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Resenha: Rainbow - Rising (1976)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Rico em texturas, perfeitamente tocado, bombástico, operístico e bem acabado
5
19/05/2018

O primeiro disco do Rainbow foi um bom trabalho, apesar de nada impactante, então que para a gravação do segundo registro, denominado, Rising, Ritchie Blackmore decide demitir todo o time de músicos que o acompanhou em sua estreia (menos Dio, claro, pois ele não seria ousado a esse ponto) e monta aquele que hoje é aceito pela maioria esmagadora como a melhor formação da história da banda, com Cozy Powell na bateria, o excelente e criativo Tony Carey nos teclados e o baixista Jimmy Bain. Eis que não apenas no papel essa seleção era de craques, pois juntos em estúdio também gravaram não apenas o melhor álbum da banda, mas sem sombra de dúvidas um dos melhores discos de rock pesado da história. Um disco que foi bastante singular na época.

O disco começa através de “Tarot Woman”, o teclado em uma introdução estendida vai gerando uma grande energia até que e a música explode em  um rock dramático de qualidade acima da média. Sempre considerei Dio a melhor voz da história do heavy metal, seu trêmulo vocal extremamente adequado ao estilo operístico que ele gosta de adotar soa perfeito. Cozy Powell e Jimmy Bain já demonstram uma cozinha feroz enquanto Tony Carey cria excelentes linhas de teclado e Blackmore coloca o peso necessário na música com seus sempre sublimes riffs e solos. 

"Run With The Wolf" apesar de não manter o disco na mesma intensidade do que quando ele começou, é um rock direto e novamente um trabalho esplêndido em conjunto da banda. Ótima composição, grande progressão de acordes, riffs pesado de guitarra, além de um solo com um bom groove, o baixo também possui ótimos riffs e a bateria dá um excelente ritmo a música, já os teclados só se mostram mais perceptíveis durante o refrão, já os vocais de Dio, impressionantes como sempre, adicionam profundidade à canção. 

“Starstruck “ começa com um delicioso riff de guitarra que logo recebe a companhia dos demais instrumentos em uma levada bastante empolgante. Apesar disso, devo confessar que o que vem depois não me pegou logo de primeira, mas com o tempo tudo me abraçou. A linha de baixo aqui contribui bastante para a melodia, o solo de guitarra novamente funciona muito bem e a bateria de Powell sempre preenche bem a música da melhor forma possível com muito peso e vigor. 

"Do You Close Your Eyes" é a música do álbum que menos diz algo, mas ainda assim uma boa música. Bastante básica, possui menos de três minutos e é o momento onde a banda mostra uma face musical mais radiofônica. Mesmo sem muito o que destacar, devo dizer que o seu riff de guitarra é bem interessante. 

“Stargazer” é a melhor música do álbum, a melhor música da banda e uma das melhores músicas da história do rock pesado. Logo de começo a faixa apresenta um solo de bateria de Cozy Powell extremamente arrasador. O restante da banda então se junta e o riff/ritmo principal que vem em seguida é maravilhoso. Os teclados são sublimes, principalmente por se unirem a Orquestra Filarmônica de Munique, onde juntos dão uma profundidade e sensação épica incrível à música. Os vocais de Dio são perfeitos. As linhas de baixo e a bateria intensa formam uma bela cozinha de concreto. O solo de Blackmore começa bastante descontraído até que vai crescendo, chegando a um ponto onde certamente pode ser considerado um dos melhores de toda a sua carreira. “Stargazer” é perfeita do começo ao fim. 

"A Light In The Black" é a faixa que fecha o disco e suas letras é uma continuação de “Stargazer”. A música mais rápida do álbum, possui uns riffs muito bom e pesados de Blackmore, enquanto Powell na bateria soa como uma locomotiva. No meio possui um solo de teclado excelente de Carey, certamente o seu momento de maior destaque no álbum, em seguida Blackmore não deixa barato e acrescenta ao “duelo” da música mais um dos seus inúmeros solos sensacionais. Baixo, guitarra e bateria mantem a velocidade e ferocidade até o fim. Será que é preciso dizer que Dio novamente dá praticamente uma aula grátis de vocal ao ouvinte?  Acho que não. Ótima maneira de concluir este clássico. 

Rico em texturas, perfeitamente tocado, bombástico, operístico e bem acabado, estes são apenas um dos fatores que o credenciam como uma verdadeira obra-prima do hard rock (ou seria heavy metal?) e que serviu de influência para inúmeras bandas de power metal e metal progressivo que iriam surgir. Um disco que retém exatamente o mesmo brilho mesmo depois de mais de quatro décadas desde o seu lançamento. 

