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Resenha: Yes - 90125 (1983)

Por: Tiago Meneses

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O problema não é ser comercial, mas simplesmente não cativar em momento algum
2
19/05/2018

90125 é um disco de música pop que trouxe um enorme sucesso comercial para a banda, mas por outro lado, não alcançou um sucesso no que diz respeito ao campo artístico musical, suas composições não cativam. Ok, estamos falando de outra época e não se podia esperar o mesmo brilhantismo encontrado em discos da década anterior, porém, se tem uma coisa que o Yes me mostrou é que ela é uma banda que não sabe passear por caminhos mais comerciais sem soar enjoativo.

Apesar de eu ser um amante de rock progressivo, nunca fui do tipo mais radical, então meu problema com este disco não tem a ver com ele não ser progressivo como vários discos lançados pela banda em outrora, até porque gosto de discos lançados por artistas do rock progressivo e que eles são tão “progressivos” quanto 90125. Também não tem a ver com o fato de não ter algum épico ou algo do tipo, digo isso pelos mesmos motivos citados mais acima, enfim, não tem a ver com nada a não ser simplesmente por acha-lo que no geral suas músicas são ruins, simples assim. 

O maior sucesso do disco é também a música de abertura, “Owner of a Lonely Heart”. Os primeiros momentos da música apresentam um bom riff de guitarra e que marcou bastante não apenas a época, como ainda hoje fazem pessoas voltarem no tempo (principalmente aqueles que curtiram a música sem necessariamente ser uma fã do Yes). O refrão tem uma boa melodia. Enfim, baseado com que se encontra na maioria do disco até que aqui as coisas são boas. 

“Hold On” tem uma curta introdução de bateria seguida por um solo de guitarra que soa cativante. Infelizmente a música toda segue a mesma linha e acaba dando uma sensação de algo bastante arrastado. Longe de ser alguns dos (poucos) bons momentos que o disco tem a oferecer. 

“It Can Happen" começa com uns toques psicodélicos de sitar adicionados pelo músico convidado, Dipak Khazanchi. Então que vai mostrando algumas boas melodias e progressões de acordes. Possui letras risíveis, mas musicalmente dentro do universo pop até que tem uma qualidade média. 

“Changes” é a música que quando os fãs de rock progressivo (aqueles mais radicais que citei no início) a ouve pela primeira vez, provavelmente sentem que podem estar se deparando com algo mais do que o visto nas faixas anteriores. Começa bastante forte, principalmente pelas grandes linhas de baixo criadas por Chris Squire, mas logo depois tudo se transforma em mais um pop sem inspiração, cadenciado no básico, versos refrão versos com Trevor Rabin liderando os vocais. De certa forma uma faixa decepcionante, principalmente por ter um começo que faz o ouvinte acreditar em algo que não existe. 

“Cinema” é a uma curta faixa instrumental, porém que soa bastante eficaz. A guitarra é ótima, assim como a bateria, as linhas de baixo sólidas também ajudam a fazer desta uma composição bem consistente. Mesmo com apenas pouco mais de dois minutos é o momento que certamente vai agradar os fãs de rock progressivo mais do que qualquer parte do álbum.

"Leave It" começa com umas boas harmonias vocais, mas sinceramente, depois tudo soa como se você estivesse em meio a uma pista de dança dos anos 80. Não há muito o que dizer aqui.

"Our Song” possui alguns sintetizadores e uns riffs de guitarra mais pesado típico dos anos 80. As melodias iniciais da música eu devo confessar que me cativaram de primeira e ainda hoje continuo a acha-las boas. Apesar de seguir o mesmo padrão pop visto em abundância até aqui ela carrega algumas seções mais memoráveis. Em um disco tão apagado eu considero este um dos momentos de luz. 

Tudo bem que alguns momentos do disco não foram do tipo merecedor de grandes elogios, mas também não era essa mediocridade que é “City of Love". Nada nesta composição se salva, a música inteira se baseia em uma levada sem inspiração alguma e pra completar o refrão é extremamente irritante. 

"Hearts" é certamente a música mais progressiva do álbum (chamar algo de mais ou menos progressivo quando falamos de Yes é algo inevitável, mesmo em discos onde a proposta não era ser de fato progressivo). Possui boas melodias e linhas de baixo marcantes de Chris Squire. A progressão entre diferentes seções da música são boas também. Junto de “Cinema” é a música que mais me chamou atenção. Um final muito bom inclusive se comparado ao que aconteceu durante a maioria do disco. 

Quando falamos de Yes, ao ouvir um disco desse tipo fica difícil não comparar com a banda que gravou obras seminais na década de setenta, mas mesmo assim vou deixar isso de lado e continuar avaliando exatamente como foi feito até agora, ou seja, dentro da proposta da banda. Mesmo de uma perspectiva pop este álbum não consegue decolar bem ou manter uma solidez agradável em suas músicas. Definitivamente, um disco que eu não recomendaria. 

