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Resenha: Queen - Queen II (1974)

Por: Tiago Meneses

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Queen II mostra toda a excelência musical de Vossa Majestade
5
17/05/2018

Se eu for falar como um todo o Queen nunca foi uma banda que me agradou tanto, mas ainda assim é inegável que possui alguns grandes discos, no meu caso, gosto muito dos quatro primeiros, onde Queen II, a meu ver, foi quando a banda atingiu o máximo de excelência em seu som e criou uma verdadeira obra-prima. Queen II é hard e pesado em alguns momentos, suave e delicado em outros onde repentinamente pode passar por estados emocionais opostos, talvez algo que explique o fato de cada lado do disco ser representado de uma forma, sendo o lado A chamado de Side White e o lado B chamado de Side Black. 

“Procession” é a faixa que abre o disco com seus pouco mais de um minuto de duração. Começa com uns sons de bumbo executados por Roger Taylor antes que receba a companhia da guitarra de Brian May e seu timbre inconfundível reforçado por overdub. Uma criação de clima perfeito antes do álbum de fato começar. 

“Father to Son” eu considero uma das mais bem feitas composições da banda. Tem um começo que soa grandioso sem necessariamente ser exagerado. Em pouco mais de dois minutos de música, Brian May adiciona uns rugidos pesados de guitarra e depois um solo matador, um momento incrível e que mostra o porquê dele ser considerado um fora de série do instrumento. Se eu for falar sobre os belos vocais de Freddie Mercury todas as vezes que eu achar necessário, essa resenha pode ficar muito circular (mas terei que falar algumas vezes, não tem como), mas ele e May são os que mais brilham aqui e não tem como deixar passar em branco. 

"White Queen (As It Began)" tem um começo bastante sentimental em uma linha um pouco medieval até que ela muda de direção se transformando em uma balada sombria. Porém, a ideia não é em manter esta música somente na bonança. No seu refrão, enquanto a tristeza é mantida também ganha um peso que a deixa em tempestade. Os arranjos de Brian May dão um toque clássico para a música e seu solo de violão é brilhante. A música fica mais pesada e o guitarrista faz um dos seus famosos solos em overdub. O final da música é bastante triste. 

“Some Day One Day” tem uma introdução linda, bastante pastoral e edificante. Brian May é quem lidera os vocais aqui. O clima inicial de calmaria permanece por toda a música. Uma música pop do tipo atemporal e poderia ter sido escrita em qualquer década. Apesar de possuir uma linha acústica, também tem ótimos trabalhos de guitarra que inclui dois excelentes solos. 

Em “The Loser in the End" agora quem lidera os vocais é Roger Taylor. Começa com uma explosão de bateria, algo surpreendente é quando a música adquire uma sensação meio de southern rock. Quando a ouvi pela primeira vez eu achei uma canção meio fora de direção em relação às demais faixas do álbum, mas hoje nem levo isso em consideração. Apesar de ser a menos atrativa do disco, mostra que o baterista tem uma excelente voz.  

A partir daqui o ouvinte estará diante do lado mais negro do disco, o já mencionado mais acima, Side Black. Se tudo já estava impressionante, então se prepare pois as coisas só tendem a crescer musicalmente mais ainda. “Ogre Battle” é sensacional, começa com um baixo bastante forte de John Deacon e Freddie ao entrar na música solta um grito meio aterrorizante, uma maneira perfeita de começar uma música incrivelmente feroz. Brian May deposita um riff incrível, Roger Taylor toca bateria com muita veemência. Depois de alguns curtos gritos de Mercuty, a música mantém o seu peso à medida que também vai se tornando um pouco menos intensa. O refrão soa um pouco mais sombrio. Uma forma perfeita de começar a segunda metade do disco, ou seja, tirando o fôlego do ouvinte. 

Tanto as letras como a música em “The Fairy Feller's Master-Stroke” são inspiradas em uma pintura de Richard Dadd. Começa com um cravo, depois a cozinha mostrando-se poderosa coloca mais fogo na música. As guitarras também são ótimas, assim como algumas ideias de piano. Esta música consegue atingir uma grande intensidade sem a necessidade da utilização de peso, algo que a banda sabia fazer como pouca (ou mesmo nenhuma outra). Nunca parei pra pensar em qual seria a minha música preferida da banda, mas se fosse pra responder esta questão agora e sem direito a pensar muito, em “The Fairy Feller's Master-Stroke” provavelmente seria seria a resposta. 

