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Resenha: Flying Colors - Second Nature (2014)

Por: Tiago Meneses

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Second Nature é um disco de grandes performances, musicalidade e emoção
3.5
27/04/2018

Em seu segundo disco, aqueles que gostaram da estreia autointitulada da banda, certamente não estavam esperando apenas mais um novo álbum, mas sem dúvida uma música que mostrasse um passo acima que o seu antecessor. Não tem como negar que as músicas estão mais sofisticadas, a banda parece está se aproximando mais de um som único e solidificado, enquanto que estão de afastando de velhos clichês encontrados em bandas de metal progressivo, neo progressivo e progressivo sinfônico. Porém, não mudaram tanto a ponto de causar um impacto.

Em Second Nature não existe ofuscamento, ninguém fura fila ou tenta aparecer mais, o espaço é dado a cada um dos colaboradores do disco para que eles desfilem os seus talentos sem preocupações. Os vocais de Casey continuam com um timbre único e atraente, suas inflexões emotivas conseguem com que as músicas elevem mais o seu caráter comovente. Novamente o disco funciona muito bem, principalmente se comparado às digressões sofridas por algumas bandas progressivas e que acabam obtendo resultados lamentáveis ao tentar desfilar pelo mainstream em sonoridades mais pop. 

“Open Up Your Eyes”, faixa que abre o disco, é aquele tipo de música que já mostra uma banda querendo desempenhar o seu trabalho de maneira mais ambicioso. Não é o tipo de música que imaginamos muitos grupos aptos a tocá-las com tanta magnitude quanto este. Uma verdadeira combinação do progressivo com influências mais clássicas de Neal Morse e a veia de metal progressivo de Mike Portnoy, além de Steve Morse e todo o seu virtuosismo, as melodias brilhantes do baixo de Dave LaRue e os vocais simples, acessíveis e belos de Casey McPherson. A música começa em um piano simples e possui uma introdução típica das bandas de Neal Morse em uma instrumental firme, cheia de reviravoltas e um grande gancho. Rock progressivo de primeira. 

Sinceramente, não tem como negar que poderiam ser feitas algumas músicas somente com a faixa de abertura, mas coisas assim que deixam a banda mais marcante e única. “Mask Machine” tem uma linha mais rock, sólida e bem direta. Os vocais são bem atraentes, fato que também os tornam imponente e empolgante. O solo de guitarra no meio mostra toda a genialidade de Steve Morse. “Bombs Away” traz uma linha melódica que me lembra a uma das fases do Deep Purple. A bateria é poderosa como sempre (sem a necessidade de velocidade). Possui uma longa passagem instrumental que começa com um excelente solo de guitarra, seguindo por belas notas de piano e finalizando através de exímias cordas. A guitarra regressa antes que o refrão entre cheio de emoção pela última vez. 

“The Fury of My Love” é com toda a certeza a melhor balada feita pela banda ao menos enquanto eles possuem apenas dois discos. Começa basicamente ao piano e voz, tendo apenas uns leves toques de prato ao fundo. Então que todos os instrumentos se juntam pra fortalecer o refrão. A música possui um toque clássico e o refrão é excelente. Uma daquelas ótimas músicas pra cantar junto. 

“A Place in Your World” mostra novamente a faceta mais progressiva da banda. Começa com um riff clássico de Steve Morse sendo acentuado pelo estilo de Neal Morse de tocar teclado. Steve Morse costuma trazer uma influência dos seus discos solos para a banda, mas neste caso específico as coisas parecem mais explícitas. Tem uma levada animada e muitas vezes mais simples do que poderiam ser, preferem a não utilização de muita técnica e optam por mais criatividade, também tem ótimos vocais principais e de apoio. 

“Lost Without You” é onde encontramos o momento mais pop do disco. Bastante curta, as harmonias no refrão são lindas e o solo de guitarra é soberbo. Sinceramente acho que está música caberia mais no primeiro álbum. “One Love Forever” tem um começo acústico com Steve Morse acompanhado pelo percussionista convidado, Eric Darken. Quando os demais integrantes entram na música dá pra notar uma influência folclórica. Apesar de Steve Morse ter seus momentos para rasgar seus solos, a música é mais voltada para teclados e sintetizadores, tornando-a de certa forma mais melódica e jovial. Uma faixa onde todos brilham. 

