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Resenha: Iron Maiden - Fear Of The Dark (1992)

Por: Tiago Meneses

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Excesso de músicas + Carência de boas ideias = Disco decepcionante
2
17/05/2018

Devo confessar que o disco Fear of the Dark do Iron Maiden é um dos que menos me empolga em toda a discografia da banda. Em relação a faixa título então eu fico sem entender tamanho culto e admiração em cima dela, fazendo com que esteja presente em todas as turnês da banda. Sinceramente, apesar de ser um clássico eu a considero como uma faixa que envelheceu extremamente mal. 

Curioso é que em uma época de menos inspiração da banda o que eles fazem? Lançam um disco com doze faixas, isso mesmo, DOZE faixas. Sinceramente, apesar de não ser um disco de todo o mau, seus poucos momentos interessantes fazem com que uma audição completa do álbum seja uma verdadeira tortura, assim como também seria tortura escrever nos moldes faixa a faixa.

Curiosamente a falta de inspiração da banda parecia tão grande que estava ficando contagiosa, sendo assim, depois de anos sendo o ilustrador da banda, Derek Riggs perdeu sua inspiração e suas ideias foram rejeitadas tendo o seu espaço naquele momento substituído por Melvyn Grant. 

O que considero lamentável neste disco é que ele possui muito preenchimento, músicas que não empolgam e não dizem absolutamente nada, no geral um disco que carece de direção e a já mencionada inspiração. As performances dos músicos no geral também não ajudam em nada. Nicko McBrain passa longe de oferecer um trabalho técnico e impressionante como no passado ainda breve, escolhendo ficar apenas atrás da banda tocando algumas batidas que não cativam e não acrescentam nada de novo em nenhuma das músicas. Em relação a Steve Harris e o seu baixo, o problema é a dificuldade em ouvi-lo em determinadas partes. Bruce Dickinson não parece estar agindo naturalmente, às vezes parece querer imitar algo na linha de Brian Johnson (o que pra mim não é mérito algum, muito pelo contrário). Por sua vez devo admitir que as guitarras que salva o álbum de uma mediocridade instrumental completa, Gers e Murray fazem alguns bons solos aqui e outro ali, como por exemplo, o de “From Here to Eternity”, além de criarem alguns riffs interessantes também.

Apesar do disco no geral não ser bom, através de “Be Quick or Be Dead” ele (ilude)começa muito bem, de maneira enérgica com alguns riffs velozes de guitarra e uma bateria feroz. Até mesmo Dickinson que não me grada em boa parte do disco aqui soa bem, de forma áspera e agressiva, combinando bem com a abordagem da música. “From Here to Eternity” como eu disse, possui um solo muito bom e acrescento que também cativa com um refrão do tipo pra se cantar junto em meio à multidão. “Afraid to Shoot Strangers” consegue ser a última boa música antes de uma verdadeira intoxicação por uma longa sequência de momentos gordurosos, seu riff principal é ótimo e sua atmosfera bastante interessante. 

Uma pena que após o disco parecer que vai se desenvolver bem, tudo começa a desandar através de músicas extremamente enjoativas. “Fear is the Key” é um metal pesado, repetitivo e sem criatividade que dura mais de cinco dolorosos minutos. Mesmo que a introdução de “Wasting Love” faça parecer que estaremos diante de uma bela música, principalmente pela linha de baixo muito boa (e audível, pois ela pouco aparece no disco), logo se transforma em uma tentativa frustrada de produzir uma balada, ainda que Bruce tente mostrar uma abordagem emocional, não convence e tudo se arrasta sem criatividade alguma. Costumo chamar “The Fugitive”, “Chains of Misery” e “The Apparition” de trinca dos horrores, sério, não sei exatamente o que a banda queria incluindo coisas desse tipo no disco. 

Mas será que não vai ter mais nada nesse disco que vale a pena? Bom, tem mais uma música que devo admitir que tem o seu valor. “Judas be my Guide” mostra um Iron Maiden no seu convencional, a música é uma típica canção de metal melódico com bons riffs e de uma atmosfera quase calorosa.  

Pela sua história e por tudo que representam para o metal, o Iron Maiden gravar um disco fraco é compreensível, principalmente quando se vem de uma década passada onde lançaram um clássico seguido do outro. Os anos 90 começaram mal pra banda com No Prayer For The Dying, sendo que através de Fear of the Dark parece que as coisas estavam se solidificando de uma maneira bem ruim, desgastada e insossa. Mas apesar de tudo, a faixa título se tornou uma queridinha dos fãs, porém, novamente admito que pra mim ela não envelheceu bem (embora nunca de fato eu tenha gostado dela mesmo) e não consigo ouvi-la mais, enjoei de tal forma que mesmo ao vivo que é quando eu acho que ela funciona melhor, eu estando presente nos shows, simplesmente espero ela acabar sem esboçar qualquer tipo de reação. 