“Nevermore” é uma daquelas músicas que o ouvinte lamenta por ter acabado de maneira tão precoce. Freddie faz belíssimos vocais e backings, além de tocar piano de maneira sublime e reproduzir uma das melhores melodias do disco. 

“The March Of The Black Queen” traz um clima diferente do sereno encontrado na faixa anterior. Talvez estejamos diante de uma espécie de prelúdio para o que Bohemian Rhapsody viria a se tornar. Existem algumas mudanças frenéticas na música, uma alternância de melodias suaves e exuberantes, excelentes momentos de guitarras densas e orquestradas, os vocais de Freddie mais uma vez soam com um poder sem igual e aqui tendo como adicionais alguns gritos de Roger Taylor. Seu final também é bem interessante, a banda “engana” o ouvinte tentando fazer parecer que a faixa acabou, então ela retorna primeiramente com pianos animados e em seguida toda a banda e mais o vocais se juntam novamente, soando alegre e grandioso, pra que assim tudo chegue de fato ao fim. 

“Funny How Love Is” encaixa perfeitamente com a música anterior. Carrega um humor que me faz lembrar filmes ambientados nos tempos medievais. Não existe um ponto que possa ser destacado mais que outro, funciona bem dentro da sua simplicidade. As maracas de fundo dão um efeito muito bom à música. 

O disco chega ao fim através da faixa, “The Seven Seas Of Rhye”. Começa com um piano veloz e bastante otimista. O tipo de faixa que define o lado mais leve da banda, mas ainda assim carrega um peso. Tem um solo de guitarra maravilhoso e direto dentro do clima da música, este que é fantástico e perfeito para terminar o disco. Os backing vocals também são um dos destaques sendo provavelmente os mais bem feitos de Queen II. 

Ainda que A Night At The Opera também seja uma obra-prima, considero Queen II o verdadeiro suprassumo da banda. Um extraordinário álbum de hard rock com pitadas progressivas e que possui um brilho em que poucas vezes é visto em outros discos, do tipo onde todos os seus aspectos são destaques. 

Queen II mostra toda a excelência musical de Vossa Majestade
5
17/05/2018

Se eu for falar como um todo o Queen nunca foi uma banda que me agradou tanto, mas ainda assim é inegável que possui alguns grandes discos, no meu caso, gosto muito dos quatro primeiros, onde Queen II, a meu ver, foi quando a banda atingiu o máximo de excelência em seu som e criou uma verdadeira obra-prima. Queen II é hard e pesado em alguns momentos, suave e delicado em outros onde repentinamente pode passar por estados emocionais opostos, talvez algo que explique o fato de cada lado do disco ser representado de uma forma, sendo o lado A chamado de Side White e o lado B chamado de Side Black. 

“Procession” é a faixa que abre o disco com seus pouco mais de um minuto de duração. Começa com uns sons de bumbo executados por Roger Taylor antes que receba a companhia da guitarra de Brian May e seu timbre inconfundível reforçado por overdub. Uma criação de clima perfeito antes do álbum de fato começar. 

“Father to Son” eu considero uma das mais bem feitas composições da banda. Tem um começo que soa grandioso sem necessariamente ser exagerado. Em pouco mais de dois minutos de música, Brian May adiciona uns rugidos pesados de guitarra e depois um solo matador, um momento incrível e que mostra o porquê dele ser considerado um fora de série do instrumento. Se eu for falar sobre os belos vocais de Freddie Mercury todas as vezes que eu achar necessário, essa resenha pode ficar muito circular (mas terei que falar algumas vezes, não tem como), mas ele e May são os que mais brilham aqui e não tem como deixar passar em branco. 

"White Queen (As It Began)" tem um começo bastante sentimental em uma linha um pouco medieval até que ela muda de direção se transformando em uma balada sombria. Porém, a ideia não é em manter esta música somente na bonança. No seu refrão, enquanto a tristeza é mantida também ganha um peso que a deixa em tempestade. Os arranjos de Brian May dão um toque clássico para a música e seu solo de violão é brilhante. A música fica mais pesada e o guitarrista faz um dos seus famosos solos em overdub. O final da música é bastante triste. 

