Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Flying Colors - Flying Colors (2012)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 103

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +
User Photo
Album Cover
Um disco de musicalidade intensa e composições interessantes
3.5
27/04/2018

Confesso que inicialmente minhas expectativas eram bastante altas em relação ao resultado deste disco, afinal, o elenco se tratava de uma gama luminária de músicos da escola progressiva, mas assim que eu ouvi pela primeira vez suas músicas, não foi nada do que esperava e senti até um pouco de frustração. Mas como em muitos casos podemos começar a mudar de opinião através de um gosto adquirido, fui escutando mais algumas vezes, e quer saber? Não me arrependo nenhum pouco disto. Talvez minha primeira birra tenha sido pelo fato de que apesar da banda conter instrumentistas renomados no meio do metal progressivo, rock progressivo e jazz, tudo soava um tanto pop demais pro meu gosto (nada contra pop, apenas não o esperava aqui), provavelmente mais por culpa do vocalista Casey McPherson.

A música aqui é bastante acessível e a ampla gama de influência dos envolvidos tem a capacidade de confundir a cabeça até mesmo dos mais ecléticos. Mas apesar de tanta variedade, no fim das contas tudo soa coerente, não se trata de um monte de retalho grudado de qualquer maneira em uma cama melódica, existe uma organização. Outro ponto importante é como eles se entrosaram em tão pouco tempo tocando juntos, afinal, tudo funciona extremamente bem, performances excelentes e uma produção cristalina, além das composições serem bastante fortes e versáteis. Ok, mas nem tudo são flores também e alguns pontos do disco deixa desejar.

No começo do disco o ouvinte é envolto de uma atmosfera relaxante logo no início de “Blue Ocean”, quando após uma brincadeirinha no estúdio seguida por uma forte linha de baixo que vai definir o ritmo da música, a banda entra junta de maneira enérgica e cativante. Os vocais são ótimos e possui um refrão excelente, uma das melhores do álbum. 

“Shoulda Coulda Would”é um rock and roll pesado daqueles pra balançar a cabeça logo nos seus primeiros acordes que são carregados de uma grande energia. Novamente possui ótimos vocais e refrãos. A cozinha bateria/baixo coloca o concreto necessário na parede melódica para que haja as pinceladas de guitarra base, solo e teclado.

 “Kayla” tem um início suave e acústico antes das primeiras e bonitas frases vocais de Casey McPherson. Certamente uma das melhores e cativantes músicas do álbum. Impressionante como está banda tem o poder de fazer ótimos refrãos, aqui ele soa viciante e mostra o quanto um meio desconhecido McPherson é um grande vocalista. Muito bem arranjada, Steve Morse acrescenta um solo de guitarra bastante requintado, a música então suaviza com umas brincadeiras vocais, antes de retornar novamente à guitarra de Steve com um solo limpo e polido. O refrão regressa até que a música chega ao com a mesma linha acústica que foi apresentada no início. 

“The Storm” é uma balada que começa de maneira quase silenciosa, mas acaba crescendo um pouco no se refrão. Sinceramente, não diz muito a que veio. Não é exatamente uma música ruim, mas ela me lembra uma  trilha sonora de filme teen da Sessão da Tarde. Mesmo o solo de guitarra que às vezes pode tirar músicas assim do limbo conseguiu, é técnico, é bonitinho, mas somente isso. 

“Forever in a Daze” é  mais um dos pontos fortes do álbum. Começa com alguns riffs simplórios de guitarra, mas logo bateria e um baixo matador também vão de encontro à música. Um pop rock bastante envolvente e de vocais fortes que edificam o ânimo da canção. O baixo realmente é o maior destaque aqui. 

“Love is What I'm Waiting For” é um dos momentos mais pop do disco, embora isso não teria problema algum, mas infelizmente não possui uma grande melodia para que a justifique. Um refrão meloso e o solo de guitarra em nada consegue agregar ao conjunto da obra. Uma música até animada, mas não merece muitos replays.  

Em “Everything Changes” parece que estamos diante de uma música do Neal Morse, certamente os fãs do músico vão adorar esta. Começa melosa e possui outros momentos mais intrincados. Os vocais são bastante emocionais tanto por parte de Casey McPherson quanto os de Neal Morse. Steve Morse presenteia a canção com um solo maravilhoso. Baixo e bateria são simples, mas conseguem direcionar muito bem a música. Linda canção. 

“Better Than Walking Away” é mais uma das músicas que começa bastante serena. Primeiramente uns “choros” de guitarra, a voz então entra e ao fundo podemos notar um violão acústico e lindos toques de órgão. Os vocais combinados McPherson por cima e tendo o de Morse por trás são bem emotivos. A bateria então redefine o ritmo da música, continua muito bem arranjada com belos teclados e boas linhas de baixo, o refrão agora está vez mais imponente, pois ao contrário do primeiro, aqui possui uma gama maior de instrumentos o abraçando. Steve Morse deixa mais uma vez sua marca com um solo que se não é espetacular, acrescenta uma grande dignidade musical. 

