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Resenha: Black Sabbath - Tyr (1990)

Por: Marcel Zangirolami

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E o velho e bom Sabbath ainda tinha lenha pra queimar...
4
12/05/2018

Fico imaginando o peso nas costas de Tony Martin, por substituir vocalistas já consagrados à época como : Ozzy, Dio, Ian Gillan e Glenn Hugles, e apesar de ser o mais "fraco" da turma, se saiu muito bem. 

O terceiro registro de Martin com o Black Sabbath,  segue o trabalho proposto desde o excelente Eternal Idol, soando um pouco mais melódico que os anteriores, não é um álbum conceitual como a maioria diz, somente algumas faixas enveredam em torno da mitologia nórdica.

Então vamos aos destaques:

"Anno Mundi" e seus acordes iniciais de violão remetem imediatamente a Children of The Sea, depois toma o próprio rumo, um heavy tradicional muito agradável de se ouvir, com destaque para a bateria do veterano Cozy Powell.

"Jerusalém" é a tal, a melhor faixa de Tyr,  uma das melhores da fase Martin, perfeita do começo ao fim.
Nela Tony Martin mostra seu valor, acredito que muitas viúvas de Ozzy e Dio tiveram que se curvar a sua qualidade.

Intercalando a densidade com partes acústicas "The Sabbath Stones" é quase uma prévia do que veríamos em Dehumanizer (1992)  obvio que em sua parte mais pesada.

Somente aos dedilhados de guitarra e alguns efeitos de sintetizador emulando ventos, a voz de Tony Martin ganha evidência em "Odin's Court" que serve de ponte para a agitada Valhala.

Tentando alcançar o mesmo sucesso da bela "No Stranger to Love"  o Black Sabbath erra o pé com a balada "Feels Good To Me".
Era como se o Bon Jovi fizesse um tributo a banda de Birmingham.

É isso, entre mortos e feridos, temos um disco acima da média, os detratores de Tony Martin continuaram dizendo sandices, e como é próprio dos sábios mudar de ideia, todos deveriam dar uma chance a essa fase diferente e criativa do Black Sabbath.

Obvio que a formação dessa época é bem descaracterizada, apesar dos ótimos músicos, mas a alma do Sabbath ainda está ali, e atende como Tony Iommi, despejando um turbilhão de riffs com sua SG preta.

Deixe de lado o preconceito e ouça o disco agora !!!

E o velho e bom Sabbath ainda tinha lenha pra queimar...
4
12/05/2018

Fico imaginando o peso nas costas de Tony Martin, por substituir vocalistas já consagrados à época como : Ozzy, Dio, Ian Gillan e Glenn Hugles, e apesar de ser o mais "fraco" da turma, se saiu muito bem. 

O terceiro registro de Martin com o Black Sabbath,  segue o trabalho proposto desde o excelente Eternal Idol, soando um pouco mais melódico que os anteriores, não é um álbum conceitual como a maioria diz, somente algumas faixas enveredam em torno da mitologia nórdica.

Então vamos aos destaques:

"Anno Mundi" e seus acordes iniciais de violão remetem imediatamente a Children of The Sea, depois toma o próprio rumo, um heavy tradicional muito agradável de se ouvir, com destaque para a bateria do veterano Cozy Powell.

"Jerusalém" é a tal, a melhor faixa de Tyr,  uma das melhores da fase Martin, perfeita do começo ao fim.
Nela Tony Martin mostra seu valor, acredito que muitas viúvas de Ozzy e Dio tiveram que se curvar a sua qualidade.

Intercalando a densidade com partes acústicas "The Sabbath Stones" é quase uma prévia do que veríamos em Dehumanizer (1992)  obvio que em sua parte mais pesada.

Somente aos dedilhados de guitarra e alguns efeitos de sintetizador emulando ventos, a voz de Tony Martin ganha evidência em "Odin's Court" que serve de ponte para a agitada Valhala.

Tentando alcançar o mesmo sucesso da bela "No Stranger to Love"  o Black Sabbath erra o pé com a balada "Feels Good To Me".
Era como se o Bon Jovi fizesse um tributo a banda de Birmingham.

É isso, entre mortos e feridos, temos um disco acima da média, os detratores de Tony Martin continuaram dizendo sandices, e como é próprio dos sábios mudar de ideia, todos deveriam dar uma chance a essa fase diferente e criativa do Black Sabbath.

Obvio que a formação dessa época é bem descaracterizada, apesar dos ótimos músicos, mas a alma do Sabbath ainda está ali, e atende como Tony Iommi, despejando um turbilhão de riffs com sua SG preta.

Deixe de lado o preconceito e ouça o disco agora !!!

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