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Resenha: Tony Banks - 5 (2018)

Por: Tiago Meneses

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Esbanjando confiança em suas habilidades de composição
5
07/05/2018

Primeiramente o que se deve deixar claro aqui é que não se trata de um disco de rock progressivo ou qualquer tipo de rock que seja, mas sim, de música clássica. Como o nome do álbum diz, Tony Banks ao piano e celesta, gravou cinco músicas ao lado da mundialmente conhecida e renomada Orquestra Sinfônica Nacional da República Tcheca. O resultado não foi diferente do que belíssimo e impressionante. 

O disco já começa com a sua maior peça e com mais de quinze minutos, “Prelude to a Million Years”. Já de início o álbum já deixa claro que se trata de um trabalho de sonoridade poderosa. Banks utiliza de uns arpejos maravilhosos. Uma sonoridade sinfônica, onírica e extremamente imaginativa, ou seja, características básicas que uma música clássica da melhor qualidade pode oferecer. Apesar de toda a riqueza instrumental encontrada na música (e no disco em geral) o ouvinte pode sentir uma fácil acessibilidade, inclusive, o próprio Tony Banks disse que faz questão que as pessoas também toquem as suas composições deste álbum, tanto que no encarte do CD contém todas as partituras das cinco músicas. 

“Reveille” já começa de maneira hipnotizante através de um vibrafone bastante animado que vai ganhando aos poucos um corpo sinfônico ao fundo. É impressionante, apesar de instrumental, quando fechamos os olhos para ouvi-la parece que enxergamos vários tipos de belas paisagens. Tudo é incrível e ao chegar ao fim o ouvinte acaba sentindo como se tivesse “acordado” de um belo sonho. 

"Ebb and Flow" tem uma atmosfera que lembra algum filme, mas que não me recordo qual, ou mesmo quem sabe se trata de uma música que serviria de trilha sonora para a uma jornada e que certamente o personagem está bastante animado em fazer. Toda a delicadeza da sua instrumentação alcança a alma do ouvinte. Considero esta música a de momentos mais edificantes no disco, como se o ouvinte estivesse descobrindo um mundo novo que impressiona por vários fatores, sendo que um deles é a sua beleza variada e que o “fim” está somente onde seus olhos não mais alcançam. 

"Autumn Sonata" com sua sonoridade parece realmente trazer o clima do Outono para o disco. Está música na verdade é uma junção de criações de Banks já feitas uns anos atrás e que se encontram na parte intermediária da música, enquanto que o começo e o fim são criações novas. Independente disso ambas as partes são maravilhosamente bem compostas, sendo as linhas mais novas bastante condizentes com a sonoridade do disco e a parte do meio um pouco diferente trazendo inclusive uma mudança de ritmo, coisa que particularmente gosto bastante. 

“Renaissance” é a quinta e última experiência sublime causada por este álbum. Uma música que possui uma sonoridade impressionante e como todas as outras, ela reflete no nome escolhido a instrumentação abordada. Não existe a necessidade de explicação, basta ouvir e perceber exatamente o que o nome sugere. O disco termina de fato com um clima de renascimento, talvez uma mensagem do próprio Banks querendo demonstrar uma total confiança em suas habilidades de composição que muitos hoje em dia duvidam da existência. 

Fiquei sabendo que este disco figurou em primeiro lugar nas paradas de música clássica do Reino Unido, confesso não acompanhar (hoje em dia) tanto a música clássica, mas a qualidade musical encontrada aqui realmente é sensacional. 5 é um disco que requer várias e várias audições onde em cada uma delas o sabor parece ser diferente, porém, delicioso como sempre. Dificilmente este disco não ficará entre os três melhores no meu balanço de fim de ano.

Esbanjando confiança em suas habilidades de composição
5
07/05/2018

Primeiramente o que se deve deixar claro aqui é que não se trata de um disco de rock progressivo ou qualquer tipo de rock que seja, mas sim, de música clássica. Como o nome do álbum diz, Tony Banks ao piano e celesta, gravou cinco músicas ao lado da mundialmente conhecida e renomada Orquestra Sinfônica Nacional da República Tcheca. O resultado não foi diferente do que belíssimo e impressionante. 

O disco já começa com a sua maior peça e com mais de quinze minutos, “Prelude to a Million Years”. Já de início o álbum já deixa claro que se trata de um trabalho de sonoridade poderosa. Banks utiliza de uns arpejos maravilhosos. Uma sonoridade sinfônica, onírica e extremamente imaginativa, ou seja, características básicas que uma música clássica da melhor qualidade pode oferecer. Apesar de toda a riqueza instrumental encontrada na música (e no disco em geral) o ouvinte pode sentir uma fácil acessibilidade, inclusive, o próprio Tony Banks disse que faz questão que as pessoas também toquem as suas composições deste álbum, tanto que no encarte do CD contém todas as partituras das cinco músicas. 

“Reveille” já começa de maneira hipnotizante através de um vibrafone bastante animado que vai ganhando aos poucos um corpo sinfônico ao fundo. É impressionante, apesar de instrumental, quando fechamos os olhos para ouvi-la parece que enxergamos vários tipos de belas paisagens. Tudo é incrível e ao chegar ao fim o ouvinte acaba sentindo como se tivesse “acordado” de um belo sonho. 

"Ebb and Flow" tem uma atmosfera que lembra algum filme, mas que não me recordo qual, ou mesmo quem sabe se trata de uma música que serviria de trilha sonora para a uma jornada e que certamente o personagem está bastante animado em fazer. Toda a delicadeza da sua instrumentação alcança a alma do ouvinte. Considero esta música a de momentos mais edificantes no disco, como se o ouvinte estivesse descobrindo um mundo novo que impressiona por vários fatores, sendo que um deles é a sua beleza variada e que o “fim” está somente onde seus olhos não mais alcançam. 

"Autumn Sonata" com sua sonoridade parece realmente trazer o clima do Outono para o disco. Está música na verdade é uma junção de criações de Banks já feitas uns anos atrás e que se encontram na parte intermediária da música, enquanto que o começo e o fim são criações novas. Independente disso ambas as partes são maravilhosamente bem compostas, sendo as linhas mais novas bastante condizentes com a sonoridade do disco e a parte do meio um pouco diferente trazendo inclusive uma mudança de ritmo, coisa que particularmente gosto bastante. 

“Renaissance” é a quinta e última experiência sublime causada por este álbum. Uma música que possui uma sonoridade impressionante e como todas as outras, ela reflete no nome escolhido a instrumentação abordada. Não existe a necessidade de explicação, basta ouvir e perceber exatamente o que o nome sugere. O disco termina de fato com um clima de renascimento, talvez uma mensagem do próprio Banks querendo demonstrar uma total confiança em suas habilidades de composição que muitos hoje em dia duvidam da existência. 

Fiquei sabendo que este disco figurou em primeiro lugar nas paradas de música clássica do Reino Unido, confesso não acompanhar (hoje em dia) tanto a música clássica, mas a qualidade musical encontrada aqui realmente é sensacional. 5 é um disco que requer várias e várias audições onde em cada uma delas o sabor parece ser diferente, porém, delicioso como sempre. Dificilmente este disco não ficará entre os três melhores no meu balanço de fim de ano.

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