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Resenha: Dire Straits - Dire Straits (1978)

Por: Tiago Meneses

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Mesmo na contramão do som em alta na época, criaram um clássico genuíno
5
01/05/2018

Hoje eu posso falar sobre infinitas bandas que conheço principalmente dentro do rock progressivo que é meu gênero favorito. Posso falar de várias bandas de rock clássico, que fazem, por exemplo, aquele hard rock 70’s nervoso. Mas se eu for falar sobre minhas primeiras paixões musicais, neste caso são poucos os nomes que serão mencionados, sendo que um deles certamente é o Dire Straits. 

Se eu falar que esta é uma das melhores estreias da história da música estarei sendo justo ou estarei sendo guiado pelo sentimento e fator histórico que ele representa em mim? Sinceramente, acho que a primeira opção é a mais válida. O disco é um verdadeiro deleite musical construído de maneira sólida sobre o terreno do rock, folk, country e jazz em composições excelentes e instrumentações maravilhosas. Mark Knopfler dá uma aula de como ser um guitarrista brilhante sem ser chamativo, porém, extremamente confiável e com capacidade de transmitir emoção em cada nota. 

Qualidades não faltam para este disco de estreia da banda, mas quais seriam as principais delas? Bom, eu diria que a sua natureza harmoniosa, descontraída e melancólica ao mesmo tempo. O que dizer de um disco que não requer nem mesmo muita atenção do ouvinte pra que seja apreciado? Você está ali distraído e de repente seu cérebro sem que você perceba vai sendo invadido por belas passagens instrumentais e temas lírico agridoce ou melancólico. Um disco que certamente serve como remédio contra o mal humor. 

“Down To The Waterline” é a música de abertura. Um começo meio silencioso, meio atmosférico e pinceladas com alguns dedilhados de guitarra. Então que todos os músicos entram juntos dando o ritmo que vai ter a música. Mark a cada frase faz uma “brincadeira”, característica esta encontrada em abundância no blues. Tudo soa cativante e envolvente. Bela maneira de começar um disco e neste caso, a carreira discográfica da banda. 

“Water Of Love” é aquele tipo de música que ao ouvirmos nos imaginamos com a nossa bebida apropriada em mãos. Uma mistura perfeita entre o rock e a música folclórica inglesa. A típica música pra relaxar. 

Em “Setting Me Up” o que predomina é a influência da música country americana. Possui um tema meio padrão de romance desconexo. A base é bastante simples, mas possui ótimos trabalhos de guitarra que inclui um solo vertiginoso que a engrandece. 

“Six Blade Knife” é mais uma música muito bem cadenciada e que conta com guitarras deliciosas, vocais delicados e espasmódicos, um ritmo bastante suave aonde além da guitarra de Mark, também possui algumas linhas de baixo com bastante ronco. 

Se o ouvinte até o momento estava achando que o disco apesar de bem musicado, estava faltando um pouco de groove, “Southbound Again” aparece justamente para resolver este problema. Possui novamente outro belo trabalho de guitarra, seja base ou solo, além de bateria e baixo criarem uma cozinha bastante consistente. 

Existe alguma coisa ainda a ser falada a respeito de “Sultans Of Swing”? Confesso que no mesmo tempo que palavras me sobram, também me falta. Logo no seu disco de estreia, Mark Knopfler parecia estar disposto em se colocar na lista de heróis da guitarra, porém, de uma maneira diferente, ao invés de apagar a música pra colocar seu talento à frente, ele preferiu colocar seu talento a serviço da música, sem se gastar muito e apagando tudo que era supérfluo para manter apenas aquilo que considerava essencial. “Sultain of Swing” é um grande exemplo disso, ela não é o que é apenas por conta do seu emblemático solo final, mas pela maneira perfeita com que é construída. 

Se os vocais de Mark Knopfler estavam sendo excepcionais durante todo o álbum, em In The Galery, sua voz parece estar melhor ainda, perfeitamente refinada e tonificada para cair como uma luva no estilo da música. Os licks de guitarra nesta faixa também faz parte do pacote do que é mais encantador. 

“Wild West End” é aquele tipo de música que pode causar uma nostalgia de uma época que sequer sabemos qual seja. Seu ritmo melancólico, vocais serenos e linhas de guitarra feitas com maestria constroem uma atmosfera relaxante que dá vontade que ela dure pra sempre. 

O disco chega ao fim através de “Lions”. Tudo termina basicamente da mesma forma que aconteceu até agora, de uma maneira de certo ponto admiravelmente simples. Um final extremamente apropriado para este disco minimalista. 

Dire Straits é uma daquelas bandas que possui um bom número de músicas conhecidas e que cativa o grande público. Mas dando como exemplo somente este álbum de estreia, nota-se que eles são muito mais que isso. Ao mesmo tempo em que foram distintos, também eram poderosos e que tinham uma visão musical diferente de qualquer banda surgida antes ou mesmo depois deles. Caminharam na contramão das bandas em alta naquele período e mesmo assim criaram um disco genuinamente clássico. 

