Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Kino - Picture (2005)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 145

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
Pouco divulgado no Brasil, mas merece atenção
4
27/04/2018

Há exatos treze anos atrás, o workaholic e guitarrista John Mitchell, participante de diversos projetos como: Arena, It Bites, Lonely Robot, Frost*, The Urbane, etc., se uniu com Pete Trewavas, o grande baixista do Marillion e Transatlantic, para a criação de um novo projeto. John ficou também com os vocais e, para completar a obra, foram chamados John Beck (tecladista do It Bites) e Chris Maitland (baterista do Porcupine Tree). O grupo foi nomeado Kino e lançaram o seu debut "Picture" em 2005.

Segundo Pete Trewavas, ele e John combinaram de compôr algumas canções juntos, em uma proposta de explorar as influências de ambos. Assim, passaram um tempo se conhecendo e criando material. O resultado, aqui está: um álbum fora do convencional, que se encaixou perfeitamente dentro do que propuseram. Tudo o que estes músicos já exploraram em suas bandas principais e projetos paralelos é possível encontrar aqui, em um material de muito bom gosto.

O álbum é iniciado com "Losers' Day Parade". Assim que a faixa começa, surge uma sensação estranha. Algumas pessoas podem inclusive achar que se trata de um álbum de rock alternativo. Relaxe... essa é a faceta de John muito explorada no It Bites e principalmente no The Urbane. Logo a faixa vai se transformando em uma grande canção, acessível e com passagens bem pesadas.
"Letting go" mostra principalmente que haverá diversidade entre as faixas. O destaque aqui é o baixo fantástico de Pete. Uma faixa que lembra o Pink Floyd da fase pós-Waters e também o Lonely Robot, projeto atual de Mitchell. Leve e melódica.
"Leaving A Light On" é ótima. Ela consegue misturar uma atmosfera densa com um ótimo refrão pop. Tem um pouco de The Police aqui também. Gosto bastante. Tem uma passagem progressiva no meio que transforma totalmente a canção e causa arrepios.
"Swimming in Women" é a única cantada por John Beck. É uma balada densa que poderia figurar em qualquer álbum do Arena. Se você é fã da banda, confira e confirme.
"People" também é um dos destaques. Há peso, linhas excelentes de teclado e um refrão excelente. Não tenho certeza se é uma faixa de Pete, mas, como teria sido bom se tivesse figurado no álbum "Somewhere Else" do Marillion, lançado em 2007. Aquele lançamento carece de músicas assim.
"All You See" é uma baladinha interessante. Não se destaca e acaba ficando abaixo das demais. O que vale aqui é a guitarra de John, que se sobressai com estilo.
De volta ao pop progressivo com requintes de The Police e Peter Gabriel, "Perfect Tense" é uma das minhas favoritas. É bom demais encontrar faixas assim, que despertam aquela vontade de ouví-las novamente logo em seguida. Ótimas melodias, solos e vocalizações.
Voltando ao início de "Losers Day Parade", "Room for two" é puramente um rock de rádio. Ruim? De forma alguma. Acaba se desconectando um pouco, mas, a proposta é essa, então, vale.
"Holding on" é mais uma faixa estilosa, que lembra os momentos mais inspirados do Arena, em que a banda explora as suas influências de Pink Floyd. A faixa cresce e vai ficando pesada, porém segue melódica. É mais um grande momento.
A faixa-título é uma baladinha piano e voz com pouco mais de dois minutos. Não compromete, mas poderia ter ficado de fora e não sentiríamos falta.

Escrevi esta resenha como aquecimento para ouvir "Radio Voltaire", novo álbum do Kino lançado este ano, após treze de espera. John Mitchell tinha até sinalizado que a banda não voltaria e que o Lonely Robot poderia ser considerado como uma continuação dela. Para nossa surpresa e alegria, as coisas mudam.

Pouco divulgado no Brasil, mas merece atenção
4
27/04/2018

Há exatos treze anos atrás, o workaholic e guitarrista John Mitchell, participante de diversos projetos como: Arena, It Bites, Lonely Robot, Frost*, The Urbane, etc., se uniu com Pete Trewavas, o grande baixista do Marillion e Transatlantic, para a criação de um novo projeto. John ficou também com os vocais e, para completar a obra, foram chamados John Beck (tecladista do It Bites) e Chris Maitland (baterista do Porcupine Tree). O grupo foi nomeado Kino e lançaram o seu debut "Picture" em 2005.