“All Falls Down” possui um começo o qual eu confesso ter me assustado logo de cara. Um progressivo metal que aparece assim tão de repetente com uma bateria matadora, linhas de baixo cavalares, solos de guitarra nervosos e selvagens. Os vocais segue a linha metal também, mas nos refrãos é onde eles ganham mais força, às vezes faz parecer os utilizados por bandas nórdicas de power metal. Uma faixa extremamente empolgante. 

“Fool in My Heart” é a faixa que tem Mike Portnoy nos vocais, algo que sinceramente nunca me agradou nenhum pouco, suas aparições nos vocais de apoio do Dream Theater sempre achei desnecessárias. Mas aqui até que ele surpreendeu (não que a música também tenha feito isso também). Uma bonita introdução de guitarra e então que ela ganha companhia de uma bateria tranquila. A música é uma balada que não diz muita coisa e de refrão meio enjoativo (mesmo com a ajuda de Neal Morse), mas de qualquer forma, tem um solo de guitarra que a deixa com uma qualidade ao menos um pouco maior. 

“Infinite Fire” com pouco mais de doze minutos é o épico do disco. Raramente músicas desta natureza começam sem uma instrumentação atmosférica e aqui não é seria diferente. Mas logo todos entram juntos, nesta hora Steve Morse faz um solo bem melódico para a introdução. Sem sombra de dúvidas a música mais progressiva do disco podendo agradar até fãs de progressivo mais exigente. Ótimo trabalho de guitarra, teclados/órgão incríveis e uma seção rítmica simplesmente de tirar o fôlego. Novamente parece mais uma música tirada de um disco do Neal Morse. 

Talvez não seja um disco para os mais radicais por conta da sua tendência pop e produção moderna, mas se você não se preocupa com nada disso, está na hora de conhecer esse ótimo álbum deste projeto. Um disco de musicalidade intensa, composições interessantes, músicas facilmente reconhecíveis, mas também mais profundas do que a variante do pop usual dentro do rock progressivo. Este disco fornece ao ouvinte uma jornada através das várias facetas de composições do rock progressivo, mostrando principalmente o lado menos sério e mais acessível. 

Um disco de musicalidade intensa e composições interessantes
3.5
27/04/2018

Confesso que inicialmente minhas expectativas eram bastante altas em relação ao resultado deste disco, afinal, o elenco se tratava de uma gama luminária de músicos da escola progressiva, mas assim que eu ouvi pela primeira vez suas músicas, não foi nada do que esperava e senti até um pouco de frustração. Mas como em muitos casos podemos começar a mudar de opinião através de um gosto adquirido, fui escutando mais algumas vezes, e quer saber? Não me arrependo nenhum pouco disto. Talvez minha primeira birra tenha sido pelo fato de que apesar da banda conter instrumentistas renomados no meio do metal progressivo, rock progressivo e jazz, tudo soava um tanto pop demais pro meu gosto (nada contra pop, apenas não o esperava aqui), provavelmente mais por culpa do vocalista Casey McPherson.

A música aqui é bastante acessível e a ampla gama de influência dos envolvidos tem a capacidade de confundir a cabeça até mesmo dos mais ecléticos. Mas apesar de tanta variedade, no fim das contas tudo soa coerente, não se trata de um monte de retalho grudado de qualquer maneira em uma cama melódica, existe uma organização. Outro ponto importante é como eles se entrosaram em tão pouco tempo tocando juntos, afinal, tudo funciona extremamente bem, performances excelentes e uma produção cristalina, além das composições serem bastante fortes e versáteis. Ok, mas nem tudo são flores também e alguns pontos do disco deixa desejar.

No começo do disco o ouvinte é envolto de uma atmosfera relaxante logo no início de “Blue Ocean”, quando após uma brincadeirinha no estúdio seguida por uma forte linha de baixo que vai definir o ritmo da música, a banda entra junta de maneira enérgica e cativante. Os vocais são ótimos e possui um refrão excelente, uma das melhores do álbum. 

“Shoulda Coulda Would”é um rock and roll pesado daqueles pra balançar a cabeça logo nos seus primeiros acordes que são carregados de uma grande energia. Novamente possui ótimos vocais e refrãos. A cozinha bateria/baixo coloca o concreto necessário na parede melódica para que haja as pinceladas de guitarra base, solo e teclado.

 “Kayla” tem um início suave e acústico antes das primeiras e bonitas frases vocais de Casey McPherson. Certamente uma das melhores e cativantes músicas do álbum. Impressionante como está banda tem o poder de fazer ótimos refrãos, aqui ele soa viciante e mostra o quanto um meio desconhecido McPherson é um grande vocalista. Muito bem arranjada, Steve Morse acrescenta um solo de guitarra bastante requintado, a música então suaviza com umas brincadeiras vocais, antes de retornar novamente à guitarra de Steve com um solo limpo e polido. O refrão regressa até que a música chega ao com a mesma linha acústica que foi apresentada no início. 