“Some Day One Day” tem uma introdução linda, bastante pastoral e edificante. Brian May é quem lidera os vocais aqui. O clima inicial de calmaria permanece por toda a música. Uma música pop do tipo atemporal e poderia ter sido escrita em qualquer década. Apesar de possuir uma linha acústica, também tem ótimos trabalhos de guitarra que inclui dois excelentes solos. 

Em “The Loser in the End" agora quem lidera os vocais é Roger Taylor. Começa com uma explosão de bateria, algo surpreendente é quando a música adquire uma sensação meio de southern rock. Quando a ouvi pela primeira vez eu achei uma canção meio fora de direção em relação às demais faixas do álbum, mas hoje nem levo isso em consideração. Apesar de ser a menos atrativa do disco, mostra que o baterista tem uma excelente voz.  

A partir daqui o ouvinte estará diante do lado mais negro do disco, o já mencionado mais acima, Side Black. Se tudo já estava impressionante, então se prepare pois as coisas só tendem a crescer musicalmente mais ainda. “Ogre Battle” é sensacional, começa com um baixo bastante forte de John Deacon e Freddie ao entrar na música solta um grito meio aterrorizante, uma maneira perfeita de começar uma música incrivelmente feroz. Brian May deposita um riff incrível, Roger Taylor toca bateria com muita veemência. Depois de alguns curtos gritos de Mercuty, a música mantém o seu peso à medida que também vai se tornando um pouco menos intensa. O refrão soa um pouco mais sombrio. Uma forma perfeita de começar a segunda metade do disco, ou seja, tirando o fôlego do ouvinte. 

Tanto as letras como a música em “The Fairy Feller's Master-Stroke” são inspiradas em uma pintura de Richard Dadd. Começa com um cravo, depois a cozinha mostrando-se poderosa coloca mais fogo na música. As guitarras também são ótimas, assim como algumas ideias de piano. Esta música consegue atingir uma grande intensidade sem a necessidade da utilização de peso, algo que a banda sabia fazer como pouca (ou mesmo nenhuma outra). Nunca parei pra pensar em qual seria a minha música preferida da banda, mas se fosse pra responder esta questão agora e sem direito a pensar muito, em “The Fairy Feller's Master-Stroke” provavelmente seria seria a resposta. 

“Nevermore” é uma daquelas músicas que o ouvinte lamenta por ter acabado de maneira tão precoce. Freddie faz belíssimos vocais e backings, além de tocar piano de maneira sublime e reproduzir uma das melhores melodias do disco. 

“The March Of The Black Queen” traz um clima diferente do sereno encontrado na faixa anterior. Talvez estejamos diante de uma espécie de prelúdio para o que Bohemian Rhapsody viria a se tornar. Existem algumas mudanças frenéticas na música, uma alternância de melodias suaves e exuberantes, excelentes momentos de guitarras densas e orquestradas, os vocais de Freddie mais uma vez soam com um poder sem igual e aqui tendo como adicionais alguns gritos de Roger Taylor. Seu final também é bem interessante, a banda “engana” o ouvinte tentando fazer parecer que a faixa acabou, então ela retorna primeiramente com pianos animados e em seguida toda a banda e mais o vocais se juntam novamente, soando alegre e grandioso, pra que assim tudo chegue de fato ao fim. 

“Funny How Love Is” encaixa perfeitamente com a música anterior. Carrega um humor que me faz lembrar filmes ambientados nos tempos medievais. Não existe um ponto que possa ser destacado mais que outro, funciona bem dentro da sua simplicidade. As maracas de fundo dão um efeito muito bom à música. 

O disco chega ao fim através da faixa, “The Seven Seas Of Rhye”. Começa com um piano veloz e bastante otimista. O tipo de faixa que define o lado mais leve da banda, mas ainda assim carrega um peso. Tem um solo de guitarra maravilhoso e direto dentro do clima da música, este que é fantástico e perfeito para terminar o disco. Os backing vocals também são um dos destaques sendo provavelmente os mais bem feitos de Queen II. 

Ainda que A Night At The Opera também seja uma obra-prima, considero Queen II o verdadeiro suprassumo da banda. Um extraordinário álbum de hard rock com pitadas progressivas e que possui um brilho em que poucas vezes é visto em outros discos, do tipo onde todos os seus aspectos são destaques. 

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