Segundo Pete Trewavas, ele e John combinaram de compôr algumas canções juntos, em uma proposta de explorar as influências de ambos. Assim, passaram um tempo se conhecendo e criando material. O resultado, aqui está: um álbum fora do convencional, que se encaixou perfeitamente dentro do que propuseram. Tudo o que estes músicos já exploraram em suas bandas principais e projetos paralelos é possível encontrar aqui, em um material de muito bom gosto.

O álbum é iniciado com "Losers' Day Parade". Assim que a faixa começa, surge uma sensação estranha. Algumas pessoas podem inclusive achar que se trata de um álbum de rock alternativo. Relaxe... essa é a faceta de John muito explorada no It Bites e principalmente no The Urbane. Logo a faixa vai se transformando em uma grande canção, acessível e com passagens bem pesadas.
"Letting go" mostra principalmente que haverá diversidade entre as faixas. O destaque aqui é o baixo fantástico de Pete. Uma faixa que lembra o Pink Floyd da fase pós-Waters e também o Lonely Robot, projeto atual de Mitchell. Leve e melódica.
"Leaving A Light On" é ótima. Ela consegue misturar uma atmosfera densa com um ótimo refrão pop. Tem um pouco de The Police aqui também. Gosto bastante. Tem uma passagem progressiva no meio que transforma totalmente a canção e causa arrepios.
"Swimming in Women" é a única cantada por John Beck. É uma balada densa que poderia figurar em qualquer álbum do Arena. Se você é fã da banda, confira e confirme.
"People" também é um dos destaques. Há peso, linhas excelentes de teclado e um refrão excelente. Não tenho certeza se é uma faixa de Pete, mas, como teria sido bom se tivesse figurado no álbum "Somewhere Else" do Marillion, lançado em 2007. Aquele lançamento carece de músicas assim.
"All You See" é uma baladinha interessante. Não se destaca e acaba ficando abaixo das demais. O que vale aqui é a guitarra de John, que se sobressai com estilo.
De volta ao pop progressivo com requintes de The Police e Peter Gabriel, "Perfect Tense" é uma das minhas favoritas. É bom demais encontrar faixas assim, que despertam aquela vontade de ouví-las novamente logo em seguida. Ótimas melodias, solos e vocalizações.
Voltando ao início de "Losers Day Parade", "Room for two" é puramente um rock de rádio. Ruim? De forma alguma. Acaba se desconectando um pouco, mas, a proposta é essa, então, vale.
"Holding on" é mais uma faixa estilosa, que lembra os momentos mais inspirados do Arena, em que a banda explora as suas influências de Pink Floyd. A faixa cresce e vai ficando pesada, porém segue melódica. É mais um grande momento.
A faixa-título é uma baladinha piano e voz com pouco mais de dois minutos. Não compromete, mas poderia ter ficado de fora e não sentiríamos falta.

Escrevi esta resenha como aquecimento para ouvir "Radio Voltaire", novo álbum do Kino lançado este ano, após treze de espera. John Mitchell tinha até sinalizado que a banda não voltaria e que o Lonely Robot poderia ser considerado como uma continuação dela. Para nossa surpresa e alegria, as coisas mudam.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Kino

Album Cover

Kino - Radio Voltaire (2018)

Grato e inesperado retorno
4
Por: André Luiz Paiz
17/05/2018

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

The Alan Parsons Project - Tales Of Mystery And Imagination (1976)

Um álbum muito sombrio e misterioso com excelentes faixas 100% progressivas
5
Por: Tiago Meneses
20/03/2019
Album Cover

Genesis - Genesis Live (1973)

O melhor álbum ao vivo do Genesis
5
Por: Roberto Rillo Bíscaro
29/09/2017
Album Cover

Queen - A Day At The Races (1976)

Na mesma linha do anterior
4.5
Por: André Luiz Paiz
30/07/2019