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Resenha: Jethro Tull - Songs From The Wood (1977)

Por: Tiago Meneses

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Jethro Tull e o seu disco de clima mais pastoral
4.5
28/04/2018

No geral costumamos dizer que o Jethro Tull é uma banda de rock progressivo, realmente é uma boa maneira de cataloga-la, porém, a sua variedade musical que engloba coisas como folk, celta, fusion, blues e claro, o progressivo às vezes nos faz pensar que o estilo da banda chama-se Jethro Tull, ou seja, aquele tipo único. O próprio Ian Anderson costuma fazer piadas em relação a rótulos que colocam na banda. Porém, existem alguns discos que a resposta é muito mais fácil, onde um deles certamente é Songs From The Wood. Aqui a banda caminhou por terrenos mais simples e menos ambiciosos, voltando a produzir faixas mais curtas como aconteceu em seus primeiros discos, agora com claras influências folclóricas, pastorais e progressivas. Isso se deve muito ao fato de que Ian estava morando no campo no período da confecção do disco. No geral o resultado foi de um álbum de uma extrema beleza, bastante balanceado onde quase não existe uma faixa como sendo a mais representativa, quase todas tem o mesmo valor e não servem apenas pra preenchimento. 

A faixa título abre o disco com uma linda “brincadeira” multi vocal extremamente agradável e que traz o ouvinte a uma atmosfera bastante pastoral. A música possui alguns ótimos trabalhos acústicos, flautas, pianos, sintetizadores, baixos sólidos e uma bateria bem cadenciada, além de um excelente trabalho de guitarra. Anderson como sempre não apenas canta, mas entra na música com uma grande interpretação. Resumindo, estamos diante de uma canção absolutamente brilhante. 

Em “Jack the Green” Anderson mostra que é muito mais que um simples líder tocador de flauta ou de algum instrumento acústico. Ele está na liderança de todos os instrumentos nesta faixa e com o mérito de também ser um grande vocalista. Mas é bom deixar claro que a música em si é simples, ele não “destrói” nos instrumentos, simplesmente os cadenciam de maneira tranquila criando uma música que faz o ouvinte sentir o cheiro da floresta. 

“Cup Of Wonder” começa com uma flauta clássica de Ian devidamente apoiada por toda a banda, especialmente pela piano tocado de uma maneira precisa e criativa. Aquele tipo de música que pode até não não faz parte do que de melhor o disco tem a oferecer, mas também não o compromete, a gente simplesmente seque o jogo. 

“Hunting Girl” é um daqueles tipos de faixa que não existe um protagonista, todos os membros trabalham de maneira precisa em prol de um resultado maravilhoso. Certamente que sua beleza deve ser creditada à banda e pela sua solidez. Cada um dos instrumentos encaixa perfeitamente e tudo está no seu devido lugar. Uma música excelente. 

“Ring Out, Solstice Bells” trata-se de uma canção que carrega bastante garbo, combina bastante com o espirito celta, baseada em melodias folclóricas de muitos anos do passado. Um som bastante simples, porém, cativante. 

“Velvet Green” tem um começo que não poderia ser mais medieval e fazendo o ouvinte lembrar-se de outros trabalhos na linha celta. Ian novamente engrandece a música com a sua voz única, seu trabalho vocal bastante complexo é o ponto alto desta faixa juntamente com os teclados que trabalham em uma linha renascentista. 

“The Whistler” possui uma melodia cativante como muitas outras do disco que são influenciadas pela música celta. O trabalho de flauta como sempre é um verdadeiro deleite, principalmente por ser bastante alto e fazendo um contraste com a voz de Ian. Jethro Tull sabe mostrar para as pessoas que grandes canções não precisam nem mesmo de mais de três minutos e meio para que se tornem inesquecíveis. 

“Pibroch (Cap In Hand)” certamente é a música que mais foge da atmosfera apresentada no álbum, guitarra elétrica do seu início faz com que ela fuja um tanto do conceito deste disco. Uma música extremamente progressiva e que flerta com o hard rock. Os vocais são incríveis e possui uma parte instrumental no meio que até a engrandece e arrepia o ouvinte. Ainda que não seja minha música preferida, sem dúvida se trata do momento mais épico do disco e não disco apenas por ser a música mais longa, mas pela forma como ela se desenvolve. 

 Fire At Midnight” é a faixa mais curta e também a que encerra o álbum. Após fugir um pouco do clima do álbum na faixa anterior, a banda retorna ao clima do campo. Uma faixa que é a principio acústica, com belíssimas flautas de fundo e mais uma ótima interpretação vocal de Anderson. Por volta da metade ganha um pouco mais de força que inclui um trabalho de guitarra elétrica. Mas depois retorna a sua serenidade e chega ao fim. 

Songs for the Wood é o disco que possui o clima mais pastoral na discografia da banda. Harmonias vocais ricas e às vezes em camadas, além de ter algumas excelentes passagens instrumentais. Só não indicaria este disco para aqueles que não gostam muito de canções folk com atmosfera alegre. Mas se o progressivo com grandes incursões folk agrada você, e mesmo assim você não conhece este disco, não espere mais nenhum dia pra se redimir deste seu pecado. 