Excesso de músicas + Carência de boas ideias = Disco decepcionante
2
17/05/2018

Devo confessar que o disco Fear of the Dark do Iron Maiden é um dos que menos me empolga em toda a discografia da banda. Em relação a faixa título então eu fico sem entender tamanho culto e admiração em cima dela, fazendo com que esteja presente em todas as turnês da banda. Sinceramente, apesar de ser um clássico eu a considero como uma faixa que envelheceu extremamente mal. 

Curioso é que em uma época de menos inspiração da banda o que eles fazem? Lançam um disco com doze faixas, isso mesmo, DOZE faixas. Sinceramente, apesar de não ser um disco de todo o mau, seus poucos momentos interessantes fazem com que uma audição completa do álbum seja uma verdadeira tortura, assim como também seria tortura escrever nos moldes faixa a faixa.

Curiosamente a falta de inspiração da banda parecia tão grande que estava ficando contagiosa, sendo assim, depois de anos sendo o ilustrador da banda, Derek Riggs perdeu sua inspiração e suas ideias foram rejeitadas tendo o seu espaço naquele momento substituído por Melvyn Grant. 

O que considero lamentável neste disco é que ele possui muito preenchimento, músicas que não empolgam e não dizem absolutamente nada, no geral um disco que carece de direção e a já mencionada inspiração. As performances dos músicos no geral também não ajudam em nada. Nicko McBrain passa longe de oferecer um trabalho técnico e impressionante como no passado ainda breve, escolhendo ficar apenas atrás da banda tocando algumas batidas que não cativam e não acrescentam nada de novo em nenhuma das músicas. Em relação a Steve Harris e o seu baixo, o problema é a dificuldade em ouvi-lo em determinadas partes. Bruce Dickinson não parece estar agindo naturalmente, às vezes parece querer imitar algo na linha de Brian Johnson (o que pra mim não é mérito algum, muito pelo contrário). Por sua vez devo admitir que as guitarras que salva o álbum de uma mediocridade instrumental completa, Gers e Murray fazem alguns bons solos aqui e outro ali, como por exemplo, o de “From Here to Eternity”, além de criarem alguns riffs interessantes também.

Apesar do disco no geral não ser bom, através de “Be Quick or Be Dead” ele (ilude)começa muito bem, de maneira enérgica com alguns riffs velozes de guitarra e uma bateria feroz. Até mesmo Dickinson que não me grada em boa parte do disco aqui soa bem, de forma áspera e agressiva, combinando bem com a abordagem da música. “From Here to Eternity” como eu disse, possui um solo muito bom e acrescento que também cativa com um refrão do tipo pra se cantar junto em meio à multidão. “Afraid to Shoot Strangers” consegue ser a última boa música antes de uma verdadeira intoxicação por uma longa sequência de momentos gordurosos, seu riff principal é ótimo e sua atmosfera bastante interessante. 

Uma pena que após o disco parecer que vai se desenvolver bem, tudo começa a desandar através de músicas extremamente enjoativas. “Fear is the Key” é um metal pesado, repetitivo e sem criatividade que dura mais de cinco dolorosos minutos. Mesmo que a introdução de “Wasting Love” faça parecer que estaremos diante de uma bela música, principalmente pela linha de baixo muito boa (e audível, pois ela pouco aparece no disco), logo se transforma em uma tentativa frustrada de produzir uma balada, ainda que Bruce tente mostrar uma abordagem emocional, não convence e tudo se arrasta sem criatividade alguma. Costumo chamar “The Fugitive”, “Chains of Misery” e “The Apparition” de trinca dos horrores, sério, não sei exatamente o que a banda queria incluindo coisas desse tipo no disco. 

Mas será que não vai ter mais nada nesse disco que vale a pena? Bom, tem mais uma música que devo admitir que tem o seu valor. “Judas be my Guide” mostra um Iron Maiden no seu convencional, a música é uma típica canção de metal melódico com bons riffs e de uma atmosfera quase calorosa.  

Pela sua história e por tudo que representam para o metal, o Iron Maiden gravar um disco fraco é compreensível, principalmente quando se vem de uma década passada onde lançaram um clássico seguido do outro. Os anos 90 começaram mal pra banda com No Prayer For The Dying, sendo que através de Fear of the Dark parece que as coisas estavam se solidificando de uma maneira bem ruim, desgastada e insossa. Mas apesar de tudo, a faixa título se tornou uma queridinha dos fãs, porém, novamente admito que pra mim ela não envelheceu bem (embora nunca de fato eu tenha gostado dela mesmo) e não consigo ouvi-la mais, enjoei de tal forma que mesmo ao vivo que é quando eu acho que ela funciona melhor, eu estando presente nos shows, simplesmente espero ela acabar sem esboçar qualquer tipo de reação. 

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