“Peaceful Harbor” é uma música dramática e que começa com a voz calma e suave de Casey, onde logo em seguida é acompanhada por Steve Morse de uma maneira acústica. Esta musica carrega uma aura serena, tranquila e de paz. O trabalho de guitarra é simplesmente lindo e complementa muito bem a música a deixando ainda mais emocional. Os vocais estão maravilhosas e imensamente agradáveis. A música então chega num momento em que o coro em voz feminina e cordas fazem com que a canção se edifique. Que final mais sensacional. 

“Cosmic Symphony” é a música derradeira do álbum. Começa com uma bateria sutil, acordes de piano, então o vocal de Casey aparece e junto dele no fundo musical agora terá umas pinceladas de teclado. Seguindo ainda na mesma linha o baixo começa a colocar mais grave na música. De um a um todo o corpo instrumental completo parece ir aparecendo na canção. A música muda de ritmo, a bateria mais técnica, linhas de baixo potentes, Neal Morse parece liderar essa parte vocal. Steve Morse mais uma vez agracia a música com um solo simplesmente matador. Tudo fica mais calmo e os licks de Steve são sincronizados maravilhosamente com o canto de Casey. Portnoy vai entrando aos poucos com sua bateria, a cadência vai ficando mais firme e concreta, outro solo de guitarra de Steve engrandece a música. Novamente a utilização de um coro feminino deixa tudo mais lindo antes da música chegar ao fim. 

Em minha opinião, eu não tenho dúvida que houve um passo à frente, mesmo que pequeno em relação ao disco anterior. Second Nature é um disco de grandes performances, musicalidade e emoção. Existe uma exploração em um novo estilo que faz com que no geral aqui as coisas pareçam mais interessantes. Mas ainda assim eu não acho o suficiente para que tenha uma nota maior que o disco anterior. 

Second Nature é um disco de grandes performances, musicalidade e emoção
3.5
27/04/2018

Em seu segundo disco, aqueles que gostaram da estreia autointitulada da banda, certamente não estavam esperando apenas mais um novo álbum, mas sem dúvida uma música que mostrasse um passo acima que o seu antecessor. Não tem como negar que as músicas estão mais sofisticadas, a banda parece está se aproximando mais de um som único e solidificado, enquanto que estão de afastando de velhos clichês encontrados em bandas de metal progressivo, neo progressivo e progressivo sinfônico. Porém, não mudaram tanto a ponto de causar um impacto.

Em Second Nature não existe ofuscamento, ninguém fura fila ou tenta aparecer mais, o espaço é dado a cada um dos colaboradores do disco para que eles desfilem os seus talentos sem preocupações. Os vocais de Casey continuam com um timbre único e atraente, suas inflexões emotivas conseguem com que as músicas elevem mais o seu caráter comovente. Novamente o disco funciona muito bem, principalmente se comparado às digressões sofridas por algumas bandas progressivas e que acabam obtendo resultados lamentáveis ao tentar desfilar pelo mainstream em sonoridades mais pop. 

“Open Up Your Eyes”, faixa que abre o disco, é aquele tipo de música que já mostra uma banda querendo desempenhar o seu trabalho de maneira mais ambicioso. Não é o tipo de música que imaginamos muitos grupos aptos a tocá-las com tanta magnitude quanto este. Uma verdadeira combinação do progressivo com influências mais clássicas de Neal Morse e a veia de metal progressivo de Mike Portnoy, além de Steve Morse e todo o seu virtuosismo, as melodias brilhantes do baixo de Dave LaRue e os vocais simples, acessíveis e belos de Casey McPherson. A música começa em um piano simples e possui uma introdução típica das bandas de Neal Morse em uma instrumental firme, cheia de reviravoltas e um grande gancho. Rock progressivo de primeira. 

