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Resenha: Kiss - Love Gun (1977)

Por: André Luiz Paiz

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Love Gun é um álbum com poucos destaques
3.5
16/05/2018

Love Gun é um álbum com poucos destaques

Apesar de possuir alguns detalhes interessantes, "Love Gun" é um álbum que se posiciona no meio da discografia do Kiss. Não está junto com os piores, mas nem com os melhores. O fator curioso número um, é que Ace faz a sua estreia como vocalista, fazendo com que o álbum seja o primeiro em que os quatro lideram o microfone em algum momento. O segundo detalhe, é que esta é a última vez que a formação clássica participa de todas as faixas, já que Peter Criss quase não aparece em "Dynasty", o álbum sucessor deste, sendo substituído por Anton Fig nas baquetas.

Como de costume, Paul dá o cartão de visitas com "I Stole Your Love" que, segundo ele, foi influenciado pelo álbum "Burn" do Purple. Não é pra tanto, mas a faixa fica dentro da média. Em comparação com as faixas de abertura dos álbuns anteriores, principalmente "Detroit Rock City", aí infelizmente perde feio.
"Christine Sixteen" possui uma levada rock dos anos 60. Gene vai bem, porém a música também não é um grande destaque. O curioso dela é que Eddie e Alex Van Halen tocaram em sua demo, assim como em "Got Love for Sale". Esta última pode ser considerada uma boa faixa e também é cantada por Gene.
Ace estreia como vocalista em "Shock Me", por insistência de Gene. A faixa fala sobre Ace ter sido eletrocutado em um show na turnê de "Rock And Roll Over". Apesar de ser bem básica, é uma faixa que acho legal, principalmente o solo de guitarra.
"Tomorrow And Tonight" traz Paul de volta em uma ótima canção. Não é um hino do Kiss, apesar de parecer ter sido esta a tentativa, mas com Paul no vocal o nível dificilmente não sobe.
Por falar em subir o nível, a faixa-título é a melhor do álbum, sem sombra de dúvidas. Primeiro, Paul cantando aqui é apelação. Canta demais. Uma das melhores faixas da carreira do Kiss.
A contribuição de Criss para o álbum é com a faixa rock "Hooligan". É notável que Criss tem uma veia muito rock and roll nas faixas que traz. Ótima música.
"Almost Human" tem algo de "God Of Thunder", mas decepciona um pouco no refrão. Agora o vocal de Gene e as linhas de baixo são ótimas.
"Plaster Caster" fala sobre Cynthia Plaster Caster, uma groupie que criava moldes em gesso das partes íntimas eretas de músicos famosos. Preciso falar de quem é a música? Enfim, Gene vai bem e a faixa é bem legal.
Não consigo falar sobre o cover do The Crystals - "Then She Kissed Me". Peço desculpas aos que gostam, mas qualquer faixa filler com uma levada mais rock funcionaria melhor aqui. Pra esse tipo de abordagem existem os álbuns solo, não é?

Não consigo escrever muito sobre "Love Gun". Parece que ele passa batido quando pensamos nos melhores trabalhos do Kiss. Engraçado que, quando pensamos nos piores, ele também não é o primeiro que vem à cabeça. Dá pra se divertir com ele, mas é que, depois de "Destroyer" e "Rock And Roll Over", a cobrança é naturalmente alta. Se você estiver afim de ouvir rock e não está muito exigente, pode ir tranquilo.

Love Gun é um álbum com poucos destaques
3.5
16/05/2018

Love Gun é um álbum com poucos destaques

Apesar de possuir alguns detalhes interessantes, "Love Gun" é um álbum que se posiciona no meio da discografia do Kiss. Não está junto com os piores, mas nem com os melhores. O fator curioso número um, é que Ace faz a sua estreia como vocalista, fazendo com que o álbum seja o primeiro em que os quatro lideram o microfone em algum momento. O segundo detalhe, é que esta é a última vez que a formação clássica participa de todas as faixas, já que Peter Criss quase não aparece em "Dynasty", o álbum sucessor deste, sendo substituído por Anton Fig nas baquetas.

Como de costume, Paul dá o cartão de visitas com "I Stole Your Love" que, segundo ele, foi influenciado pelo álbum "Burn" do Purple. Não é pra tanto, mas a faixa fica dentro da média. Em comparação com as faixas de abertura dos álbuns anteriores, principalmente "Detroit Rock City", aí infelizmente perde feio.
"Christine Sixteen" possui uma levada rock dos anos 60. Gene vai bem, porém a música também não é um grande destaque. O curioso dela é que Eddie e Alex Van Halen tocaram em sua demo, assim como em "Got Love for Sale". Esta última pode ser considerada uma boa faixa e também é cantada por Gene.
Ace estreia como vocalista em "Shock Me", por insistência de Gene. A faixa fala sobre Ace ter sido eletrocutado em um show na turnê de "Rock And Roll Over". Apesar de ser bem básica, é uma faixa que acho legal, principalmente o solo de guitarra.
"Tomorrow And Tonight" traz Paul de volta em uma ótima canção. Não é um hino do Kiss, apesar de parecer ter sido esta a tentativa, mas com Paul no vocal o nível dificilmente não sobe.
Por falar em subir o nível, a faixa-título é a melhor do álbum, sem sombra de dúvidas. Primeiro, Paul cantando aqui é apelação. Canta demais. Uma das melhores faixas da carreira do Kiss.
A contribuição de Criss para o álbum é com a faixa rock "Hooligan". É notável que Criss tem uma veia muito rock and roll nas faixas que traz. Ótima música.
"Almost Human" tem algo de "God Of Thunder", mas decepciona um pouco no refrão. Agora o vocal de Gene e as linhas de baixo são ótimas.
"Plaster Caster" fala sobre Cynthia Plaster Caster, uma groupie que criava moldes em gesso das partes íntimas eretas de músicos famosos. Preciso falar de quem é a música? Enfim, Gene vai bem e a faixa é bem legal.
Não consigo falar sobre o cover do The Crystals - "Then She Kissed Me". Peço desculpas aos que gostam, mas qualquer faixa filler com uma levada mais rock funcionaria melhor aqui. Pra esse tipo de abordagem existem os álbuns solo, não é?

Não consigo escrever muito sobre "Love Gun". Parece que ele passa batido quando pensamos nos melhores trabalhos do Kiss. Engraçado que, quando pensamos nos piores, ele também não é o primeiro que vem à cabeça. Dá pra se divertir com ele, mas é que, depois de "Destroyer" e "Rock And Roll Over", a cobrança é naturalmente alta. Se você estiver afim de ouvir rock e não está muito exigente, pode ir tranquilo.

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