O problema não é ser comercial, mas simplesmente não cativar em momento algum
2
19/05/2018

90125 é um disco de música pop que trouxe um enorme sucesso comercial para a banda, mas por outro lado, não alcançou um sucesso no que diz respeito ao campo artístico musical, suas composições não cativam. Ok, estamos falando de outra época e não se podia esperar o mesmo brilhantismo encontrado em discos da década anterior, porém, se tem uma coisa que o Yes me mostrou é que ela é uma banda que não sabe passear por caminhos mais comerciais sem soar enjoativo.

Apesar de eu ser um amante de rock progressivo, nunca fui do tipo mais radical, então meu problema com este disco não tem a ver com ele não ser progressivo como vários discos lançados pela banda em outrora, até porque gosto de discos lançados por artistas do rock progressivo e que eles são tão “progressivos” quanto 90125. Também não tem a ver com o fato de não ter algum épico ou algo do tipo, digo isso pelos mesmos motivos citados mais acima, enfim, não tem a ver com nada a não ser simplesmente por acha-lo que no geral suas músicas são ruins, simples assim. 

O maior sucesso do disco é também a música de abertura, “Owner of a Lonely Heart”. Os primeiros momentos da música apresentam um bom riff de guitarra e que marcou bastante não apenas a época, como ainda hoje fazem pessoas voltarem no tempo (principalmente aqueles que curtiram a música sem necessariamente ser uma fã do Yes). O refrão tem uma boa melodia. Enfim, baseado com que se encontra na maioria do disco até que aqui as coisas são boas. 

“Hold On” tem uma curta introdução de bateria seguida por um solo de guitarra que soa cativante. Infelizmente a música toda segue a mesma linha e acaba dando uma sensação de algo bastante arrastado. Longe de ser alguns dos (poucos) bons momentos que o disco tem a oferecer. 

“It Can Happen" começa com uns toques psicodélicos de sitar adicionados pelo músico convidado, Dipak Khazanchi. Então que vai mostrando algumas boas melodias e progressões de acordes. Possui letras risíveis, mas musicalmente dentro do universo pop até que tem uma qualidade média. 

“Changes” é a música que quando os fãs de rock progressivo (aqueles mais radicais que citei no início) a ouve pela primeira vez, provavelmente sentem que podem estar se deparando com algo mais do que o visto nas faixas anteriores. Começa bastante forte, principalmente pelas grandes linhas de baixo criadas por Chris Squire, mas logo depois tudo se transforma em mais um pop sem inspiração, cadenciado no básico, versos refrão versos com Trevor Rabin liderando os vocais. De certa forma uma faixa decepcionante, principalmente por ter um começo que faz o ouvinte acreditar em algo que não existe. 

“Cinema” é a uma curta faixa instrumental, porém que soa bastante eficaz. A guitarra é ótima, assim como a bateria, as linhas de baixo sólidas também ajudam a fazer desta uma composição bem consistente. Mesmo com apenas pouco mais de dois minutos é o momento que certamente vai agradar os fãs de rock progressivo mais do que qualquer parte do álbum.

"Leave It" começa com umas boas harmonias vocais, mas sinceramente, depois tudo soa como se você estivesse em meio a uma pista de dança dos anos 80. Não há muito o que dizer aqui.

"Our Song” possui alguns sintetizadores e uns riffs de guitarra mais pesado típico dos anos 80. As melodias iniciais da música eu devo confessar que me cativaram de primeira e ainda hoje continuo a acha-las boas. Apesar de seguir o mesmo padrão pop visto em abundância até aqui ela carrega algumas seções mais memoráveis. Em um disco tão apagado eu considero este um dos momentos de luz. 

Tudo bem que alguns momentos do disco não foram do tipo merecedor de grandes elogios, mas também não era essa mediocridade que é “City of Love". Nada nesta composição se salva, a música inteira se baseia em uma levada sem inspiração alguma e pra completar o refrão é extremamente irritante. 

"Hearts" é certamente a música mais progressiva do álbum (chamar algo de mais ou menos progressivo quando falamos de Yes é algo inevitável, mesmo em discos onde a proposta não era ser de fato progressivo). Possui boas melodias e linhas de baixo marcantes de Chris Squire. A progressão entre diferentes seções da música são boas também. Junto de “Cinema” é a música que mais me chamou atenção. Um final muito bom inclusive se comparado ao que aconteceu durante a maioria do disco. 

Quando falamos de Yes, ao ouvir um disco desse tipo fica difícil não comparar com a banda que gravou obras seminais na década de setenta, mas mesmo assim vou deixar isso de lado e continuar avaliando exatamente como foi feito até agora, ou seja, dentro da proposta da banda. Mesmo de uma perspectiva pop este álbum não consegue decolar bem ou manter uma solidez agradável em suas músicas. Definitivamente, um disco que eu não recomendaria. 

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