Mesmo na contramão do som em alta na época, criaram um clássico genuíno
5
01/05/2018

Hoje eu posso falar sobre infinitas bandas que conheço principalmente dentro do rock progressivo que é meu gênero favorito. Posso falar de várias bandas de rock clássico, que fazem, por exemplo, aquele hard rock 70’s nervoso. Mas se eu for falar sobre minhas primeiras paixões musicais, neste caso são poucos os nomes que serão mencionados, sendo que um deles certamente é o Dire Straits. 

Se eu falar que esta é uma das melhores estreias da história da música estarei sendo justo ou estarei sendo guiado pelo sentimento e fator histórico que ele representa em mim? Sinceramente, acho que a primeira opção é a mais válida. O disco é um verdadeiro deleite musical construído de maneira sólida sobre o terreno do rock, folk, country e jazz em composições excelentes e instrumentações maravilhosas. Mark Knopfler dá uma aula de como ser um guitarrista brilhante sem ser chamativo, porém, extremamente confiável e com capacidade de transmitir emoção em cada nota. 

Qualidades não faltam para este disco de estreia da banda, mas quais seriam as principais delas? Bom, eu diria que a sua natureza harmoniosa, descontraída e melancólica ao mesmo tempo. O que dizer de um disco que não requer nem mesmo muita atenção do ouvinte pra que seja apreciado? Você está ali distraído e de repente seu cérebro sem que você perceba vai sendo invadido por belas passagens instrumentais e temas lírico agridoce ou melancólico. Um disco que certamente serve como remédio contra o mal humor. 

“Down To The Waterline” é a música de abertura. Um começo meio silencioso, meio atmosférico e pinceladas com alguns dedilhados de guitarra. Então que todos os músicos entram juntos dando o ritmo que vai ter a música. Mark a cada frase faz uma “brincadeira”, característica esta encontrada em abundância no blues. Tudo soa cativante e envolvente. Bela maneira de começar um disco e neste caso, a carreira discográfica da banda. 

“Water Of Love” é aquele tipo de música que ao ouvirmos nos imaginamos com a nossa bebida apropriada em mãos. Uma mistura perfeita entre o rock e a música folclórica inglesa. A típica música pra relaxar. 

Em “Setting Me Up” o que predomina é a influência da música country americana. Possui um tema meio padrão de romance desconexo. A base é bastante simples, mas possui ótimos trabalhos de guitarra que inclui um solo vertiginoso que a engrandece. 

“Six Blade Knife” é mais uma música muito bem cadenciada e que conta com guitarras deliciosas, vocais delicados e espasmódicos, um ritmo bastante suave aonde além da guitarra de Mark, também possui algumas linhas de baixo com bastante ronco. 

Se o ouvinte até o momento estava achando que o disco apesar de bem musicado, estava faltando um pouco de groove, “Southbound Again” aparece justamente para resolver este problema. Possui novamente outro belo trabalho de guitarra, seja base ou solo, além de bateria e baixo criarem uma cozinha bastante consistente. 

Existe alguma coisa ainda a ser falada a respeito de “Sultans Of Swing”? Confesso que no mesmo tempo que palavras me sobram, também me falta. Logo no seu disco de estreia, Mark Knopfler parecia estar disposto em se colocar na lista de heróis da guitarra, porém, de uma maneira diferente, ao invés de apagar a música pra colocar seu talento à frente, ele preferiu colocar seu talento a serviço da música, sem se gastar muito e apagando tudo que era supérfluo para manter apenas aquilo que considerava essencial. “Sultain of Swing” é um grande exemplo disso, ela não é o que é apenas por conta do seu emblemático solo final, mas pela maneira perfeita com que é construída. 

Se os vocais de Mark Knopfler estavam sendo excepcionais durante todo o álbum, em In The Galery, sua voz parece estar melhor ainda, perfeitamente refinada e tonificada para cair como uma luva no estilo da música. Os licks de guitarra nesta faixa também faz parte do pacote do que é mais encantador. 

“Wild West End” é aquele tipo de música que pode causar uma nostalgia de uma época que sequer sabemos qual seja. Seu ritmo melancólico, vocais serenos e linhas de guitarra feitas com maestria constroem uma atmosfera relaxante que dá vontade que ela dure pra sempre. 

O disco chega ao fim através de “Lions”. Tudo termina basicamente da mesma forma que aconteceu até agora, de uma maneira de certo ponto admiravelmente simples. Um final extremamente apropriado para este disco minimalista. 

Dire Straits é uma daquelas bandas que possui um bom número de músicas conhecidas e que cativa o grande público. Mas dando como exemplo somente este álbum de estreia, nota-se que eles são muito mais que isso. Ao mesmo tempo em que foram distintos, também eram poderosos e que tinham uma visão musical diferente de qualquer banda surgida antes ou mesmo depois deles. Caminharam na contramão das bandas em alta naquele período e mesmo assim criaram um disco genuinamente clássico. 

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