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Resenha: Gandalf's Fist - The Clockwork Fable (2016)

Por: Tiago Meneses

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Uma bela combinação de música, história contada e teatro de áudio
4.5
29/04/2018

Um trabalho conceitual distribuído em três discos onde suas mais de três horas de duração me fizeram demorar um pouco até querer me aventurar a ouvi-lo. A história se passa na cidade subterrânea de Cogtopolis, um refúgio para a humanidade de alguma grande catástrofe que se abateu sobre a superfície. Radiação, invernos de 20 anos, e o desaparecimento do sol sugerem que pode ter havido uma guerra nuclear. Logo de cara percebi que se trata de um álbum muito divertido, com uma história cativante, excelentes atores de voz e belas músicas.

Interessante também foi o cuidado da banda em não economizar convidados pra deixar a história soando melhor. Ao invés de somente o vocalista Luke Severn encarar as vozes de todos os personagens com no máximo a ajuda do guitarrista Dean Marsh sendo a voz do povo de "Cogtopolis", a banda contou com outros convidados do meio prog pra incorporar cada um dos personagens principais como Arjen Lucassen (Ayreon), Dave Oberlé (Gryphon), Matt Stevens (The Fierce and the Dead) além de Blaze Bayley, sim ele mesmo, o ex-Iron Maiden, deixando a obra mais autêntica. O álbum também conta com outras vozes fazendo as narrações.

Durante o álbum existem bastantes diálogos, mas caso quem o escute não esteja de fato querendo ficar por dentro de todo o conceito, pode deixa-los de lado e se preocupar somente em ouvir as músicas que não estará deixando de apreciá-lo do mesmo jeito. Eu já acho que a parte dos diálogos com os atores contratados para o álbum funciona muito bem, mas vai de cada um.

Um álbum onde suas músicas são todas muito bem compostas com o tema recorrentes para cada um dos personagens da história. Os melhores momentos pra mim ficaram por conta da trilogia épica “Lamplighter”, onde cada uma delas está em um dos discos. Também apresenta momentos com belas baladas em que “Eve's Song” é o maior destaque do álbum, beleza ímpar cantada por Melissa Hollick (que interpreta a personagem Eve) e que encerra o primeiro disco.

A verdade é que falar de algumas músicas deixando outras de lado é injustiça, tirando o épico que de fato destaco, com certeza é um álbum extremamente coeso, homogêneo e nivelado por cima o qual mesmo com mais de três horas de duração, empolga, cativa e por vezes emociona. Mas mesmo assim vou arriscar mais uns destaques, "Shadowborn", "At the Sign of the Aperture", "Victims of the Light" e "The Bewildering Conscience of a Clockwork Child". 

Enfim, a Gandalf’s Fist conseguiu com que um disco desse tamanho não soasse como pretensioso em uma tentativa frustrada de ser audacioso. Muito pelo contrário, a combinação de música, história contada e teatro de áudio resultaram em um trabalho extremamente belo. De fato por ser muito longo, não é algo que será ouvido como um todo com muita frequência, mas todos deveriam dar ao menos uma chance a si e entrar de cabeça nesse universo criado pela banda. Creio que o fato de eu não fazer uma resenha faixa a faixa tenha o seu motivo e o leitor tem que entender, o álbum é longo demais. Altamente recomendado. 

Uma bela combinação de música, história contada e teatro de áudio
4.5
29/04/2018

Um trabalho conceitual distribuído em três discos onde suas mais de três horas de duração me fizeram demorar um pouco até querer me aventurar a ouvi-lo. A história se passa na cidade subterrânea de Cogtopolis, um refúgio para a humanidade de alguma grande catástrofe que se abateu sobre a superfície. Radiação, invernos de 20 anos, e o desaparecimento do sol sugerem que pode ter havido uma guerra nuclear. Logo de cara percebi que se trata de um álbum muito divertido, com uma história cativante, excelentes atores de voz e belas músicas.

Interessante também foi o cuidado da banda em não economizar convidados pra deixar a história soando melhor. Ao invés de somente o vocalista Luke Severn encarar as vozes de todos os personagens com no máximo a ajuda do guitarrista Dean Marsh sendo a voz do povo de "Cogtopolis", a banda contou com outros convidados do meio prog pra incorporar cada um dos personagens principais como Arjen Lucassen (Ayreon), Dave Oberlé (Gryphon), Matt Stevens (The Fierce and the Dead) além de Blaze Bayley, sim ele mesmo, o ex-Iron Maiden, deixando a obra mais autêntica. O álbum também conta com outras vozes fazendo as narrações.

Durante o álbum existem bastantes diálogos, mas caso quem o escute não esteja de fato querendo ficar por dentro de todo o conceito, pode deixa-los de lado e se preocupar somente em ouvir as músicas que não estará deixando de apreciá-lo do mesmo jeito. Eu já acho que a parte dos diálogos com os atores contratados para o álbum funciona muito bem, mas vai de cada um.

Um álbum onde suas músicas são todas muito bem compostas com o tema recorrentes para cada um dos personagens da história. Os melhores momentos pra mim ficaram por conta da trilogia épica “Lamplighter”, onde cada uma delas está em um dos discos. Também apresenta momentos com belas baladas em que “Eve's Song” é o maior destaque do álbum, beleza ímpar cantada por Melissa Hollick (que interpreta a personagem Eve) e que encerra o primeiro disco.

A verdade é que falar de algumas músicas deixando outras de lado é injustiça, tirando o épico que de fato destaco, com certeza é um álbum extremamente coeso, homogêneo e nivelado por cima o qual mesmo com mais de três horas de duração, empolga, cativa e por vezes emociona. Mas mesmo assim vou arriscar mais uns destaques, "Shadowborn", "At the Sign of the Aperture", "Victims of the Light" e "The Bewildering Conscience of a Clockwork Child". 

Enfim, a Gandalf’s Fist conseguiu com que um disco desse tamanho não soasse como pretensioso em uma tentativa frustrada de ser audacioso. Muito pelo contrário, a combinação de música, história contada e teatro de áudio resultaram em um trabalho extremamente belo. De fato por ser muito longo, não é algo que será ouvido como um todo com muita frequência, mas todos deveriam dar ao menos uma chance a si e entrar de cabeça nesse universo criado pela banda. Creio que o fato de eu não fazer uma resenha faixa a faixa tenha o seu motivo e o leitor tem que entender, o álbum é longo demais. Altamente recomendado. 

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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