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Resenha: Iron Butterfly - In-A-Gadda-Da-Vida (1968)

Por: Tiago Meneses

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Mais importante pelo fator histórico do que de fato pela música apresentada
3
29/04/2018

In-A-Gadda-Da-Vida eu creio que seja o disco mais popular do Iron Butterfly, muitas pessoas inclusive costumam conhecer apenas este registro. Eu mesmo o ouvi primeiro e demorou até que eu conhecesse os demais. Mas este disco realmente é  tão superior que a maioria? Bom, de fato foi o que mais me agradou, mas longe de possuir uma grande superioridade assim, ou mesmo uma qualidade acima da média.  

Este disco é um daqueles típicos rock psicodélico do final dos anos sessenta. Mas eu não vou mentir se tem algo que eu nunca entendi muito bem é todo o rebuliço que muitos fazem envolto desta banda. Eles eram uma boa banda, claro, mas passavam longe de possuir ideias inovadoras ou geniais do tipo encontrada em grupos da mesma época. In-A-Gadda-Da-Vida é um daqueles exemplos onde o que ele tem de mais valor é o valor histórico. 

O disco começa através de “Most Anything You Want”, uma música que possui algumas boas melodias e uma solidez em seus riffs. Carrega um clima feliz podendo até mesmo cativar o ouvinte. Doug Ingle é inegavelmente um grande tocador de órgão da época e aqui ele mostra isso, porém, em determinado momento eu pensei que ele fosse começar o solo de “Light my Fire” do The Doors. Uma música com suas qualidades, mas também com o defeito de ser meio repetitiva e previsível. 

“Flowers And Beads” me fez ver que assim como existe aqueles tipos de discos ou músicas em que há o que chamamos de gosto adquirido, ou seja, com o passar do tempo vamos gostando mais de uma obra, também pode acontecer o contrário. Eu já adorei esta musicas em um passado nem tão longe assim e hoje já não gosto, eu vejo nela somente um pop psicodélico que não tem nada de especial. Novamente tenho que usar a palavra previsível. Como ponto forte? Bom, a melodia pode ser cativante (como já foi pra mim) e tem uns backing vocal legais.  

Apesar das faixas anteriores terem os seus defeitos, ainda assim elas possuíam algo que“My Mirage” não tem, ou seja, melodias e harmonias memoráveis. De alguma forma as faixas anteriores poderiam permanecer na cabeça do ouvinte (mesmo ele não gostando), mas aqui nem isso é possível. Como ponto positivo algumas passagens de órgão são boas, o que obviamente não é o suficiente para fazer desta canção algo de fato grandioso, uma música regular. 

“Termination” é a única canção que não foi composta por Doug Ingle.  Erik Brann guitarrista da banda assumiu até mesmo os vocais (que por sinal são excelentes). Os riffs de guitarra são bastante sólidos. Mas com toda a certeza a grande ideia na música é uma mudança de ritmo no seu final, um belíssimo dedilhado de guitarra sobre alguns “ruídos” de fundo encerra a música. Música muito boa. 

“Are You Happy?” ao contrário de alguns momentos do disco até aqui, não se trata de uma música previsível. Mas infelizmente possui alguns outros problemas que não a deixam ter uma qualidade maior. Apesar de conter alguns riffs que são inegavelmente muito bons, as transições são meio desarticuladas. Um tipo de música que pode agradar bastante na primeira vez que a se ouve, mas depois vai caindo o interesse em ouvi-la outras vezes. 

Se existe alguma música que pode fazer com que In-A-Gadda-Da-Vida ganhe muitos pontos na sua qualidade esta é a faixa título e que fecha o disco. Inicialmente a música mostra apenas um riff repetitivo que me faz lembrar um pouco de “Sunshine Of Your Love” do Cream. A música então vai se desenvolvendo mostrando um longo solo de guitarra e órgão. O baterista Ron Bushy também faz um solo bastante divertido, embora pros tempos atuais soe meio obsoleto. As batidas então começam a ganhar a companhia de alguns acordes sinistros de órgão. A guitarra volta com o riff principal da música e logo desaparece, deixando em evidencia primeiramente apenas a bateria a o baixo (que é o maior destaque do momento), alguns toques de órgão também chega a ser adicionados. A guitarra novamente então retorna por cima da bateria e baixo (que a princípio segue na mesma linha). Depois dessa grande viagem, a música retorna para o mesmo ritmo encontrado no seu início e assim permanece até chegar ao fim. 

Devo ser honesto que In-A-Gadda-Da-Vida só merece a classificação de um bom álbum principalmente por conta da faixa homônima, embora “Termination” também tenha algum valor. Se você é um colecionador que leva em conta também o fator histórico, este disco é essencial na sua coleção, mas se a questão é apenas qualidade musical, talvez existam outros tantos a serem adquiridos até chegar aqui. 

