ao mesmo tempo é possível de perceber quem é quem nessa parede vocal. A sincronização guitarra e voz novamente é fantástica, algo inclusive que é definitivamente uma das características mais fortes do disco. 

“You Never Give Me Your Money” começa com lindo piano tocado com uma boa destreza. Paul é quem lidera os vocais em versos até que de repente a sua voz muda completamente (lembro que tive que conferir pra saber se era ele mesmo). Em determinado momento a música ganha outro tom e fica parecendo que temos uma faixa dentro de outra faixa. Possui um solo de guitarra de Harrison que é excelente. Uma música que começa em uma essência e termina em outra, onde ambas são maravilhosas. 

“Sun King” é uma música suave e que novamente apresenta uma linha de baixo sensacional e que se junta a uma guitarra serena onde de repente as vozes se dissolvem novamente. Após novamente exaltarem o sol que chega deixando todo mundo alegre a música do nada fica com seus vocais em italiano. Mais uma canção de beleza ímpar e sensibilidade singular. 

"Mean Mr. Mustard" e “Polythene Pam” possuem ritmos e letras que soam bastante cativantes. Apesar de possuírem estilos diferentes eu sempre as escaro como sendo uma única música. Enquanto a primeira é direcionada em um ritmo médio bem característico da banda a segunda tem mais energia e uma direção completamente diferente, terminando com um ótimo solo de guitarra. 

Como acontece com toda a segunda metade do disco, “She Came In Through The Bathroom Window” também é uma faixa bastante curta. Começa bastante frenética, mas logo se acentua em um ritmo mais tranquilo, primeiramente tendo a voz de Paul liderando e depois novamente lá vão eles de novo unidos em boas melodias vocais. Gosto bastante do refrão dessa música, pois ele é parcialmente escrito em escala menor, dando a ela um belo contraste.

“Golden Slumbers” é uma música na qual eu já fui extremamente viciado, repetindo-a várias vezes e sem que isso me entediasse ou enjoasse. Tem umas linhas orquestrais maravilhosas. A voz de Paul na parte central é extremamente poderosa e cheia de emoção. O piano é simples e casa com a canção de uma forma como nenhum outro o faria. Sinceramente, ninguém conseguiu fazer algo simples soar de uma maneira tão sublime como os Beatles. 

“Carry That Weight” parece complementar “Golden Slumbers”, só que tem uma aura bem mais divertida, porém, sem perder em momento algum a sua integridade e equilíbrio. Os vocais são ótimos, a melodia é muito boa e o refrão edificante (independente do que significam sua letra). Novamente tem excelentes linhas de baixo, bela inclusão de metais, pianos e linhas de guitarra discretas, porém essenciais, sem deixar de mencionar Ringo, sempre cadenciando bem a bateria dando bons ritmos as músicas

“The End” tem como destaque certamente o trabalho de guitarra de Harrison, impressionante como conseguia transmitir tanto em ideias tão simples. Trabalhos vocais também recheiam muito bem a música, principalmente na sua parte final. Como "reclamação", seu nome já nos faz lembrar que infelizmente o disco está chegando ao fim. 

"Her Majesty" é a última parada dessa viagem musical sensacional. Devo confessar que é um final bem bizarro para o álbum. A música possui apenas vinte e três segundos, a linha de guitarra se junta a Paul em uma musicalidade suave e alegre. O fato de durar apenas alguns segundos dá ao ouvinte uma sensação de mistério. Um ótimo final apesar de eu nunca ter entendido qual foi a ideia nele. 

Abbey Road apresenta um equilíbrio em suas músicas que é simplesmente notável e possui uma produção impecável que também ajuda bastante. A primeira metade do disco é excelente com músicas mais longas, mas a segunda é como se fosse um épico através de faixas mais curtas que são ligadas perfeitamente uma nas outras. Em minha opinião, certamente o pico criativo deste quarteto fabuloso. 

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