Sinceramente, não tem como negar que poderiam ser feitas algumas músicas somente com a faixa de abertura, mas coisas assim que deixam a banda mais marcante e única. “Mask Machine” tem uma linha mais rock, sólida e bem direta. Os vocais são bem atraentes, fato que também os tornam imponente e empolgante. O solo de guitarra no meio mostra toda a genialidade de Steve Morse. “Bombs Away” traz uma linha melódica que me lembra a uma das fases do Deep Purple. A bateria é poderosa como sempre (sem a necessidade de velocidade). Possui uma longa passagem instrumental que começa com um excelente solo de guitarra, seguindo por belas notas de piano e finalizando através de exímias cordas. A guitarra regressa antes que o refrão entre cheio de emoção pela última vez. 

“The Fury of My Love” é com toda a certeza a melhor balada feita pela banda ao menos enquanto eles possuem apenas dois discos. Começa basicamente ao piano e voz, tendo apenas uns leves toques de prato ao fundo. Então que todos os instrumentos se juntam pra fortalecer o refrão. A música possui um toque clássico e o refrão é excelente. Uma daquelas ótimas músicas pra cantar junto. 

“A Place in Your World” mostra novamente a faceta mais progressiva da banda. Começa com um riff clássico de Steve Morse sendo acentuado pelo estilo de Neal Morse de tocar teclado. Steve Morse costuma trazer uma influência dos seus discos solos para a banda, mas neste caso específico as coisas parecem mais explícitas. Tem uma levada animada e muitas vezes mais simples do que poderiam ser, preferem a não utilização de muita técnica e optam por mais criatividade, também tem ótimos vocais principais e de apoio. 

“Lost Without You” é onde encontramos o momento mais pop do disco. Bastante curta, as harmonias no refrão são lindas e o solo de guitarra é soberbo. Sinceramente acho que está música caberia mais no primeiro álbum. “One Love Forever” tem um começo acústico com Steve Morse acompanhado pelo percussionista convidado, Eric Darken. Quando os demais integrantes entram na música dá pra notar uma influência folclórica. Apesar de Steve Morse ter seus momentos para rasgar seus solos, a música é mais voltada para teclados e sintetizadores, tornando-a de certa forma mais melódica e jovial. Uma faixa onde todos brilham. 

“Peaceful Harbor” é uma música dramática e que começa com a voz calma e suave de Casey, onde logo em seguida é acompanhada por Steve Morse de uma maneira acústica. Esta musica carrega uma aura serena, tranquila e de paz. O trabalho de guitarra é simplesmente lindo e complementa muito bem a música a deixando ainda mais emocional. Os vocais estão maravilhosas e imensamente agradáveis. A música então chega num momento em que o coro em voz feminina e cordas fazem com que a canção se edifique. Que final mais sensacional. 

“Cosmic Symphony” é a música derradeira do álbum. Começa com uma bateria sutil, acordes de piano, então o vocal de Casey aparece e junto dele no fundo musical agora terá umas pinceladas de teclado. Seguindo ainda na mesma linha o baixo começa a colocar mais grave na música. De um a um todo o corpo instrumental completo parece ir aparecendo na canção. A música muda de ritmo, a bateria mais técnica, linhas de baixo potentes, Neal Morse parece liderar essa parte vocal. Steve Morse mais uma vez agracia a música com um solo simplesmente matador. Tudo fica mais calmo e os licks de Steve são sincronizados maravilhosamente com o canto de Casey. Portnoy vai entrando aos poucos com sua bateria, a cadência vai ficando mais firme e concreta, outro solo de guitarra de Steve engrandece a música. Novamente a utilização de um coro feminino deixa tudo mais lindo antes da música chegar ao fim. 

Em minha opinião, eu não tenho dúvida que houve um passo à frente, mesmo que pequeno em relação ao disco anterior. Second Nature é um disco de grandes performances, musicalidade e emoção. Existe uma exploração em um novo estilo que faz com que no geral aqui as coisas pareçam mais interessantes. Mas ainda assim eu não acho o suficiente para que tenha uma nota maior que o disco anterior. 

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