Mais importante pelo fator histórico do que de fato pela música apresentada
3
29/04/2018

In-A-Gadda-Da-Vida eu creio que seja o disco mais popular do Iron Butterfly, muitas pessoas inclusive costumam conhecer apenas este registro. Eu mesmo o ouvi primeiro e demorou até que eu conhecesse os demais. Mas este disco realmente é  tão superior que a maioria? Bom, de fato foi o que mais me agradou, mas longe de possuir uma grande superioridade assim, ou mesmo uma qualidade acima da média.  

Este disco é um daqueles típicos rock psicodélico do final dos anos sessenta. Mas eu não vou mentir se tem algo que eu nunca entendi muito bem é todo o rebuliço que muitos fazem envolto desta banda. Eles eram uma boa banda, claro, mas passavam longe de possuir ideias inovadoras ou geniais do tipo encontrada em grupos da mesma época. In-A-Gadda-Da-Vida é um daqueles exemplos onde o que ele tem de mais valor é o valor histórico. 

O disco começa através de “Most Anything You Want”, uma música que possui algumas boas melodias e uma solidez em seus riffs. Carrega um clima feliz podendo até mesmo cativar o ouvinte. Doug Ingle é inegavelmente um grande tocador de órgão da época e aqui ele mostra isso, porém, em determinado momento eu pensei que ele fosse começar o solo de “Light my Fire” do The Doors. Uma música com suas qualidades, mas também com o defeito de ser meio repetitiva e previsível. 

“Flowers And Beads” me fez ver que assim como existe aqueles tipos de discos ou músicas em que há o que chamamos de gosto adquirido, ou seja, com o passar do tempo vamos gostando mais de uma obra, também pode acontecer o contrário. Eu já adorei esta musicas em um passado nem tão longe assim e hoje já não gosto, eu vejo nela somente um pop psicodélico que não tem nada de especial. Novamente tenho que usar a palavra previsível. Como ponto forte? Bom, a melodia pode ser cativante (como já foi pra mim) e tem uns backing vocal legais.  

Apesar das faixas anteriores terem os seus defeitos, ainda assim elas possuíam algo que“My Mirage” não tem, ou seja, melodias e harmonias memoráveis. De alguma forma as faixas anteriores poderiam permanecer na cabeça do ouvinte (mesmo ele não gostando), mas aqui nem isso é possível. Como ponto positivo algumas passagens de órgão são boas, o que obviamente não é o suficiente para fazer desta canção algo de fato grandioso, uma música regular. 

“Termination” é a única canção que não foi composta por Doug Ingle.  Erik Brann guitarrista da banda assumiu até mesmo os vocais (que por sinal são excelentes). Os riffs de guitarra são bastante sólidos. Mas com toda a certeza a grande ideia na música é uma mudança de ritmo no seu final, um belíssimo dedilhado de guitarra sobre alguns “ruídos” de fundo encerra a música. Música muito boa. 

“Are You Happy?” ao contrário de alguns momentos do disco até aqui, não se trata de uma música previsível. Mas infelizmente possui alguns outros problemas que não a deixam ter uma qualidade maior. Apesar de conter alguns riffs que são inegavelmente muito bons, as transições são meio desarticuladas. Um tipo de música que pode agradar bastante na primeira vez que a se ouve, mas depois vai caindo o interesse em ouvi-la outras vezes. 

Se existe alguma música que pode fazer com que In-A-Gadda-Da-Vida ganhe muitos pontos na sua qualidade esta é a faixa título e que fecha o disco. Inicialmente a música mostra apenas um riff repetitivo que me faz lembrar um pouco de “Sunshine Of Your Love” do Cream. A música então vai se desenvolvendo mostrando um longo solo de guitarra e órgão. O baterista Ron Bushy também faz um solo bastante divertido, embora pros tempos atuais soe meio obsoleto. As batidas então começam a ganhar a companhia de alguns acordes sinistros de órgão. A guitarra volta com o riff principal da música e logo desaparece, deixando em evidencia primeiramente apenas a bateria a o baixo (que é o maior destaque do momento), alguns toques de órgão também chega a ser adicionados. A guitarra novamente então retorna por cima da bateria e baixo (que a princípio segue na mesma linha). Depois dessa grande viagem, a música retorna para o mesmo ritmo encontrado no seu início e assim permanece até chegar ao fim. 

Devo ser honesto que In-A-Gadda-Da-Vida só merece a classificação de um bom álbum principalmente por conta da faixa homônima, embora “Termination” também tenha algum valor. Se você é um colecionador que leva em conta também o fator histórico, este disco é essencial na sua coleção, mas se a questão é apenas qualidade musical, talvez existam outros tantos a serem adquiridos até chegar aqui. 

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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