“The Storm” é uma balada que começa de maneira quase silenciosa, mas acaba crescendo um pouco no se refrão. Sinceramente, não diz muito a que veio. Não é exatamente uma música ruim, mas ela me lembra uma  trilha sonora de filme teen da Sessão da Tarde. Mesmo o solo de guitarra que às vezes pode tirar músicas assim do limbo conseguiu, é técnico, é bonitinho, mas somente isso. 

“Forever in a Daze” é  mais um dos pontos fortes do álbum. Começa com alguns riffs simplórios de guitarra, mas logo bateria e um baixo matador também vão de encontro à música. Um pop rock bastante envolvente e de vocais fortes que edificam o ânimo da canção. O baixo realmente é o maior destaque aqui. 

“Love is What I'm Waiting For” é um dos momentos mais pop do disco, embora isso não teria problema algum, mas infelizmente não possui uma grande melodia para que a justifique. Um refrão meloso e o solo de guitarra em nada consegue agregar ao conjunto da obra. Uma música até animada, mas não merece muitos replays.  

Em “Everything Changes” parece que estamos diante de uma música do Neal Morse, certamente os fãs do músico vão adorar esta. Começa melosa e possui outros momentos mais intrincados. Os vocais são bastante emocionais tanto por parte de Casey McPherson quanto os de Neal Morse. Steve Morse presenteia a canção com um solo maravilhoso. Baixo e bateria são simples, mas conseguem direcionar muito bem a música. Linda canção. 

“Better Than Walking Away” é mais uma das músicas que começa bastante serena. Primeiramente uns “choros” de guitarra, a voz então entra e ao fundo podemos notar um violão acústico e lindos toques de órgão. Os vocais combinados McPherson por cima e tendo o de Morse por trás são bem emotivos. A bateria então redefine o ritmo da música, continua muito bem arranjada com belos teclados e boas linhas de baixo, o refrão agora está vez mais imponente, pois ao contrário do primeiro, aqui possui uma gama maior de instrumentos o abraçando. Steve Morse deixa mais uma vez sua marca com um solo que se não é espetacular, acrescenta uma grande dignidade musical. 

“All Falls Down” possui um começo o qual eu confesso ter me assustado logo de cara. Um progressivo metal que aparece assim tão de repetente com uma bateria matadora, linhas de baixo cavalares, solos de guitarra nervosos e selvagens. Os vocais segue a linha metal também, mas nos refrãos é onde eles ganham mais força, às vezes faz parecer os utilizados por bandas nórdicas de power metal. Uma faixa extremamente empolgante. 

“Fool in My Heart” é a faixa que tem Mike Portnoy nos vocais, algo que sinceramente nunca me agradou nenhum pouco, suas aparições nos vocais de apoio do Dream Theater sempre achei desnecessárias. Mas aqui até que ele surpreendeu (não que a música também tenha feito isso também). Uma bonita introdução de guitarra e então que ela ganha companhia de uma bateria tranquila. A música é uma balada que não diz muita coisa e de refrão meio enjoativo (mesmo com a ajuda de Neal Morse), mas de qualquer forma, tem um solo de guitarra que a deixa com uma qualidade ao menos um pouco maior. 

“Infinite Fire” com pouco mais de doze minutos é o épico do disco. Raramente músicas desta natureza começam sem uma instrumentação atmosférica e aqui não é seria diferente. Mas logo todos entram juntos, nesta hora Steve Morse faz um solo bem melódico para a introdução. Sem sombra de dúvidas a música mais progressiva do disco podendo agradar até fãs de progressivo mais exigente. Ótimo trabalho de guitarra, teclados/órgão incríveis e uma seção rítmica simplesmente de tirar o fôlego. Novamente parece mais uma música tirada de um disco do Neal Morse. 

Talvez não seja um disco para os mais radicais por conta da sua tendência pop e produção moderna, mas se você não se preocupa com nada disso, está na hora de conhecer esse ótimo álbum deste projeto. Um disco de musicalidade intensa, composições interessantes, músicas facilmente reconhecíveis, mas também mais profundas do que a variante do pop usual dentro do rock progressivo. Este disco fornece ao ouvinte uma jornada através das várias facetas de composições do rock progressivo, mostrando principalmente o lado menos sério e mais acessível. 

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Flying Colors

Album Cover

Flying Colors - Second Nature (2014)

Second Nature é um disco de grandes performances, musicalidade e emoção
3.5
Por: Tiago Meneses
27/04/2018
Album Cover

Flying Colors - Flying Colors (2012)

Um supergrupo espetacular e com inovações
4
Por: André Luiz Paiz
12/09/2017

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Glass Hammer - The Breaking Of The World (2015)

Elementos de prog clássico para criar sonoridade
3.5
Por: Roberto Rillo Bíscaro
13/11/2017
Album Cover

Camel - Dust And Dreams (1991)

Predominância de teclados marcam a volta do grupo.
3.5
Por: Márcio Chagas
04/08/2018
Album Cover

Steve Morse - High Tension Wires (1989)

O lado mais refinado e melancólico de Steve Morse.
3
Por: Tiago Meneses
11/01/2018