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Resenha: Greta Van Fleet - From The Fires (2017)

Por: Tiago Meneses

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Sem criatividade, originalidade e riffs quase sempre repetitivos e enjoativos
1.5
03/05/2018

Antes de tudo já quero deixar claro que eu acho bastante ignóbil qualquer tipo de comentário que diz que isso é o novo aquilo. Como estamos em um espaço musical, vamos falar da última pérola dos meios de comunicações sobre a banda Greta Van Fleet, os chamando de o “novo Led Zeppelin” ou a “salvação” do rock, declarações tristes. Primeiro que o mérito de grandes artistas está justamente em eles serem eles mesmos e através da sua personalidade conquistar o público, saber dosar influência com o tempero próprio, segundo que o rock não precisa ser salvo, mas se uma banda que faz esse tipo de som pode ser chamada de a salvação, sinceramente, quem pediu essa ajuda, a fez utilizando através de uma frase muito conhecida do brasileiro “oh, e agora quem poderá nos defender?”, afinal, não tem como levar a sério tais “heróis”. 

Muitas vezes já aconteceu de eu ouvir alguns retalhos musicais aqui e ali do disco de algum grupo e com isso acabar o julgando de forma errada, afinal, após eu parar pra ouvir todo o álbum, minha impressão mudou da água para o vinho. Porém, com From The Fires às coisas foram muito homogêneas niveladas por baixo, tanto antes quanto depois. Percebi uma banda sem qualquer tentativa de soar com o mínimo de originalidade, composições que envelhecem quase que instantaneamente devido a principalmente uns emaranhados de riffs que rapidamente se tornam repetitivos e enjoativos.

Certamente que este não é o primeiro caso da música onde o termo paródia pode ser utilizado pois já existiram muitos outros casos de artistas que apareceram pra “reviver” algo que fez bastante sucesso em outrora, mas não me lembro de nenhum onde o termo caia tão bem como aqui. Mas o que mais me impressiona é todo o rebuliço que muitas pessoas estão fazendo envolto deste disco, como se eles estivessem oxigenando o rock mundial de uma maneira nova, me espanta o número de pessoas que realmente enxergam neste disco algo além do que um “Led Zeppelin” monótono, sem vida e completamente esquecível. 

Já deixando avisado aqui que neste caso não vai ter a avaliação faixa a faixa como costumo fazer na maioria de minhas resenhas, como pode ser percebido estou tentando falar sobre a impressão que o álbum me causou como um todo o mais rápido possível (embora às vezes não seja muito fácil).  

A música de uma banda como o Led Zeppelin (peço mil desculpas em utilizar o nome da banda algumas vezes, mas é inevitável) ainda hoje permanece com um grande frescor justamente porque eles terem pensado fora da caixinha na época, fizeram algo que realmente tinha potencial pra se tornar atemporal. Por outro lado, Greta Van Fleet com o seu disco From The Fires não passa de alguns jovens sem criatividade e de sons tão empolgante quanto acompanhar uma corrida de lesmas. Sinceramente, se uma banda de hoje, ao gravar o seu álbum necessita fazer um som genérico do que foi criado a mais de meio século pra poder emplacar enganando um público cego pela nostalgia, não posso definir isso diferente do que medíocre. 

Mas apesar disso tudo, por último eu devo ser menos ríspido e mais compreensível por se tratar de músicos jovens, onde outros trabalhos certamente irão surgir. Porém, eu espero que eles repensem este caminho que estão atualmente, que a banda trabalhe em algo mais pessoal, íntimo e apenas busque boas influências na dosagem certa, pois em From The Fires ninguém conheceu o rosto da Greta Van Fleet, afinal, eles simplesmente usaram uma máscara antiga e já conhecida por todos a muito tempo. 

Sem criatividade, originalidade e riffs quase sempre repetitivos e enjoativos
1.5
03/05/2018

Antes de tudo já quero deixar claro que eu acho bastante ignóbil qualquer tipo de comentário que diz que isso é o novo aquilo. Como estamos em um espaço musical, vamos falar da última pérola dos meios de comunicações sobre a banda Greta Van Fleet, os chamando de o “novo Led Zeppelin” ou a “salvação” do rock, declarações tristes. Primeiro que o mérito de grandes artistas está justamente em eles serem eles mesmos e através da sua personalidade conquistar o público, saber dosar influência com o tempero próprio, segundo que o rock não precisa ser salvo, mas se uma banda que faz esse tipo de som pode ser chamada de a salvação, sinceramente, quem pediu essa ajuda, a fez utilizando através de uma frase muito conhecida do brasileiro “oh, e agora quem poderá nos defender?”, afinal, não tem como levar a sério tais “heróis”. 

Muitas vezes já aconteceu de eu ouvir alguns retalhos musicais aqui e ali do disco de algum grupo e com isso acabar o julgando de forma errada, afinal, após eu parar pra ouvir todo o álbum, minha impressão mudou da água para o vinho. Porém, com From The Fires às coisas foram muito homogêneas niveladas por baixo, tanto antes quanto depois. Percebi uma banda sem qualquer tentativa de soar com o mínimo de originalidade, composições que envelhecem quase que instantaneamente devido a principalmente uns emaranhados de riffs que rapidamente se tornam repetitivos e enjoativos.

Certamente que este não é o primeiro caso da música onde o termo paródia pode ser utilizado pois já existiram muitos outros casos de artistas que apareceram pra “reviver” algo que fez bastante sucesso em outrora, mas não me lembro de nenhum onde o termo caia tão bem como aqui. Mas o que mais me impressiona é todo o rebuliço que muitas pessoas estão fazendo envolto deste disco, como se eles estivessem oxigenando o rock mundial de uma maneira nova, me espanta o número de pessoas que realmente enxergam neste disco algo além do que um “Led Zeppelin” monótono, sem vida e completamente esquecível. 

Já deixando avisado aqui que neste caso não vai ter a avaliação faixa a faixa como costumo fazer na maioria de minhas resenhas, como pode ser percebido estou tentando falar sobre a impressão que o álbum me causou como um todo o mais rápido possível (embora às vezes não seja muito fácil).  

A música de uma banda como o Led Zeppelin (peço mil desculpas em utilizar o nome da banda algumas vezes, mas é inevitável) ainda hoje permanece com um grande frescor justamente porque eles terem pensado fora da caixinha na época, fizeram algo que realmente tinha potencial pra se tornar atemporal. Por outro lado, Greta Van Fleet com o seu disco From The Fires não passa de alguns jovens sem criatividade e de sons tão empolgante quanto acompanhar uma corrida de lesmas. Sinceramente, se uma banda de hoje, ao gravar o seu álbum necessita fazer um som genérico do que foi criado a mais de meio século pra poder emplacar enganando um público cego pela nostalgia, não posso definir isso diferente do que medíocre. 

Mas apesar disso tudo, por último eu devo ser menos ríspido e mais compreensível por se tratar de músicos jovens, onde outros trabalhos certamente irão surgir. Porém, eu espero que eles repensem este caminho que estão atualmente, que a banda trabalhe em algo mais pessoal, íntimo e apenas busque boas influências na dosagem certa, pois em From The Fires ninguém conheceu o rosto da Greta Van Fleet, afinal, eles simplesmente usaram uma máscara antiga e já conhecida por todos a muito tempo. 

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