Jethro Tull e o seu disco de clima mais pastoral
4.5
28/04/2018

No geral costumamos dizer que o Jethro Tull é uma banda de rock progressivo, realmente é uma boa maneira de cataloga-la, porém, a sua variedade musical que engloba coisas como folk, celta, fusion, blues e claro, o progressivo às vezes nos faz pensar que o estilo da banda chama-se Jethro Tull, ou seja, aquele tipo único. O próprio Ian Anderson costuma fazer piadas em relação a rótulos que colocam na banda. Porém, existem alguns discos que a resposta é muito mais fácil, onde um deles certamente é Songs From The Wood. Aqui a banda caminhou por terrenos mais simples e menos ambiciosos, voltando a produzir faixas mais curtas como aconteceu em seus primeiros discos, agora com claras influências folclóricas, pastorais e progressivas. Isso se deve muito ao fato de que Ian estava morando no campo no período da confecção do disco. No geral o resultado foi de um álbum de uma extrema beleza, bastante balanceado onde quase não existe uma faixa como sendo a mais representativa, quase todas tem o mesmo valor e não servem apenas pra preenchimento. 

A faixa título abre o disco com uma linda “brincadeira” multi vocal extremamente agradável e que traz o ouvinte a uma atmosfera bastante pastoral. A música possui alguns ótimos trabalhos acústicos, flautas, pianos, sintetizadores, baixos sólidos e uma bateria bem cadenciada, além de um excelente trabalho de guitarra. Anderson como sempre não apenas canta, mas entra na música com uma grande interpretação. Resumindo, estamos diante de uma canção absolutamente brilhante. 

Em “Jack the Green” Anderson mostra que é muito mais que um simples líder tocador de flauta ou de algum instrumento acústico. Ele está na liderança de todos os instrumentos nesta faixa e com o mérito de também ser um grande vocalista. Mas é bom deixar claro que a música em si é simples, ele não “destrói” nos instrumentos, simplesmente os cadenciam de maneira tranquila criando uma música que faz o ouvinte sentir o cheiro da floresta. 

“Cup Of Wonder” começa com uma flauta clássica de Ian devidamente apoiada por toda a banda, especialmente pela piano tocado de uma maneira precisa e criativa. Aquele tipo de música que pode até não não faz parte do que de melhor o disco tem a oferecer, mas também não o compromete, a gente simplesmente seque o jogo. 

“Hunting Girl” é um daqueles tipos de faixa que não existe um protagonista, todos os membros trabalham de maneira precisa em prol de um resultado maravilhoso. Certamente que sua beleza deve ser creditada à banda e pela sua solidez. Cada um dos instrumentos encaixa perfeitamente e tudo está no seu devido lugar. Uma música excelente. 

“Ring Out, Solstice Bells” trata-se de uma canção que carrega bastante garbo, combina bastante com o espirito celta, baseada em melodias folclóricas de muitos anos do passado. Um som bastante simples, porém, cativante. 

“Velvet Green” tem um começo que não poderia ser mais medieval e fazendo o ouvinte lembrar-se de outros trabalhos na linha celta. Ian novamente engrandece a música com a sua voz única, seu trabalho vocal bastante complexo é o ponto alto desta faixa juntamente com os teclados que trabalham em uma linha renascentista. 

“The Whistler” possui uma melodia cativante como muitas outras do disco que são influenciadas pela música celta. O trabalho de flauta como sempre é um verdadeiro deleite, principalmente por ser bastante alto e fazendo um contraste com a voz de Ian. Jethro Tull sabe mostrar para as pessoas que grandes canções não precisam nem mesmo de mais de três minutos e meio para que se tornem inesquecíveis. 

“Pibroch (Cap In Hand)” certamente é a música que mais foge da atmosfera apresentada no álbum, guitarra elétrica do seu início faz com que ela fuja um tanto do conceito deste disco. Uma música extremamente progressiva e que flerta com o hard rock. Os vocais são incríveis e possui uma parte instrumental no meio que até a engrandece e arrepia o ouvinte. Ainda que não seja minha música preferida, sem dúvida se trata do momento mais épico do disco e não disco apenas por ser a música mais longa, mas pela forma como ela se desenvolve. 

 Fire At Midnight” é a faixa mais curta e também a que encerra o álbum. Após fugir um pouco do clima do álbum na faixa anterior, a banda retorna ao clima do campo. Uma faixa que é a principio acústica, com belíssimas flautas de fundo e mais uma ótima interpretação vocal de Anderson. Por volta da metade ganha um pouco mais de força que inclui um trabalho de guitarra elétrica. Mas depois retorna a sua serenidade e chega ao fim. 

Songs for the Wood é o disco que possui o clima mais pastoral na discografia da banda. Harmonias vocais ricas e às vezes em camadas, além de ter algumas excelentes passagens instrumentais. Só não indicaria este disco para aqueles que não gostam muito de canções folk com atmosfera alegre. Mas se o progressivo com grandes incursões folk agrada você, e mesmo assim você não conhece este disco, não espere mais nenhum dia pra se redimir deste seu pecado. 

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