Rico em texturas, perfeitamente tocado, bombástico, operístico e bem acabado
5
19/05/2018

O primeiro disco do Rainbow foi um bom trabalho, apesar de nada impactante, então que para a gravação do segundo registro, denominado, Rising, Ritchie Blackmore decide demitir todo o time de músicos que o acompanhou em sua estreia (menos Dio, claro, pois ele não seria ousado a esse ponto) e monta aquele que hoje é aceito pela maioria esmagadora como a melhor formação da história da banda, com Cozy Powell na bateria, o excelente e criativo Tony Carey nos teclados e o baixista Jimmy Bain. Eis que não apenas no papel essa seleção era de craques, pois juntos em estúdio também gravaram não apenas o melhor álbum da banda, mas sem sombra de dúvidas um dos melhores discos de rock pesado da história. Um disco que foi bastante singular na época.

O disco começa através de “Tarot Woman”, o teclado em uma introdução estendida vai gerando uma grande energia até que e a música explode em  um rock dramático de qualidade acima da média. Sempre considerei Dio a melhor voz da história do heavy metal, seu trêmulo vocal extremamente adequado ao estilo operístico que ele gosta de adotar soa perfeito. Cozy Powell e Jimmy Bain já demonstram uma cozinha feroz enquanto Tony Carey cria excelentes linhas de teclado e Blackmore coloca o peso necessário na música com seus sempre sublimes riffs e solos. 

"Run With The Wolf" apesar de não manter o disco na mesma intensidade do que quando ele começou, é um rock direto e novamente um trabalho esplêndido em conjunto da banda. Ótima composição, grande progressão de acordes, riffs pesado de guitarra, além de um solo com um bom groove, o baixo também possui ótimos riffs e a bateria dá um excelente ritmo a música, já os teclados só se mostram mais perceptíveis durante o refrão, já os vocais de Dio, impressionantes como sempre, adicionam profundidade à canção. 

“Starstruck “ começa com um delicioso riff de guitarra que logo recebe a companhia dos demais instrumentos em uma levada bastante empolgante. Apesar disso, devo confessar que o que vem depois não me pegou logo de primeira, mas com o tempo tudo me abraçou. A linha de baixo aqui contribui bastante para a melodia, o solo de guitarra novamente funciona muito bem e a bateria de Powell sempre preenche bem a música da melhor forma possível com muito peso e vigor. 

"Do You Close Your Eyes" é a música do álbum que menos diz algo, mas ainda assim uma boa música. Bastante básica, possui menos de três minutos e é o momento onde a banda mostra uma face musical mais radiofônica. Mesmo sem muito o que destacar, devo dizer que o seu riff de guitarra é bem interessante. 

“Stargazer” é a melhor música do álbum, a melhor música da banda e uma das melhores músicas da história do rock pesado. Logo de começo a faixa apresenta um solo de bateria de Cozy Powell extremamente arrasador. O restante da banda então se junta e o riff/ritmo principal que vem em seguida é maravilhoso. Os teclados são sublimes, principalmente por se unirem a Orquestra Filarmônica de Munique, onde juntos dão uma profundidade e sensação épica incrível à música. Os vocais de Dio são perfeitos. As linhas de baixo e a bateria intensa formam uma bela cozinha de concreto. O solo de Blackmore começa bastante descontraído até que vai crescendo, chegando a um ponto onde certamente pode ser considerado um dos melhores de toda a sua carreira. “Stargazer” é perfeita do começo ao fim. 

"A Light In The Black" é a faixa que fecha o disco e suas letras é uma continuação de “Stargazer”. A música mais rápida do álbum, possui uns riffs muito bom e pesados de Blackmore, enquanto Powell na bateria soa como uma locomotiva. No meio possui um solo de teclado excelente de Carey, certamente o seu momento de maior destaque no álbum, em seguida Blackmore não deixa barato e acrescenta ao “duelo” da música mais um dos seus inúmeros solos sensacionais. Baixo, guitarra e bateria mantem a velocidade e ferocidade até o fim. Será que é preciso dizer que Dio novamente dá praticamente uma aula grátis de vocal ao ouvinte?  Acho que não. Ótima maneira de concluir este clássico. 

Rico em texturas, perfeitamente tocado, bombástico, operístico e bem acabado, estes são apenas um dos fatores que o credenciam como uma verdadeira obra-prima do hard rock (ou seria heavy metal?) e que serviu de influência para inúmeras bandas de power metal e metal progressivo que iriam surgir. Um disco que retém exatamente o mesmo brilho mesmo depois de mais de quatro décadas desde o seu lançamento. 

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